Inspirar-Poesia, um segundo sopro

amenos cordéis

Por Sueli Maia (Mai) em 12/11/2009



A fala era fraca e desconexa, mas eu conseguia ouvir. E dizia baixinho:
- há menos gestos e mais silêncio nesse canto do mundo. Mudos; estão todos mudos; e surdos, tudo parece distante. Há menos gritos lançados, há dor a mais, e tudo é dorido se arde a pele, e tudo arde. Pois se um tecido suave encosta na pele que dói, tudo volta num instante.
Mas eu ainda quero vida, seguia quase a sussurrar: - É delicado tocar os cordões que sustentam as coisas, e entre as roupas estendidas nos varais e a brisa perfumada que desprende e se sente, há coisas que insistem em pender.
Hora de acertar ou se esconder.
Mas o mundo está super aquecido e as coisas se amornam enquanto corpos esfriam, e tudo no branco do frio é cinzento e lancina, não importa a estação, o trem ou os trilhos, porque entre os extremos de frio e calor há vida a menos e mais solidão.
Mas tudo cansa; e em suma o mundo está chato e mesmo assim é preciso viver chateado e sorrir.
Veias e vias, em cena acenos e mais despedidas às mãos. Onde havia calor há menos encontros, mais dor, e muito se renova no calor, mas o largo da dor se amplia e tudo requer serenidade.
[Amenos, pensei, sejamos amenos].
E nos extremos purgados nas latrinas, um opiáceo qualquer rebaixa a tensão.
[Mas afinal neste espelho sou eu?]
Logo ali a palavra seguia lenta, mãos trêmulas, inquietas...
E enquanto tênues, os cordonetes trançavam o espaço, eram vazios que pendiam nos cordéis cortinando roupas a secar com silêncio e solidão.
Vento suave na face, é o tempo erupindo o secreto.
Mas a alma cansada está calma enquanto eu estou aqui e sigo fingindo o que exaspera. Agora me resta a espera do que ao vento descortina em nus. E na agonia das roupas pendidas, tremulam os amenos cordéis.


Imagem: Google

64 comentários:

Marcelo Mayer disse... @ 26 de novembro de 2009 12:30

o sentimento vai ficando cada vez mais devagar... até o dia em que ele tragar seu último suspiro e sair por ai, livre...

Tatiana disse... @ 26 de novembro de 2009 12:39

Assim são alguns sentimentos que vivem em nós!

Um beijo carinhoso

Guará Matos disse... @ 26 de novembro de 2009 13:59

E sem mantém sempre viva uma pontinha de esperanças de sei lá o quê.
Bjs.

Layara disse... @ 26 de novembro de 2009 14:09

...que suavidade Amena nessas letras no varal dos sentimentos...
Acho tua escrita LInda e admiro!

Parabéns!


beijos de Luz!

Caio Fernandes disse... @ 26 de novembro de 2009 14:14

tao perfeito lindo e silenciosos .
faço das suas palevras minhas para que meu silencio fique mais compridinho .

Lara Amaral disse... @ 26 de novembro de 2009 14:58

Nossa, que lindo! Muito tocante. Senti-me segurando na ponta de um desses cordéis e deixando o vento me levantar.

Beijos.

tonhOliveira disse... @ 26 de novembro de 2009 16:10



Como posso querer mais?
Há menos a cada novo dia...

Se não formos AMENOS não haverá sobras.

AMENOS?
Amemos...

AME-nos!

Beijos!

Katrina disse... @ 26 de novembro de 2009 18:34

Fico pensando sobre isso, o que deixamos nos varais, presos até que o vento quase leve embora.

Multiolhares disse... @ 26 de novembro de 2009 19:12

Nos varais da vida estendemos a roupa da alma que o vento magoa nas batidas vorazes e a chuva molha os olhos do coração, mas há um dia que o sol vai secar toda a dor por algum tempo para logo tudo recomeçar
beijinhos

Kanauã Kaluanã disse... @ 26 de novembro de 2009 19:57

Não imaginas o quanto adorei os teus cordéis, varais de poesia.
A música ressalta este viajar pelas figuras que pões em linguagem tão tua. Um arfar de antíteses que se entrelaçam, paradoxos, sinestesias...

Belo, Mai.

Um beijo.

Cecília disse... @ 26 de novembro de 2009 21:22

Que lindo!!!!

Beijos!
Tenha um ótimo final de semana!

Márcio Diemer disse... @ 26 de novembro de 2009 21:53

Mai, grande poetisa! Um diatens que organizar um sarau!! Forte abraço!

Mário Lopes disse... @ 27 de novembro de 2009 00:44

A angústia pendurada na corda como roupa ao vento, ondulando como uma balada triste, como um lamento, que a cada sacudidela nos desperta e nos rasga, mostrando-nos pelas suas fendas a nossa solidão, o nosso desencanto, presos por cordões, agarrados por molas, muitas vezes silenciosamente, como ilhas isoladas no mar aonde ninguém arribará, onde as todas as aves desapareceram, onde a noite não terá estrelas, até que a maré suba e seja tomada uma decisão, com a esperança que ainda mora dentro de nós porque acreditamos que não estamos sós.



Mai querida, quanta beleza, quanta dignidade nesta tristeza desfraldada ao vento! E como a sua música de dor ondulante nos penetra, como se viesse de muito longe mas, no entanto, nos parecesse tão familiar.
Beijo doce para ti.

Wania disse... @ 27 de novembro de 2009 01:17

Mai querida!

Amenos cordéis
que prendem fiéis
os silêncios
e os gritos
soltos nestes papéis!


Belo como sempre!

Bjsssss

JOE ANT disse... @ 27 de novembro de 2009 11:38

O que eu tenho "a menos" são cordéis, atilhos, cadilhos.... fugindo de sarilhos.
Por isso, são amenos, meus dias, minhas noites,
meus passos.
Por isso, são "a menos" meus cansaços,
meus "faços" e "desfaços".
Por isso, são demais em meus regaços,
meus abraços, meus amassos e...
também, meus amordaços.
....
"Cala-te boca, tem pai que..."
... Devia ter juizo !!!

NDORETTO disse... @ 27 de novembro de 2009 17:48

Mas o mundo está super aquecido e as coisas se amornam enquanto os corpos esfriam e tudo no branco do frio é cinzento e lancina e não importa a estação, o trem ou os trilhos_____________poesia paralela, a sua dor e as coisas do mundo. Gosto da brevidade do texto. Ferida exposta. Está lindo.

bjs, neusa

Ianê Mello disse... @ 27 de novembro de 2009 18:15

Mai


A sua voz grita poesia e encanta aos ouvidos atentos.


Muito belo!


Beijos.

Barbara disse... @ 27 de novembro de 2009 21:20

HÁ UM TEMPO NÃO LEIO UM TEXTO TÃO BELO E INTENSO.
Identifiquei-me.
Obrigada.

Saulo Nunes disse... @ 27 de novembro de 2009 22:16

oi amiga então tava sumida heim kkk!
mas viu seu poste ta la no blog passa lá! depois me dis se gostou e se é aqele mesmo q vc qeria!

bjo_na__alma!

Cantodomeucordel disse... @ 27 de novembro de 2009 23:04

Uma prosa poética, uma poesia em prosa, um texto translúcido e belo.

Poético abraço do amigo Gilbamar.

Adriana Karnal disse... @ 28 de novembro de 2009 04:42

MAi,
Nessas roupas pendidas aqui tremula a poesia...lindo o q v escreveu.

Lou Vilela disse... @ 28 de novembro de 2009 11:21

Texto inquietante, Mai!

Beijos

nydia bonetti disse... @ 28 de novembro de 2009 11:22

O mundo é nós, totalmente sem rumo. A vida por um fio. Que seja um fio de amor e esperança...

Acho que isso foi a coisa mais bonita que li nestes últimos tempos, Mai. Nossa...

beijos!

Germano Xavier disse... @ 28 de novembro de 2009 14:17

Alguma coisa neste miniconto me fez recordar de um conto do J.J.Veiga, "roupa corando no quintal", do livro Os cavalinhos de Platiplanto.

Talvez o maravilhoso descrito.
Continuemos, Mai...

Oliver Pickwick disse... @ 28 de novembro de 2009 15:30

Ao menos, os amenos cordéis. Para um espartano, estes cordéis são a prova da existência da felicidade. Eles estão por aí, ao longo das nossas vidas. Sempre. Além deles, tudo é lucro. Portanto, resulta lógico que não há perdas e nem desdita na vida espartana. Os amenos cordéis são as entressafras das nossas idas ao paraíso, mas, nem por isso menos venturosos. A fortuna não tem domicílio fixo no lucro. ;0
Um beijo!

Úrsula Avner disse... @ 28 de novembro de 2009 15:37

Oi Mai, passei rapidamente para conhcer um pouquinho do seu blog e de você. Ando muito atarefada nestes últimos dias. Peço desculpas pela correria, mas são as necessidades de trabalho. Agradeço o carinho de sua visita e interesse em seguir o Sempre Poesia. Um abraço e até a qualquer momento.

Úrsula Avner disse... @ 28 de novembro de 2009 15:44

Agradeço de coração suas carinhosas palavras sobre " A hora zero ". Não tinha lido o seu comentário antes de postar o meu anterior a este. Seu blog é um espaço bonito e aconchegante. Quero conhcer seu trabalho com mais calma depois. Vou linkar seu blog no meu. Bj.

Bezerra Guimarães disse... @ 28 de novembro de 2009 16:16

Lindo...

E que as roupas desprendam-se junto com os véus que zelam por nossas aparêcias.

Beijos,
Ry.


Obg pelo comentário.

Abraão Vitoriano disse... @ 28 de novembro de 2009 16:41

um instante Mai
é mais...

e pra você um varal não é nada mal para palavras ganharem asas, e pobre ou rico, preto ou bonito
se sentir você
não vai esquecer do amor e respeito
ao sentido das coisas
secreto em sua imensidão
e pequeno em seu resgitro...

se tudo existe
você é linha
e eu costuro...

beijos,
e afagos
do seu homem-menino-quase-homem!

Paulo Tamburro disse... @ 28 de novembro de 2009 17:37

QUE TEXTO!!!

IRRETOCÁVEL.

É SÓ E PARABÉNS.

UM ABRAÇÃO CARIOCA.

Ju disse... @ 28 de novembro de 2009 20:23

Olá, Mai!

Realmente, sou de PE. Os termos denunciam, né?! rsrs

Que bom que você gostou do blog. Seja sempre bem-vinda!

"as tudo cansa e em suma o mundo está chato e mesmo assim é preciso viver chateado e sorrir."

Grande verdade! :/

Mikaele Tavares disse... @ 28 de novembro de 2009 21:59

É preciso continuar a sonhar..
Beijos

funari2005 disse... @ 28 de novembro de 2009 22:00

parabéns pelo texto cheio de imagens e sensações... muito envolvente

adorei!

tossan® disse... @ 29 de novembro de 2009 07:00

Mesmo com o nada feito,
com a sala escura
Com um nó no peito,
com a cara dura
Não tem mais jeito,
a gente não tem cura
Mesmo com o todavia,
com todo dia,
com todo ia,
todo não ia.
A gente vai levando,
a gente vai levando,
a gente vai levando
A gente vai levando essa guia.(Tom)

Beijo Mai exelente texto como sempre lógico.

sidnei olívio disse... @ 29 de novembro de 2009 07:49

Sempre um texto que faz pensar e revigora. Parabéns, Mai... poesia presente nesse nosso diaadia. Beijos.

Márcio Vandré disse... @ 29 de novembro de 2009 10:10

O silêncio e os olhares.
No fim, acham que é dito algo, mas nada fica.
Os olhos só vêem o momento. O resto guarda a mente.
Se não houver fala, as relações tendem ao ocaso.
Doce deletéria sina...

Cris Animal disse... @ 29 de novembro de 2009 13:41

Esse desgaste é só humano e por sermos humanos há esse desgaste.

Pensamos, racionalizamos, medimos, pesamos até mesmo em sentimentos.

Queria tanto ser animal ! Não há desgaste neles. O sentimento é livre do pensar, do amanhã, do que esperar...apenas há, acontece e o esgarçar não rompe coração.

tenho um texto que escrevi há muito tempo que fala isso. Qq dia posto de novo....rs


beijos

Manifesto Interno disse... @ 29 de novembro de 2009 14:36

Oi amiga!

Quanta gentileza de sua parte.. obrigada pelas palavras que me acolhem nesse meu tímido ensaio de retorno a blogosfera,
Sim estou de volta para mais perto daqueles que amo, com uma proposta mais simples, menos pretenciosa,
estou disposta a ler mais e falar menos,

vamos indo assim de aprendizagem em aprendizagem!

Seu blog está muito mais aconchegante nesses tons de preto e verde,
e as palavras continuam emoldurando essa imensidão que há dentro de vc,

Bjs.~

ESTER

Mariana Andrade. disse... @ 29 de novembro de 2009 16:00

amenos até o dia que resolverem criar vida. como muitos sentimentos rebeldes o bastante o fazem.


me fez suspirar.
maravilha!

Ilaine disse... @ 29 de novembro de 2009 16:27

Querida amiga!

Inspirar- viver-ler Poesia!
Poesia em pequenos textos, sempre lindos, sempre emotivos. Inspirar-viver-ler a poesia que expressas em escritos que tocam. Tuas palavras estão penduradas em varais e o vento faz balançar seu sentido profundo. E elas chegam até onde estou. Amenos cordéis.

Beijo!

Saulo Nunes disse... @ 29 de novembro de 2009 16:32

oi amiga! feliz q tenha gostado me vale muito!

mas ñ entendi oq me pediu agora kkk ñ ligue eu so meio bobo mesmo!

outra coisa vc gosta d Dave Matthews Band ? eu postei 2 discos deles no 20 Anos Blue!

bjo moça na alma!

Saulo Nunes disse... @ 29 de novembro de 2009 16:44

ah sim!! kkk

então eu ñ vo saber mas claro q irei procurar caso encontre eu te passo =)

bjoo!!!

paula barros disse... @ 29 de novembro de 2009 19:05

Li a vida de muitos. De muitos que estão vivendo fingindo. Que estão mornos. Que estão sem vibrar.

Dos que estão sorrindo para disfarçar as dores, do corpo e da alma.

As pessoas, muitos, tem vivido um pouco assim feito descreve o seu texto.

Me fez refletir.

beijos querida.

Lisa Alves disse... @ 29 de novembro de 2009 22:09

Ah Clarice desceu nesse secreto entendimento. Só há vento por aqui...

Batom e poesias disse... @ 29 de novembro de 2009 22:40

Texto tão belo, tão íntimo e tão doído...

Apesar dos comentários genias, não sei se todos sentiram o que eu senti.

"tudo cansa e em suma o mundo está chato" e muitas vezes eu tenho vontade de ir embora dele...

beijos

Dauri Batisti disse... @ 29 de novembro de 2009 22:53

Belo poema. Assim, leve e denso. Sem grandes recursos, sem grandes enfeites. Lindo.

Marcelo Mayer disse... @ 30 de novembro de 2009 03:30

tem selinho no meu blog pra vc

Vivian disse... @ 30 de novembro de 2009 11:26

...mágica!!

simplesmente mágica,
assim é você!

smacksssssss n'alma!

The Blues Is Alright disse... @ 30 de novembro de 2009 12:50

E a gente ainda acha que a vida é pra sempre enquanto dura.

NDORETTO disse... @ 30 de novembro de 2009 18:48

Adoro a praticidade de emoção. Adoro seus comentários práticos! Hilariantes!!!
Beijos
Neusa

Lau Milesi disse... @ 30 de novembro de 2009 23:14

..."Há menos gritos lançados, há dor a mais".Hoje lancei o meu, você viu... Quanto à dor, melhorou agora à noite.[rs]Mas amena, diria. Amei seu "amenos cordéis". Brilhante!
Beijos

E.T. Obrigada 2 x: pela visita e pelo comentário que vc me deixou. Genial.Demorei mas cheguei.Amei seu blog e fiquei por aqui.

Vinícius Aguiar disse... @ 30 de novembro de 2009 23:41

Agradeço imensamente o comentário e a participação em meu blog, e aproveito para parabenizá-la pelo seu. Está linkada, voltarei mais vezes!

Beijos!

Assis Freitas disse... @ 1 de dezembro de 2009 10:40

Amenos cordéis: deslizam suavemente as palavras, em redes, varandas que inspiram. E continuam a balouçar.

Mateus Araujo disse... @ 1 de dezembro de 2009 12:46

Trocar de roupa é essencial todo dia, amenos cordéis são técnicas de secagem usado por nós e o vento, O vento é incerto, hora sim, hora não. O amor também é incerto, a vida é incerta. Ficamos de almas penduradas esperando as P-almas nos despendurarem. E se nesse espelho não se reconhecer é porque os cordéis são bambos, ou as roupas mau foram lavadas. Ou mais provável que o processo não foi concluído ainda. inteiro. A alma as vezes cansa, e o cesto se junta, roupas tem que ser lavadas, e de nós resta o devaneio. Umas serão sujas, outras não. O vento vem sempre secar, o tempo não para. o vento incerto balança os cordéis em que o o que causa dor balança também, e as roupas, que nós vestimos, nossa imagem, criada, pois somos de uma maneira diferente, Balançam juntos com tudo. a dor, e a felicidade. Amenos, tentemos, Com alma e palma.
O tempo é certo, o amor, incerto, a canção, absoluta.

Mateus Araujo disse... @ 1 de dezembro de 2009 12:49

Sobre o texto.. nada enjoativo

A música, Peculiar, intrínseca e conjunta.

Mai, é incrível você.
Bjão

Pâmela Marques disse... @ 1 de dezembro de 2009 13:23

Gosto dos sentimentos assim bem expostos. Costumo me ler no texto de alguns, me li no teu.

Patrícia disse... @ 1 de dezembro de 2009 16:55
Este comentário foi removido pelo autor.
dade amorim disse... @ 1 de dezembro de 2009 17:52

Quantos codéis pelo mundo, às vezes invisíveis.
Você conece o peso das palavras, Mai, e mesmo quando são leves elas vão fundo.

Beijo.

Iremar Marinho disse... @ 1 de dezembro de 2009 17:53

Pois, sim, Mai,
Sou grato pela sua visita e atenção
ao nosso Bestiário.
O tesouro do poeta Cícero Melo,
com quem convivi desde a adolescência
(começamos a fazer poesia juntos),
você encontra navegando nestes endereços:

http://ciceromelo.blogspot.com
http://ciceromelo.zip.net/
http://geracao80.nafoto.net

Abraços

Juliana Lira disse... @ 1 de dezembro de 2009 19:22

Mai

Nossa, faz tempo que vim aqui.Mas aqui ainda encontro uma poesia impar, tanto talento e sentimento...
Tiraria uma frase pra mim:
"Mas tudo cansa e em suma o mundo está chato e mesmo assim é preciso viver chateado e sorrir."
Perto de uma poeta tão grande vejo a pequenez do meu ser.

Milhões de beijos

Marcelo Novaes disse... @ 1 de dezembro de 2009 20:17

Mai,




Iridescentes amenidades...

;)







Beijos,








Marcelo.

Hneto disse... @ 1 de dezembro de 2009 20:42

Na agonia das roupas penduradas ve-se o tempo, o vento, a distância.

Ribeiro Pedreira disse... @ 1 de dezembro de 2009 22:21

Vi seu link no blog de Herculano Neto e dei uma passada rápida, com uma leitura superficial dos seus textos. Gostei do que vi, mas depois, com mais tempo lerei e deixarei minhas impressões. Mas desde já, sou seu seguidor.

Luis Eustáquio Soares disse... @ 5 de dezembro de 2009 10:33

olá, mai, é delicado tocar nos cordões que sustentam as coisas; é delicado viver, corda bamba solta no abismo; é delicado escrever e a nós o cuidado deve ser a estrela guia, conosco e com os outros, con-cosmos.
beijos
ps. é sempre bom ler seus delicados textos, densos de vitalidades.
beijos
luis de la mancha

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