Inspirar-Poesia, um segundo sopro

o sopro e o fruto

Por Sueli Maia (Mai) em 6/26/2009

Filho é sempre o mesmo, é sempre outro, e sempre é único. E por mais que não creiam são únicos, sendo Um e sendo um filho. E quando me vi estava às voltas com a primeira gestação. Na travessia de uma avenida eu senti a prmeira, das tantas contrações que até hoje, sem as dilatações ou as dores do parto - mãe - ainda contraio.Porque ser mãe é para sempre e, eternamente, aprender a rezar pelos filhos, lutar pelos filhos, sonhar com os filhos, sonhar com o sonho dos filhos em concreto, e é ser mais feliz, quando os filhos nos dizem que estão. Foi ainda adolescente que aprendi o significado do amor incondicional. Porque é um jeito de amar diferente. É pele e é fruto do ventre. É gente com o feitio e as marcas da gente; é corpinho que mexe lá dentro da gente. É amor que não conhece desamor, amor que não cabe, que não se contém, é amor que não conhece o que é fim. Foi num dia comum e igual, e ao mesmo tempo diferente de tudo e de todos os dias normais, que eu aprendi que ser mãe, seria para sempre atravessar uma avenida, em que o fim se daria apenas no ultimo sopro. Enigmas da maternidade; beleza e fortuna de poder contemplar-lhe a face e o sorriso. E são amigos verdadeiros, amor verdadeiro.  Feliz Aniversário, Felipe. Amo você meu filho.
Filho é sempre outro e é sempre o mesmo. Mesmo no inesperado dos seus voos, porque um filho é um sopro que é luz. 
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Arte: Vicente Luis Vieira Simas
Música : Jean Luc Ponty
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22 comentários:

Letícia disse... @ 25 de junho de 2009 23:07

Lindo, Mai. Sei que é clichê dizer isso, mas está lindo. Sou mãe e sei. Suas palavras são verdades para mim. Ainda lembro o dia em que senti o coração de meu filho bater dentro de mim. O maior silêncio em casa e eu lá, só ouvindo o coração dele. É parte nossa mesmo, Mai.

Bjos.

Vivian disse... @ 25 de junho de 2009 23:15

...ahhhh que lindosss!

este Felipe filho amado,
te fez transformar-se
num poço de ímpar inspiração!

parabéns aos dois queridos!

bjussssssss

Humana disse... @ 25 de junho de 2009 23:17

Que linda declaração de amor Mai!
Tb escrevi sobre os meus filhos na ultima postagem e senti intensamente como mãe, este teu texto maravilhoso.
Beijinhos e muitas felicidades para o Felipe!

paula barros disse... @ 25 de junho de 2009 23:21

Eu continuo dizendo que és fantástica com as palavras, que és ótima. Quem, quem faria uma homenagem assim? Só você.

Quem é mãe sabe do que você está falando, desse sentir imenso.

felicidades para Felipe e parabéns para você.

beijos

☆ Sandra C. disse... @ 25 de junho de 2009 23:27

Mai,
hoje o dia está bem propício, e você, mais uma vez, me fez emocionar.

não sou mãe, nem pretendo ser. mas reconheço toda a divindade da maternidade em sendo empática com as dores da minha mãe, sobretudo quando eu sei que a machuco com as minhas ofensas. porque não é fácil educar alguém, sem mesmo ter educado a si mesmo o suficiente (nunca é...) e sem conhecer a si próprio o bastante.

eu amo a minha mãe, talvez mais do que ela suponha, tenho por ela um amor de devoção, porque eu jamais seria capaz por alguém do que ela foi capaz por mim.

http://dixt.blogspot.com/2008/05/homenagem-especial-dia-das-mes.html

beijo Mai.
e parabéns pro Felipe ;D
(o ator de novela mexicana! haha!)

Elcio Tuiribepi disse... @ 26 de junho de 2009 08:14

É por isso que fiz um poema que diz assim:
Ser pai é o máximo, mas...

FALTA CARREGAR AQUELA SUPER BARRIGONA
DURANTE OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ,
FALTA ESSA CONVIVÊNCIA EXTRA E UTERINA,
ESSE AMOR QUE NASCE PREMATURO.
FALTA SENTIR NO CORPO AS MUDANÇAS
E SOBRETUDO SENTIR A FORÇA E A ALMA DO FETO.
FALTA O PULSAR DE MAIS UM CORAÇÃO
FALTA UM CORPO DENTRO DE SEU PRÓPRIO CORPO
FALTAM AS CONTRAÇÕES NA HORA DO PARTO
A DOR E A RESPIRAÇÃO DE CACHORRINHO
FALTAM SEIOS QUENTES E FARTOS,
FALTA O CORDÃO UMBILICAL, A ENTREGA TOTAL,
FALTAM MIMOS, PALAVRAS DOCES,
CARINHOS TERNOS E SOBRETUDO ETERNOS
FALTA A SENSIBILIDADE A FLOR DA PELE
DOTADA DE PODERES INCOMPREENSÍVEIS
CAPAZES DE ENORMES FEITOS EM DEFESA DA PROLE
DE ATOS E AÇÕES PRA LÁ DE INENARRÁVEIS,
DE DOSES EXCESSIVAS DE AMOR E PREOCUPAÇÃO
E UM SEXTO SENTIDO SUPER AGUÇADO.
ENFIM, FALTA ESTE AMOR INTENSO E MATERNAL,
CAPAZ DE CAPTAR E ENTENDER SINAIS INVISÍVEIS
TRANSFORMANDO-OS EM LIÇÕES PRA TODA A VIDA.
PORTANTO, PRA ENCURTAR ESTA CONVERSA,
QUE IRIA MUITO ALÉM DA ALMA MASCULINA
O QUE FALTA MESMO É ESTE AMOR MATERNAL
ESTE AMOR MULHER, LINDO E INCONDICIONAL.
CAPRICHOSAMENTE DETERMINADO E TOLERANTE
INIGUALAVELMENTE SIMPLES E AO MESMO TEMPO FASCINANTE
ESTE AMOR PLENO E DE INEXPLICÁVEIS SENSAÇÕES
QUE TÃO BEM NOS DEFINE A PALAVRA “ MÃE “

É isso, bela homeangem ao filhote Mai...Um abraço na alma "mãe"...boa sexta...

Elcio Tuiribepi disse... @ 26 de junho de 2009 08:17

Jean Luc...muito bom...lembra o violino do kleiton...show...tenho um amigo que é fanzão dele...(do Luc e do Kleiton também)fuiiiii...

Ilaine disse... @ 26 de junho de 2009 13:02

Mai!
Tenho dois meninos. Muitas vezes me impressiono e me surpreendo no "inesperado de seus vôos". Parabéns ao Felipe. Felicidades, Mai!

Beijo

Sam disse... @ 26 de junho de 2009 13:03

Ah,os filhos. Até quem não os tem compreende desse amor tamanho. Desse amor que não se mede e que nenhum outro será igual à ele.

Desse fruto maduro do ventre da mãe!

Ao nascer, aquele "novelinho de lã" que pulsa e chora, acompanhado de noites mal dormidas e que toda mãe sabe que valeria a pena fazer tudo outra vez.

E então, o sorriso pinta mesmo esse amor arco-íris, sendoele, o pote de ouro, o tesouro amis precioso de todos os momentos, de todas as vidas... além de TODAS as vidas!

Linda homenagem, Mai.
Assim como tem orgulho do filho que tem, tenho certeza do orgulho da mãe maravilhosa que é vc!

Parabéns Felipe.
parabéns Mai.

Carinho,
Sam

Paulo Tamburro disse... @ 26 de junho de 2009 13:47

FELIPE, MEUS PARABÉNS CARA!

O Obama se enganou, porque você é que é o "CARA",, inclusive para a sua mãe.

Como é bom , não é Felipe, as pessoas terem mãe.

Mãe que não joga o filho pela janela, mãe que não joga o fiho na lagoa da Pampulha, mãe que não entrega o filho ao aspirador da morte, ainda, na vida intrauterina.

Felipe, existe Mãe e mãe. A sua, é esta, com M maiúsculo, para a qual você é único , mais é plural, é uma dor do parto momentânea e uma alegria eterna.

E veja a humildade da Mai que também e Mãe, dizer que você é um sopro de luz , quando na realidade ela o sente como um vendaval de paixões.

Que sopro que nada! Você para ela é um ciclone de amor.

É luz, sim, mais daquele sol de fevereiro no Rio de Janeiro, não dá para olhar sem óculos de proteção.

Ela falando assim, parece que você é uma luz de uma lanterninha, fabricada na China e comprada numa loja por 1,99.

A minha mãe Felipe, já não está mais comigo, em pessoa, carne e osso, mais não sai da minha lembrança.

Nós, os homens, se tivessemos que parir a terra estaria deserta.

Que homem aguentaria as indefectíveis contrações do parto?

Mãe é MAI!

Agora, como ela realmente gosta de você, peça de presentinho de aniversário, coisa baratinha, uma Ferrari Terstarossa, vermelha, aí cara, você vai semear tantas "mães" pelo mundo, multiplicar esta já congestionada população mundial de tal maneira, que Deus certamente, irá colocar a mão na cabeça.

As mulheres dizem que não, mais nenhuma delas resiste a uma bela Ferrari Vermelha, principalmente com o filho da MAI lá dentro.

E quero um pedaço de bolo(rsrs).

Parabéns Felipe.

Márcio Vandré disse... @ 26 de junho de 2009 14:42

Filhos.
A doce fruta que nasce do galho mais forte.
Muito embora não o deixemos cair quando maduros, como fazem, despretenciosamente, fazem as árvores.
Filhos.
Uma parte de nós que virou um.

Meus parabéns a ele, Mai!

Um beijo pra você.

Márcio Vandré disse... @ 26 de junho de 2009 14:45

sem o segundo "fazem", bitte. :)

Eurico disse... @ 26 de junho de 2009 15:53

Tenho 4 filhos. As duas mais velhas são só do coração e não da biologia toda. Mas que lugar melhor para alguém morar se não no coração, né.
Bem, sei exatamente do que falas, exceto das contrações... rsrsrs mas de quando em quando o coração se contrai, basta qualquer um correr qualquer perigo, pedir ajuda, sinalizar qualquer fragilidades... Bem, vim dizer parabéns ao Felipe, e que ele mergulhe nesse oceano de amor que lhe dá a mamãe Mai. Aproveita o amor, Felipão!

Abraçamigo.

Humana disse... @ 27 de junho de 2009 10:39

Olá Mai,
será um prazer ver-me linkada no teu blog.
Aproveito para realçar que adorei as palavras do Élcio.É um ser humano fantástico e um amigo que admiro cada vez mais.
Um beijinho muito grande mãmã!

Osvaldo disse... @ 27 de junho de 2009 11:49

Oi, Mai;

Os filhos são a nossa realização mais completa...

Os filhos são a nossa mais nobre vitória das vitórias várias da vida...

Parabéns Felipe, Parabéns Mai...

bjs
Osvaldo

f@ disse... @ 27 de junho de 2009 18:19

Único...
sempre ... tudo todas as marcas...
sempre por ele o a m o r infinito...

imenso beijinho

Faça a Diferença !!! disse... @ 27 de junho de 2009 19:16

Filho é tudo! parabéns belo post.

AnaLuísa disse... @ 28 de junho de 2009 14:11

lindo, Mai. mesmo lindo :')

parabéns ao caranguejinho e também à mãe :) *

Valdemir Reis disse... @ 28 de junho de 2009 20:24

Olá estou visitando, parabéns pelo belissimo trabalho, excelente. Quem segue acompanhado de um amigo vai mais longe, muito além...
Compartilho o texto a seguir
“A amizade é assim:
É sentir o carinho,
É ouvir o chamado.
É saber o momento
de ficar calado.
Amizade é somar
alegrias, dividir tristeza.
É respeitar o espaço,
silenciar o segredo.
È a certeza
da mão estendida.
A cumplicidade que
não se explica,
Apenas vive!”
Olavio Roberto
Grato de coração por sua atenção e gentileza. Deixo votos de um fim de semana repleto de muitas alegrias, muitas bênçãos e que reine a paz, saúde e proteção, brilhe sempre! Fique com Deus. Encontrar-nos-emos sempre por aqui. Felicidades.
Valdemir Reis

Sun disse... @ 28 de junho de 2009 22:21

Que post delicioso de se leer! Todos são, mas este em especial!
O amor de mãe, há coisa mais bela do que ele?

Grande beijo Mai,
Sun.

Paulo disse... @ 29 de junho de 2009 01:43

Olá,

Parabéns Felipe! Que todas as tuas
sementes germinem, realizando um a um seus horizontes. Caminhe com sabedoria, pois o presente maior tu já tens!

Emocionante, Mai!

Éverton Vidal disse... @ 30 de junho de 2009 18:28

Sinceramente... eu chorei. Nao foi aquele choro de lágrimas brotando pra fora, foi aquele choro interno porque, nao sei bem a partir de qual momento do texto comecei a lembrar da minha mae...

E sao tantas as distâncias... mesmo quando a gente está perto. Enfim.

Inté.

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