Inspirar-Poesia, um segundo sopro

apóstrofe para olhos, abelhas, tigres et cetera

Por Sueli Maia (Mai) em 11/19/2010
.
"Viver... bom, viver o senhor já sabe: viver é etcétera"
(Guimarães Rosa)


E tu, ó minh'alma, onde estás? Acaso andas a espera da aniquilação? Questão sensível - o ar entrava com o sol, janela a dentro, e silenciosamente o mundo e a fúria era eu e uma abelha a me atordoar. Arapuá - seis milímetros a me atazanar com um movimento indefinido em voo rasante ameaçando pousar ou invadir meu nariz e ouvido. Não chegava a ser um enxame, mas o vexame é que eram apenas três e numa guerra desleal, as abelhas que surgiam em diferentes direções, importunavam e impediam o meu trabalho.  O problema agora tinha a importância solar. [De onde vem a dominação?]  Parece que não há uma lógica explícita, e nem sempre a tática de se encolher funciona. Então o que menos importava era saber quando ou quem havia inventado aquele artefato. [Sempre se inventará uma maneira de expressar os instintos e viver sem receios]. O instrumento com etiqueta chinesa era uma raquete com marca americana grafada em relevo. Uma arapuca com redes de aço e corrente elétrica e quando acionada fechava o circuito descarregando a tensão. Ah! Arapuá... Enquanto eu lia sobre a fúria e o limite do mundo, o minúsculo voador voltou a atacar. Um choque, e selva a dentro se vai a metáfora, o animal e o homem. Tende piedade de mim, senhor, porque pequei!

Mais um texto aqui

73 comentários:

Priscila Lima disse... @ 19 de novembro de 2010 15:32

olá... amelhor maneira de expressar é trasformar sentimentos em poesias!
abraço das conchinhas
www.conchasbelas.blogspot.com

T@CITO/XANADU disse... @ 19 de novembro de 2010 15:52

Intensa essa roda viva,
sempre metamorfoseando,
mas, penso ser melhor continuar
passageiro da imaginação...

Tácito

Beto Canales disse... @ 19 de novembro de 2010 16:22

legal

Paula Barros disse... @ 19 de novembro de 2010 16:37

Um ataque de fúria com uma raquete elétrica. Aniquilando o invasor.

Basta uma interrogação no meio do caminho para me fazer parar e querer respoder...e a dominação de onde vem? e porque se deixa dominar? ....e para uma interrogação na minha cabeça foram vindo mais e mais interrogações...

Essa sua forma de escrever é sempre surpreendente. Me lembrei de Clarice Lispector.

(ganhei uma raquete desta e trago para o trabalho e fico atrás das muriçocas...e nem acho que pequei...rsrs)

Assis Freitas disse... @ 19 de novembro de 2010 17:24

sensacional, e o título é exuberante


cheiro

CAROLINA CAETANO disse... @ 19 de novembro de 2010 17:29

Mai, estou suspensa, de verdade, suspensa!
A começar pelo Rosa, atirou-me em certo, nunca voltei ao chão por causa dele. Só de repousar um seu livro sobre o colo já me pendura no varal, não sei onde, pelas mãos.
E vim continuando com seu textos, viemos juntos, continuando, de mãos atadas e presas por dois periquitos ao varal, não sei onde, pelas mãos.
Mai, eu estou suspensa, de verdade, suspensa!

nydia bonetti disse... @ 19 de novembro de 2010 17:37

mai, tantas vezes me ponho a perguntar sobre os criadores dos pequenos objetos - se eles existem é porque alguém os fez. também me ponho a questionar sobre os bichos pequenos e outros bichos - existimos porque alguém nos fez - e tudo tem seu lugar e importância. só que enquanto a vida das coisas e dos bichos acontece sem receios e culpas, nós aqui, pedindo perdão. difícil ser humano. (teus textos além de inspirar, instigam :)beijoos.

Letícia Palmeira disse... @ 19 de novembro de 2010 19:03

Insetos causando vexame. Gostei bastante, Mai. Lirismo, poética e muitas palavras.

E eu comento quando perco minha timidez esquisita.

Beijo.

Zélia Guardiano disse... @ 19 de novembro de 2010 19:35

Ah, Mai, minha querida, vivo sempre com a alma cheia de culpa...
Tudo me tira o sono.
Af!
Mas fico aqui, pensativa, acerca da redinha a que você se refere, e na qual se fere, também...rs...
Adorei seu texto, tão cheio de estilo, com sua marca registrada, com seu selo de qualidade.
Estava querendo um escrito seu...
Enorme abraço, amiga!

Domingos Barroso disse... @ 19 de novembro de 2010 19:41

Talento.

Só mesmo talento (sagaz sensibilidade)
para se envolver
em cada centímetro de pele
e de penugem (humano e abelha)
sob uma odisseia fantasmagórica!

Carinhoso abraço.

claudete disse... @ 19 de novembro de 2010 20:01

Encantador o texto, cheio de suspense..mas inusitado o sentimento de culpa..afinal as coitadinhas das Aripuás foram atraídas pela doçura que pululava ao teu redor.Agora que são chatinhas..são! Beijos.

sidnei olivio disse... @ 19 de novembro de 2010 20:08

Mai, concordo com a Nydia, seus escritos inspiram e instigam, filosofam e poetizam. Beijos, querida.

Gerana Damulakis disse... @ 19 de novembro de 2010 20:24

Ah, Mai, seus textos dizem tanto que, confesso, uma leitura não basta. A cada leitura sinto mais intensamente.

Mirze Souza disse... @ 19 de novembro de 2010 21:12

MAI!

A busca da alma, do perdão et cetera, a dominação dos bichinhos que de tão pequenos, incomodam e tudo mais até as pausas e os silêncios no texto invocam uma filosofia pura e humana!

Excelente!

Beijos

Mirze

Marcantonio disse... @ 19 de novembro de 2010 22:47

Como isso dá pano pra manga! Fiquei pensando no quadro de Dali "Sonho causado pelo vôo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar" que também tem tigres em fúria. E fiquei imaginando uma dessas raquetes introduzidas naquele quadro, pois essas raquetes são surreais! Fiquei pensando também na relação entre o micro e o macro, em como uma sensação do sol na pele caminha rapidamente para uma questão da dimensão do astro solar, o furioso. Lembrei dos monges jainistas que cobrem a boca para evitar devorar involuntáriamente qualquer inseto, e da compaixão pitagórica pelo cão, potencialmente um parente ou amigo reencarnado. Pensei na beleza sonora da palavra arapuá. E no quanto de engenho é preciso para criar do nada um texto tão fecundo contendo uma raquete chinesa. Tudo isso enquanto o etcétera do Guimarães Rosa zumbia na minha cabeça como uma abelha.

E o poema de lá? Bom demais!

Abraço.

Ricardo Valente disse... @ 20 de novembro de 2010 01:09

Não dá pra se confiar em abelhas. Dizem que tem que se aprender a conviver, que elas sentem quem tem medo aí atacam. Até acho verdade, mas prefiro ter medo do ferrão e respeitar e viver longe a me arriscar. Elas dão mel e cera. Na balança: também servem para polinização. Então viva as abelhas e teu texto de fúria e medo, mas que arde, arde!
Sem medo, beijo!!!

Marilu disse... @ 20 de novembro de 2010 01:22

Querida amiga, lindo texto. Tenha um excelente final de semana. Beijocas

Maria Luisa Adães disse... @ 20 de novembro de 2010 13:13

Senhor,
Tende piedade de mim, também, pois,

"Peço sempre mais, do que um milagre".

Beijos,

Maria luísa

dade amorim disse... @ 20 de novembro de 2010 13:31

Arapuá é uma palavra de linda sonoridade. Afora isso, teu texto consegue nos envolver de todo em seus et ceteras. Fantástico, Mai.

Beijo.

lolipop disse... @ 20 de novembro de 2010 14:41

Fico práqui repetindo a palavra, nova para mim - ARAPUÁ - e imaginando selvas e mosquitos, num fim de tarde em que "há sempre um blues a cantar entre a bebida e a voz"...penso em Gabriel garcia Marquez, penso em Arles e na orelha de Van Gogh...e tudo isso com seu texto...viu só?
Carinhos

reltih disse... @ 20 de novembro de 2010 14:46

siempre es un gusto visitar tu espacio.

Rafael disse... @ 20 de novembro de 2010 15:50

Esses aparelhinhos de matar mosquitos são divertidos. Gosto de barulho que faz quando matamos um deles, ahahah
Bjs

JOE ANT disse... @ 20 de novembro de 2010 17:02

Senhor tende piedade de mim, porque sou um assassino...
Este verão, junto ao mar, matei milhares de mosquitos, melgas e muitos outros voadores picantes.
Nem sabia da existência da raqueta elétrica.
...
"Sendo que a vida humana é dominação organizada, e o princípio da realidade é adaptação a essa mesma dominação - há a rebeldia como actividade nobre".
Agustina Bessa-Luis, in “Rebelde”
...
Rebeldemente, aniquilei todo e qualquer "verdugo" que quizesse beber o meu sangue. Mas, dada a quantidade ao ataque, ainda fui ao hospital levar injeções de cortisona, tal era o estado inflamatório provocado por aqueles que, furiosamente, conseguiram os seus intentos.
...
No próximo verão capitulo, mudo de zona, e que o Senhor volte a ter piedade de mim, i.e, seja o que Deus quizer.

Barbara disse... @ 20 de novembro de 2010 21:36

"selva adentro " dispensa compaixão.
Coerente e
GENIAL.

Márcio Ahimsa disse... @ 21 de novembro de 2010 11:55

o animal é um homem selvagem,
nem salvo de corpo,
nem limpo de alma...

e tem presas também, meu deus!
e urra aflito,
e foge para o lado.

e tem patas também, meu deus!
e trepa em árvores,
e caça cançado...

a fome é uma companhia
que só alivia
quando é devorada
por esses dentes,
por esses olhos
de animal faminto.


Beijo querida. Bom domingo.

guru martins disse... @ 21 de novembro de 2010 11:55

...do alto dos meus tormentos
com os softwares drives
hardwares em conflito
manuais sem poesia...
ou soterrado por eles
recebo o lenitivo
do teu afago
venho aqui leio
tuas gracinhas
e lembro que a praia
e o frescobol
me aguardam pacientes
não posso ir
mas essas lembranças
acalentam o meu claustro...

e te bj por isso

Canto da Boca disse... @ 21 de novembro de 2010 16:51

Uma vez que nem sempre é possível aniquilar o que nos permeia n´alma, aniquilemos pois, o que é possível. E a sempre relação de tensão entre homem e natureza. Uma relação de poder em qualquer instância.

Abraço, ótimo resto de domingo, Mai.

Luiz Neves de Castro disse... @ 21 de novembro de 2010 18:44

"Dizer que o mel é doce é coisa que eu não posso afirmar, mas que parece doce, eu concordo plenamente".
A abelha assemelha-se muito ao humano: oferece o mel, mas também ferroa e as vezes mata. E a leitura por aqui é como o viver do Guimarães Rosa: é etcétera

Zélia disse... @ 21 de novembro de 2010 21:27

Pecamos. E como pecamos... O bom é que Ele nos deu a chance de nos arrependermos e de recebermos o nosso perdão. O problema é que a gente se confia demais nisso e, às vezes, pecamos por brincadeira ( ou safadeza mesmo). A fúria é, realmente, um de nossos grandes pecados. Atacamos o outro por simples fato, na maior parte das vezes. Só depois vemos a tempestade em copo d'água... Senhor, tende piedade de nós!!!

Saudades, Mai! :)

betina moraes disse... @ 21 de novembro de 2010 21:35

Enquanto eu lia sobre a fúria e o limite do mundo, o minúsculo voador voltou a atacar. Um choque, e selva adentro se vai a metáfora, o animal e o homem. Tende piedade de mim, senhor, porque pequei!


...mai... eu roubo o trecho como um pedaço raro de escrita. há o clímax que se desdobra em final cercado de ironia e sábio jogo de ação, tudo em um texto trabalhado com lapidação de brilhante. eu sou sua fã para sempre.

um beijo, querida.

A. Reiffer disse... @ 21 de novembro de 2010 21:57

Nossa, que texto forte e profundo! Gostei muito, parabéns! Abraços!

Rita Lavoyer disse... @ 21 de novembro de 2010 22:28

Mai! Amei!!!
Que blog extraordinário!!!
Que metáfora real, profunda, verdadeira!
Você Mairavilhosa. Passei por aqui e me achei.
Grande abraço
Rita

PEDEPOESIA disse... @ 22 de novembro de 2010 00:06

Obrigada, Mai, pela visita ao meu PEDEPOESIA. Volte sempre que puder, tá? (Ah!)Mei os teus escritos!
PS: Você tem livros publicados?

***MissUniversoPróprio*** disse... @ 22 de novembro de 2010 10:59

Maravilhoso! Incrível a capacidade de tornar um simples fato cotidiano, em tão belo escrito.

Expira e inspira poesia.

E a música é deliciosa também. Em geral não gosto de ler com música, mas o instrumental sempre combina bem, sem que nos tire a atenção das linhas.

Beijos beijos e obrigada pela visita. Uma semana linda pra você.

JOE ANT disse... @ 22 de novembro de 2010 13:12

Mai,
O texto cuja ligação me inspirou, dado os tantos "hás" e para mim disse:
- Há tanta musicaliade, há tanta entrega entre tudo e nada, entre uma coisa e a outra. Nota-se enfim...,
isto é, até parece que "estou fazendo amor".
Assim, copiei e postei e complementei, para viver a minha saudade, com a musica que achei mais apropriada.
Se foi pecado, não sei?

Pablo Rocha disse... @ 22 de novembro de 2010 15:15

Tudo aqui é de uma riqueza grandiosa. Obrigado pelo parezer q proporciona através de leituras tão fabulosas;
Abração!

al disse... @ 22 de novembro de 2010 15:16

obrigada pelo comentário, Mai. sempre querida :)

gostei muito do texto :) beijinho, boa semana *

Fábio disse... @ 22 de novembro de 2010 15:30

Gimarães Rosa era mestre em tornar o simples, o trivial, o cotidiano em algo extraordinariamente interessante e bonito. Você demosntrou um olhar semelhante ao do mestre nesse texto. Tranformaou o banal em interessante.

Abraços.

Eurico disse... @ 23 de novembro de 2010 14:28

Vim renovar votos de carinho e amizade profunda.
Beijos, amiga d'infância!

Edu disse... @ 23 de novembro de 2010 14:29

Alma = consciência?
Humanidade = auto-piedade, remorso?

Matamos a humanidade a cada dia, a raquetadas, mas não matamos nossa natureza, porque não há como nos encolhermos.

Lindo texto Mai!

Bejo

Crônicas do Cotidiano disse... @ 23 de novembro de 2010 16:05

Fico pensando nesse ataque covarde... Ele acontece a todo instante não é mesmo querida? Na medida que as coisas mais banais do cotidiano, vão nos aflingindo a tal ponto que adoecemos. O problema não está nos grandes desafios, pois eles nos sinalizam um perigo, mas sim nas pequenas coisas, que acabam por nos tragar... Como traças no canto da casa!
Belo blog e já te sigo

Lídia Borges disse... @ 23 de novembro de 2010 17:16

Entendo a situação. Imagino o efeito da raqueta em movimento...

Cheio de recantos onde podemos passear a imaginação!

Um beijo

Antonio Carlos disse... @ 23 de novembro de 2010 18:35

Abelhas, tigres e arapuás, o instinto da sobrevivência, o passar, largar, comer, caçar.
Homens, o trabalhar para sobreviver,será que isso basta, não, o sugar das competencias alheias, o teu próprio como valor maior.
Ao contrário dos animais, o homem não consegue viver como num ecossistema, sociedade, mas no teu próprio ego apenas.
Abraços

Elcio Tuiribepi disse... @ 24 de novembro de 2010 08:27

Oi Mai...to aqui no ritmo da musica e do sentido que o poema me trouxe,os instintos aflorados, a sede, a dor...
Certa vez levantei demadrugada e acabei com uma penca de pernilongos..rs...não me deu remorso...rs, foi com uma sapatilha chinesa...
Ontem acabei com uma barata...e com requintes de crueldade...
Nos deixar dominar jamais, mas será que a fúria as vezes não nos domina?
Eita....um abraço na alma...rs
Beijo

Djabal disse... @ 24 de novembro de 2010 17:40

"o inseto no papel
insiste
traço um círculo em volta

o círculo
existe"

Fiquei com o sabor da angústia resultante na frase final. Pequei! Reli algumas vezes para decompor todos os movimentos da ação poética, para sentir toda a tensão do momento, da aflitiva relação com o poder, da tentativa de reequilíbrio. E restando tudo infrutífero, procurei auxílio em outra poesia, deixei o artefato de lado. Não resolvi, apenas aquietei. E ousei.
Tudo graças à sua proesia. Linda como sempre.
Obrigado pela partilha. Sucesso, sempre. Beijos.

Solange disse... @ 24 de novembro de 2010 18:42

vir aqui me surpreende sempre !

beijo grande

Lua Nova disse... @ 24 de novembro de 2010 18:51

Mai, me pergunto como pode alguém fazer de um banal incidente, uma prosa tão saborosa, bem humorada e que ainda remete a reflexões filosóficas. E não se preocupe demasiadamente. Tenho certeza que o Sr. te perdoará pois afinal, foi legítima defesa.
Enfim, sensacional.
Saudades de vc.
Beijokas.

Fernanda disse... @ 24 de novembro de 2010 21:33

Amiga!

Cheguei cá pela mão da Lolipop.
Só li o primeiro post e estou a seguir o Blog.

Gostei muito da forma como narra; com saber, filosofia, humor e muito prazer.
Isso faz a sua leitura muito aprazível.

Voltarei
Beijo

Fernanda disse... @ 24 de novembro de 2010 22:18

Olá Mai!

De volta para agradecer a visita no meu velhinho Diverse Texts and Stories.
Que bom que fala e escreve Inglês e muito fluentemente.
Esse é o meu segundo idioma mais amado, logo a seguir ao português.
Curiosamente...ou não, escrevo mais rapidamente "poesia" em inglês e é muito raro atrever-me a fazê-lo, mesmo! Embora seja uma apaixonada por esta forma de escrita.

A minha casa em português é Na Casa do Rau.
Lá há muito mais gente e um ambiente mais caseiro mesmo, porque eu vivo numa Casa na Rua do Rau mesmo, onde tem muitas árvores e flores.

Espero vê-la por lá um dia, quem sabe?

Beijos
Ná de FerNAnda

Katrina disse... @ 25 de novembro de 2010 00:26

Senhor, tende piedade de mim que brinca com a poesia enquanto sua filha mais pródiga a cuida como se dela nascesse a poesia

Rafael Belo disse... @ 25 de novembro de 2010 12:58

Pequenez infinita de imensidao, imensidao represa em nohs, como nohs de nohs mesmos! Bela querida beijos voltei saudoso de ti

Carla Diacov disse... @ 25 de novembro de 2010 15:53

nem me fale da selva!


beijo!

MariaIvone disse... @ 25 de novembro de 2010 16:06

Excelente a sua descrição de uma situação que, sendo comum, nos incomoda bastante.
Mas para grandes males... grandes remédios. E a culpa!? Lá teremos que viver com ela.

bjs

Crissant disse... @ 26 de novembro de 2010 10:30

Querida Mai,
Sempre ótimo voltar e ler tuas palavras que parecem sair da sua mente, boca e dedos como a naturalidade do vento.
Viver é etcétera....nao preciso falar mais nada diante dessa frase. É a primeira vez que a leio e fico feliz que tenha saído do Guimaraes.
Porém, fico mais feliz com sua presença no meu espaço e sabendo que você está aí para dividir seu dom com nós aprendizes de escritores :)

Forte abraço e tenha uma ótimo fim de semana!

Maria Luisa Adães disse... @ 26 de novembro de 2010 10:44

Mai

"Piedade de mim Senhor, porque pequei!"

E lindo este texto onde os insectos estão vivos, incomodam o
humano, mas até são amigos, se dão bem.

E assim deveria ser com todos e em todos os lugares.
É necessário mandá-los embora para o seu habitat, mas deixá-los viver.

Mai eu vou para o Brasil - São Paulo, na manhã de 5 de Dezembro, 010.

Mas o Brasil é enorme, onde mora eu
ainda vou ver se descubro.

Obrigada pelo convite, se possível, terei muito gosto.

No passar do ano estou no Rio de Janeiro, estas são as coisas mais concretas que sei dizer.
Em Janeiro saio, mas dentro do Brasil, ainda não sei o local para onde vou.
O local certo onde tenho casa, é em
São Paulo.

Muito me apraz o encontro.

Então vou esperar e lhe dou email:

luisa_maldonado@sapo.pt

Um abraço,

Maria Luísa

líria porto disse... @ 26 de novembro de 2010 13:00

ufa... enfim acho o lugar de alar... já tinha tentado outras vezes - essa faixa verde me confundia...

como sempre, texto primoroso, poético, coberto de significados... besossssssssss

Grupo Cero VersoB disse... @ 27 de novembro de 2010 14:04

Mai, que lindo blog!
foi exuberante ler e ao olhar a foto sentir-me realmente diante de uma janela aberta.
Poesia é estar abrindo uma janela a cada vez que me ponho a escrever.
um forte abraço,
com carinho,
na poesia,

Sam disse... @ 27 de novembro de 2010 19:03

Mai, minha querida!

Que bom saber de seu retorno e com ele, belas palavras de Guimarães Rosa.

Tão bonito e singular esse seu jeito de entrelaçar as linhas, as palavras, os passos, os dias, os ares e olhares que nos olham por dentro.

Saber que voltou, é mais mim mais que um acalanto pro sorriso. É um abraço na minha alma.

Você é por demais especial, Mai.

Obrigada, sempre!

Abraços, flores e estrelas...

Rob Novak disse... @ 27 de novembro de 2010 19:56

Mereceu cada volt em seu corpo milimétrico... Não gosto de abelhas :)

Não adianta disfarçar, quando menos esperamos fazemos uso de nossa condição de animal superior, nem que isso não diga nada sobre nossa real superioridade.

Gostei da simplicidade poética do texto.

Abraços.

tossan® disse... @ 27 de novembro de 2010 21:43

Pecou sim Mai, mas foi apenas uma arapuca do destino. Um contratempo. Beijo

Luiz Neves de Castro disse... @ 27 de novembro de 2010 23:03

Mai, seus textos são como as forças primárias da Natureza: impõem reverência e levam sempre à profunda reflexão depois que se manifestam. São textos que convidam o leitor a enxergar além do que é possível ver.
Abraço carinhoso

NDORETTO disse... @ 28 de novembro de 2010 12:01

Vim te ler.
Adorei!.... Metaforando....
zuummmmmmm, zois beijos !

Neusa

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse... @ 28 de novembro de 2010 14:32

a alama vaga por aí em algumsoneto sem asas

Melinda Bauer disse... @ 28 de novembro de 2010 15:06

Nas vísceras do cenário se desenvolve a pequena tragédia . Nas entrelinhas de uma dimensão está a tua prosa cheia de escárnio...

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 28 de novembro de 2010 19:50

Mai, respondi aos teus comentários, e nele falei da alegria de vê-la de novo no meu blog, que é tão seu tbm.... dada as nossas anormalidades...
querida, obrigada!

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 28 de novembro de 2010 19:53

E agora, teu texto, os cometários, tudo tão rico, tão dinâmico. Tantas possibilidades de leitura, tanta porta aberta...

A alma, onde está esta senhora, atordoada, onde os limites do mundo, da selva, dos atordoadores profissionais....

Mai.... viver é etcétera, e muito "tal".

Genny Xavier disse... @ 28 de novembro de 2010 21:14

Mai,

Há nos teus textos sempre uma surpresa escondida em cada entremeio de vírgulas e pontos, entre o limiar da tecitura e o singir dos laços nas dobraduras das palavras...texto que sempre me chega por dentro e pelo avesso...
Gosto muitíssimo do que escreves, dos intimismos que transcendem teus epifânicos dizeres...
Bravo, moça.
Beijos,
Genny

Moni. disse... @ 29 de novembro de 2010 00:32

Ô, Mai!
Que bom você deixando rastros lá no blog...que bom eu poder chegar aqui!

Já sigo o seu espaço!

Beijos e ótima semana pra ti!

Moni

OutrosEncantos disse... @ 29 de novembro de 2010 06:28

Não sei se você liga, mas no fundo o que conta é a intenção..., por isso sem compromissos...

No sítio do costume, carinhos para ti
http://meusamigosseusmimosmeusencantos.blogspot.com/2010/11/sempre.html

Beijos.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse... @ 29 de novembro de 2010 12:38

Convenhamos: o instinto assassino, neste caso, é justificável. Ninguém merece esses zumbidores! Ótima lavra. Sensacional tb a citação de Guimarães Rosa.

Machado de Carlos disse... @ 29 de novembro de 2010 23:35

As abelhas quando entram no cabelo é uma tristeza. Inofensiva, mas perturbadora.
A China sim com material barato e aproveitado pelos americanos. Mas, os chineses sabem disso e o resto do mundo está caindo na arapuca deles. Um dia teremos que nos curvar aos chineses.

Elcio Tuiribepi disse... @ 30 de novembro de 2010 01:23

Oi Mai...então...rsrs...aquela lá na lateral é a Aila Voadora, a que m inspirou o poetrix o beijo...rs...depois de uma lambida em meu rosto...afff..rsrs
Ela tá bem, mas não madurece, ´é uma eterna criança...mas tem um olhar que me apaixona...rs
Obrigadinho pelas presença e pleas palavras lá...
Um abraço na alma
Bjo

Malu disse... @ 8 de dezembro de 2010 20:32

May, que palavras generosas deixou lá no INFINITO...
Obrigada querida, pela sua gentileza e carinho!
Um grande abraço

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