Inspirar-Poesia, um segundo sopro

GAZA

Por Sueli Maia (Mai) em 1/05/2009
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..........A Estrela sangrou do menino a terra e a pele, nos olhos de Gaza
..........O dia foi noite correndo no escuro com medo da morte, nas ruas de Gaza
..........A sombra fez morte com bombas de sangue, na faixa de Gaza
..........A luz explodiu e sujou de vermelho o branco vestido, das meninas de Gaza
..........A estrela matou no menino a inocência e o amor, no coração de Gaza
..........O cachorro faminto cheirou e lambeu menino e menina, no solo de Gaza
..........Olhou como gente a estrela e seus homens
..........Deitou seu calor sobre os corpos, em silêncio...
..........Na terra e em Gaza sangram nos Montes Sinais da batalha inumana
..........aos olhos do mundo
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62 comentários:

Márcio Ahimsa disse... @ 5 de janeiro de 2009 21:11

Ah Mai, pena sabe, pena mesmo que uma beleza assim, sensibidade aflorando pelos poros, pela pele corpo e coração, ter de falar de coisa triste... Mas não há escolha, os homens, em sua estupidez não nos deixa escolhas... Não gosto de falar de guerras, mas, fugir não posso, e, já que a poesia perambula pelo caminho dos homens, não há como fugir.

Lindo, lindo o que escrevestes, mas é triste, não pelo texto, que é linda, como já disse, mas pela situação em si: os homens são todos ignorantes...

Sem palavras...

Carla Martins disse... @ 5 de janeiro de 2009 21:19

É a sensação de impotência, pk?estas guerras?
Seria um mundo perfeito se todos os seres humanos fossem verdadeiros, sinceros, carinhosos...seria um paraiso!
Mas quando penso que irmãos lutam por um punhado de terra ridiculo, que pais vendem os filhos, que os filhos enganam os pais, esta guerra é apenas um grão no areal e é tão triste...será que meio mundo anda cego?
A vida começa quando todos os seres humanos respeitarem o próximo...começa em cada um de nós...
bjs

Esther disse... @ 5 de janeiro de 2009 22:31

Uma guerra insana e um poema lindo e triste!
Só vc poderia tão bem retratar com beleza o desatino desses povos!

que sejamos protegidos de todas as guerras de dentro e fora!


bjs!

Léo Mandoki, Jr. disse... @ 5 de janeiro de 2009 23:08

uma morte é sempre algo trágico...principalmente qnd envolve crianças...
mas cada um deve assumir a sua responsabilidade...qnd um chefe do Hamas decide ser um guerrilheiro e escolhe como bunker a sua propria casa estando lá dentro a mulher e os filhos...ele tem culpa!
........
Todo o medio oriente é um erro geopolitico. No sec. XIX a Inglaterra dividiu o medio oriente com régua e esquadro...depois de 1948 com a formação do estado judeu vindos dos campos de concentração nazis...os EUA tem vindo a dar um forte apoio unilateral aos judeus contra os arabes...e pagaram a fatura com o 11 de setembro....
geopoliticamente falando aqui tudo é um erro. Solução? pacífica não há!! já morreu gente a mais, já há odio a mais...o mundo não perfeito, a vida não é perfeita...mais mortes virão! Mas aculpa não é exclusiva dos judeus....os muçulmanos tbm erraram mto

Eurico disse... @ 5 de janeiro de 2009 23:11

"E não precisamos do cinto de explosivos e da sujidade dos atentados. A indiferença mata com igual exactidão."

Paulo Feitais,
in: Blogue Nova Águia

Elcio Tuiribepi disse... @ 5 de janeiro de 2009 23:17

A paz por lá já deixou de ser um sonho...ontem vendo uam reportagem mais completa, deu para perceber que as pesoas chegam a sorrir com o próprio medo, como se aquilo fosse normal na vioda deles, os dois lados sofrem, claro que essa guerra é desigual...aliás, muito desigual...dizer o quê...já nem sei ...só lamento...um abraço na alma

Esther disse... @ 5 de janeiro de 2009 23:21

amiga querida,

abraço dado, abraço retribuido!

Vc já estava lincada diretamente no meu coração.
Não saberia lhe dizer o quanto tenho sido influenciada pela sua escrita mágica. Vc usa um arsenal de palavras para evocar sensações e imagens na mente que sempre me surpreendem,

obrigada pelo privilégio que tenho tido de poder aprender um pouco com vc!


bjs!

Tata disse... @ 5 de janeiro de 2009 23:27

Oi Mai,

É realmente triste, estar aqui deste lado do planeta e se sentir impotente diante de tanta atrocidade!!!!
Mas vc conseguiu falar de um assunto pesado com leveza, ficou lindo!
bjus

iara disse... @ 5 de janeiro de 2009 23:48

tão belo poema sobre tão grande tragédia! tanta beleza sobre tamanha tristeza....
não há palavras para falar da covardia da guerra.

Paulo disse... @ 6 de janeiro de 2009 00:15

Olá, Mai

Um lindo poema, descrevendo uma questão tão delicada, que provoca uma enorme indignação...
Como justificar a morte de uma criança, decidida sem o mínimo escrúpulo por pessoas inomináveis,
em nome de que causas...de que religiões...a humanidade evolui mas alguns continuam a barbárie.
É muito triste.

Um abraço sentido!

Letícia Palmeira disse... @ 6 de janeiro de 2009 00:28

Mai,

É preciso ter coragem pra escrever em linguagem poética e mais ainda, falar sobre notícia de jornal. Mas são as notícias do mundo e estamos nele e acredito que, por mais distante que seja o conflito, mas próximo está de nossas vidas. E crianças morrem sempre. São as primeiras. Talvez por serem a marca de uma nova geração. Talvez por serem algo que poderá vir a ser a mudança que tanto temem alguns povos. Acredito na paz, mas não acredito na paz sem conflito. É preciso saber que há inimigo e sair em busca da salvação. E somos conflituosos porque somos humanos. Triste é ver tanta morte. Talvez exista uma mudança. Outro caminho. Espero por isso sempre.

Bjs.

E aradeço por suas visitas.
Se cuida. =)

FRAN "O Samurai" disse... @ 6 de janeiro de 2009 01:41

Oi Mai!

Me emocionei com seu poema que carrega uma tristeza da realidade que nos mantém de mãos atadas. O que fazer? As vezes me pergunto o porquê de tanta violência, de tanto ódio e de tanto rancor...

Ganância? Reputação? Orgulho? Religião? O que fazem, pessoas que nasceram com o dom de pensar e refletir entre o certo e o errado e mesmo assim, opitam pelo "ERRADO".

Crianças inocentes, mulheres aflitas, muitas delas mães! Idosos com poucas forças para se protegerem de tamanha violência.

Todos os dias o mundo pede por paz, mas nunca conseguimos nada!
E é algo tão simples de se conseguir...

Para ter paz no mundo basta deixar as armas cairem ao chão! Basta dar as mãos aos que precisam e esquecer as diferenças! Basta dizer não à qualquer ditador ou manipulador, basta esquecer que existem países que dividem o mundo em fronteiras e nos tornarmos um único país chamado AMOR.

É difícil?

É difícil por um simples fato!

Para se ter alguma coisa. Os homens são capazes de tudo para alcançar os objetivos, mesmo que isso seja na base do derramamento de sangue do seu semelhante!

Tudo em prol do PODER.

(um minuto de silêncio)

Patty disse... @ 6 de janeiro de 2009 08:58

É tão triste, tão desumano esses acontecimentos que a minha pergunta é sempre a mesma - Por que???
Não encontro a resposta nunca e acho que nunca encontrarei. Talvez seja falta de amor? Falta de respeito?
A dor é inevitável e as lágrimas também.

Um beijo, querida!!!!

o Cronista disse... @ 6 de janeiro de 2009 09:49

OTIMO, MTO BOA A RETORICA E OS VERSOS.
OTIMO BLOG!

A Senhora disse... @ 6 de janeiro de 2009 11:07

"mãe, se todos são filhos de Deus, por que isso?" - e ele ajoelhou-se ali, naquela hora, e pediu para "Papai do Céu" parar aquela violência. Era o que ele podia fazer, com os seus 5 anos, quando EUA invadiu o Iraque.

Hoje, quando leio os jornais, quando leio o seu poema, me vem a mesma cena. Como se, independente de qualquer outra coisa, o homem sempre vai ser a mesma coisa - cruel, egoísta, animalesco. Dos dois lados da fronteira.

rogeriomarcal disse... @ 6 de janeiro de 2009 11:11

Até sua crítica tem graça e personalidade. É triste, mas é forte e intenso, é real.

E é muito feio o que tem sido feito por lá, é dolorido de ver, de saber, de conviver no mundo com isso. Mais que pena, pior que isso, dá vergonha de ser desse espécie.

Bj, moça. =)

Nuno de Sousa disse... @ 6 de janeiro de 2009 11:25

Triste mas maravilhosamente escrito por ti, tens um dom aproveita.
Em silencio me retiro pelo que se tem passado em Gaza mau de mais para ser verdade.
Bjs amiga e um bom ano de 2009 para ti e que depressa a paz regresse ao nosso mundo.
Nuno

Germano Xavier disse... @ 6 de janeiro de 2009 11:51

Mai poetando.

Pena que a inspiração para estes versos não sejam oriundas da alegira das faces.

Triste também.

Um carinho, Mai.
Continuemos...

Tatiana disse... @ 6 de janeiro de 2009 12:17

Oi Mai...
é realmente muito triste ver essas coisas acontecendo no mundo em que vivemos.
Já não sei mais o que poderá acontecer nesse mundo para que as pessoas possam ter paz!
Não muito diferente de Gaza, no RJ as pessoas vivem um horror diário, sem saber se voltam vivas para a casa ou mesmo se poderão entrar em casa.
Dói... dói muito ver a que ponto tudo chegou!

Um beijo com meu carinho e admiração

Troll disse... @ 6 de janeiro de 2009 13:34

E mais uma vez o mundo se faz atento, mas inepto, ao espetáculo de forças e interesses q impulsionam um novo banho de sangue. Correndo pelo tempo, morremos todos nós... por quem os sinos balançam. Nenhum homem é uma ilha.

paula barros disse... @ 6 de janeiro de 2009 19:33

Oi, Mai

Menina fiquei impressionada com isso que li : "há uma faixa de Gaza, na gaza e nas guerras de mim, pela paz, a minha paz então, em meio à paz, haverá nossas guerras, interiores ou mundiais..." (Mai)
Você acredita que estava pensando em escrever algo sobre isso, até conversava com meu chefe sobre esse tema e dizendo que daria um bom assunto. Desenvolve.

abraços

paula barros disse... @ 6 de janeiro de 2009 19:36

Querida

Que tudo isso é um absurdo se sabe, se fala, se indigna...fico a pensar nas tantas outras faixas de Gaza que temos que conviver todos os dias, e que morrem e matam a esperança por um mundo melhor e mais justo, menos violento, nas diversas violências. Onde sou vítima e bandida.

abraços

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 19:47

Olá, Márcio.
Mas vivemos também pequenas guerras, Márcio. Inevitável pensá-las. Nossos próprios conflitos, as lutas por igualdade social, os combates às doenças que acometem e obtuam.
Enfim, é uma dura realidade, mas faz parte do viver.. Mas as palavras também correm ou fogem, nestas horas.
Beijos, amigo.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 19:49

Olá, Carla.


Não sei, amiga, não consigo respostas.
Sei que existem questões que nos escapam e, por mais que haja explicação política, ideológica, ou qualquer outra, talvez não seja plausível o bastante...

E ai está uma impotência a ser admitida. Não há muito o que possamos fazer, a não ser clamar...

Quando muito, cada um de nós, pode responsabilizar-se por abrandar os próprios conflitos ou aqueles que nós mesmos causamos.
Talvez, após este exercício, nos sintamos em Paz e um mais outro, multiplicados, consigamos algum tipo de efeito...
Isto é utopia ou retorno ao ‘pensamento mágico infantil’.

Mas é o muito que eu consigo fazer. Meu muito, é muito pouco, amiga.
Sabe, no mais sou impotente, tanto quanto tu.

Beijos, querida. Grata pelo comentário.
Volte sempre.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 19:50

Olá, Esther.

Sabe, Esther, as guerras nos forjam à ferro e fogo
não sei se nos burila ou aniquila-nos, pela via da dor...

Quem dera houvesse mais amor... quem dera...’ todas as guerras de dentro e do mundo’, pudessem se dar sem as dores da morte.
Mas como seria possível?
Também queria saber. Juro que queria!
Carinho Esther.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:08

Olá, Léo.

Quero te agradecer por comentares este poema, de modo tão completo e com a seriedade que o tema requer e com a sabedoria que te é própria.

E fiquei tão comovida com o tom do teu comentário que não temerei em me alongar interagindo. Porque deixaste uma mensagem importante, muito importante.

Sim, Léo, todas as mortes são trágicas...

Queria poder mudar estes cenários mas, não mudaria uma vírgula sequer, de tudo o que escrevestes. O contexto - morte de ‘inocentes’ me entristece.

Mas pensar uma paz, possível, ali, talvez seja utopia ou ingênuidade...

Já constatei que amor, não se entrega mesmo, em caixas jogadas do céu, por aviões, como se jogam suprimentos...

Léo, eu não concordo com o terrorismo do Hamas ou com homens-bomba...
Não julgo acertadas as intervenções parciais e insensatas dos Governos e que inflamaram o fanatismo talibã...
Também não culpo o Povo Judeu, absolutamente. Judeus e crianças judias, também sofreram da intolerância e do ódio - o seu quinhão, no nazismo... E choro, ainda, às imagens do horror, em Hitler...
E, neste viés, julgo igualmente violento, quem responsabiliza Judeus e adolescentes Judeus, que vivem em outros Países, pela Guerra.
Judeus e Palestinos, vivem em todo o mundo, e muitos, vivem em Paz, nada, nada justifica Guerrearmos ou inflamarmos ódio e responsabilidades pela guerra, a eles...
Não foram eles quem apertaram os botões dos primeiros mísseis.
Abomino quem faça sofrer a um jovem Judeu, condenando-o a sofrer uma guerra, com a qual ele não concorda.

Como Ser Humano, tenho dificuldade de compreender este ‘desvio’ humano que faz com que coragem, força e resistência à dor, sejam transformadas em perversão e gozo, disfarçadas em intolerância e ódio, por alguns...

Isto sim, é um equívoco, não apenas no médio oriente, mas em todo o mundo.

Queria perceber caminhos possíveis à Paz!
Mas é mesmo difícil pensar numa paz, sem conflitos.
Conflitos humanos, vivemos.
Tento, à trancos e barrancos, viver doses salubres do dual, em mim.
Tento, à medida em que posso viver, a minha própria ‘divisão’. Isto, em si, já é um conflito brutal.

Esta é a minha própria guerra, minha violência particular, tenho que ser violenta o bastante, para que eu possa viver a paz, a minha paz.
Mas como ter paz, sabendo do sangue humano, que corre, como rios?

E mesmo em meio aos meus conflitos, não saio às ruas, matando ou agridindo os meus semelhantes. Não vejo o meu vizinho como inimigo.

Aqui, talvez esteja a minha destruição. Podes ter razão no comentário que fizeste, outro dia.

E quem sabe, de tanto amar, eu possa me destruir...

Não há como, não te agradecer, por este comentário, tão repleto de paixão e conhecimento.

E aqui está a minha rendição. A minha submissão, minha impotência, meu medo, minha fragilidade - O niilismo... Nada, nada há que eu possa fazer.
Sento-me e sinto-me impotente. Um quase nada, ambulante e deambulando...

Amor não se joga em caixas, Léo...Amor pode ser recusado. Não há como endereçar amor e derramá-lo numa terra alheia...

Estranhamente, Léo, aqui lembrei-me do cachorro que lambeu os corpos e deitou sobre eles o seu calor e, mesmo com fome, não os devorou...fica no ar, o quanto de ‘humanidade’ há, por vezes, em um animal.

Invertem-se aqui, os papéis...

Quero te agradecer, Léo Mandoki.

És um Ser Humano, raro.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:08

Olá, Eurico.
A citação do Paulo Feitais, é precisa. E te agradeço imenso.

Nenhum de nós deseja isto.

Abraços, amigo

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:09

Olá, Élcio.
Todos os Homens de bem, lamentam, amigo. Não há como não nos indignarmos, porque sempre pensamos que talvez, algo pudesse ser feito.
Só não sabemos o que.

Que façamos o que podemos – Poesia...E reflexões, em torno do tema...
Abraços,

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:09

Olá, tatá.
As atrocidades sempre nos deixam assim, paralisadas...
Não há muitas palavras, mesmo.

Beijos, querida.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:10

Olá, Iara.

Não há mesmo, amiga, palavras que sustentem ou nos sustente diante disso...

Beijos, amiga.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:10

Olá, Paulo.
Obrigada pela visita e comentário.
Não há como justificar as mortes em Gaza, aqui, na África... Difícil pensar que somos predadores de nós mesmos...
Evoluímos ou involuimos, em meio à evolução. Refinamos ou embrutecemos?
Não podemos nos esquecer que muitos, pensam na Paz. Mas, ao que parece, alguns continuam na barbárie.

Abraços, amigo.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:10

Olá, Letícia.

Teu comentário é capítulo á parte.
Querida, Esta ‘coragenzinhas...’ tolas, como escrever, ou ‘dar com a língua nos dentes’ eu sempre tive... E gosto disso. Tenho coragem até, prá mais que isto. E sim. Eu estou mesmo, ‘Poeta por acaso’ , ainda não Sou. Estou distante e, nem sei se serei... Talvez isto me deixe mais à vontade para escrever... Letícia, desde que te encontrei leio, com muita atenção, tudo o que escreves.
Como tu, não creio em qualquer instância de paz, sem que haja 'conflitos'... Esta é a vantagem de ter uma filosofia de vida que contempla o dual, como via possível de ir sendo... ir vivendo... neste mundo ‘atrofiado’ de amor...
Mas também não creio que internos ou externos, estes conflitos estejam muito distantes de nós. Não gosto de ser auto referente mas, como não suponho saber sobre nenhum outro, que não, minimamente EU e, mesmo assim ainda de modo insipiente, partilho contigo que há guerras e conflitos diários que travo do Eu, comigo... Travo combates terríveis no fundo do mundo de mim...lido com batalhas daquilo que quero com aquilo que não quero largar... São divisões, como em Gaza... Conflitos advindos das dúvidas ontológicas. Ser, poder, estar, fazer, ceder... E há violência nisto. Há uma guerra em mim, na busca da Paz, minha paz, para que eu viva em paz e ofereça paz, ao meu redor...
Por isto, repito algo que tenho pensado, escrito e dito aos meus amigos:
Eu mesma, Letícia , tenho uma faixa de Gaza, em Guerra, nas ‘gazas’ de mim...
Mas sei que amo, e amo muito, e este amor, também violenta-me muito... Um amor que violenta os meus quereres, desejos, anseios de liberdade. E, é em nome desta mesma liberdade que as guerras tem se dado.
Beijos, querida...
Paz!

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:11

Olá, Fran



Também tenho andado à flor da pele. Inevitável aos sensíveis.
Sejamos então um tanto racionais, para entendermos o que podemos fazer...
Beijos, Fran.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:12

Olá, Patty.

Talvez não exista resposta possível, mesmo, querida...
Façamos nossa parte...
Sejamos responsáveis...

Beijos.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:12

Olá, Cronista.

Seja bem vindo!
Obrigada pela visita e comentário.
Sinta-se sempre à vontade. Este espaço é para os amigos.
Volte sempre.

Abraços.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:13

Olá, Sábia senhora.

Agradeço-te compartilhar os teus diálogos, querida.
Como explicar a uma criança, esta barbárie?
Nem sei...
Eu mesma tenho buscando ajuda para ajudar envolvidos nestes dramas... Porque é imprescindível que todos nós que pensamos a violência, não sejamos violentos, igualmente, julgando e condenando os povos, de forma insensata.
As crianças Judias ou palestinas, que vivem no mundo, fora do Conflito, precisam viver em Paz, se escolheram a paz. Jamais responsabilizarei pela guerra, um adolescente Judeu, que vive no Brasil e sofre com tudo isto. Isto é igualmente vil, insano e desumano.
Mas não sei amiga querida, como poderias explicar aos teus filhos todo este engano...

Beijos, querida.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:13

Olá, Rogério.
Há intensidade em tudo que se refere a esta guerra... o ódio é intenso, a indignação idem.
Assim, está o mundo, Rogério. Bom seria que fôssemos intensos no amor, na poesia, nas amizades...
Porque podemos semear amor, enquanto as bombas caem... Podemos continuar fazendo amigos, enquanto bombas caem...

Abraços querido.
Volte sempre.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:13

Olá, Nuno.

Grata por vires aqui.
Talvez escrever com indignação, seja um fator motivador e, a qualidade, se dê nesta via.
Obrigada, amigo.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:13

Oi, maninho...
Estou Poeta, mano, apenas estou...
Sim, querido, é mesmo triste...

Dois carinhos, Germano.
Continuemos...

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:14

Olá, Tati.


Tu tens razão. Há ‘Gazas’ em todos os Países...
Cuidemos do nosso mundo interior, para que possamos sair desarmados às ruas...
Nem sei se isto é possível, ou é uma asneiras de quem tem vivido triste...

Beijos, querida.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 20:14

Olá, Troll.

Querido, em meio à perplexidade, nem consigo avaliar em que repercute nossa indignação diante deste espetáculo de horror...
Por vezes, me faltam palavras...
Abraços, Troll.

mundo azul disse... @ 6 de janeiro de 2009 21:06

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Um canto triste... Tão bem cantada essa tristeza de irmãos que se matam, que se odeiam...Parabéns pelos belos versos!

Beijos de luz e o meu carinho!

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Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 21:16

Oi, Paula.

Mas há mesmo, uma faixa de Gaza, na gaza e nas guerras de mim, em busca de uma paz que eu quero prá mim...

E, em busca desta paz que eu almejo prá mim, prá que eu seja pacífica com os meus semelhantes, eu guerreio comigo, todo dia, e a cada dia, eu me mato e me morro, em minha Gaza interior ...

Assim, em busca de paz, declaramos nossas guerras, interiores e as guerras mundiais...

É que hoje penso que as guerras podem estar sendo alimentadas pelo armamento bélico que sobra do conflito que cada esqueceu de travar consigo.
Poucos estão dispostos a matar a beligerância de si mesmo. Ai sai batendo e matando um outro que acha que é qualquer outro, sem importância, prá ninguém. Mas todo mundo tem um alguém que o ama e que sofre, no meio do mundo...

Isto é louco, mas é uma possibilidade na qual eu penso e, que, em mim, tento evitar...

É um mal que quer o bem...

São esses paradoxos que alimentam filósofos...
Esta impermanência de ser uma coisa e outra...
E fico pensando por quanto tempo iremos ver 'fora' e distante de nós, os resquícios da violência que nos sobra ou que são sobras das nossas guerras adiadas?

Postergar em nós as mortes do que em nós é perverso, deformado, equivocado, e que nos restam mal resolvidas, tem gosto amargo... Do mais amargo do que o fel mais amargo que houver nesta vida...

Amiga, o que eu estranho é que mesmo estes homens que matam, são amados por algum-alguém
(ai... não me conformo com a reforma ortográfica que irá banir os meus hífens - isto é mais uma violência com a qual terei que conviver...)

sei lá...
Sei que matam...
E enquanto bombas caem, matam crianças e gente inocente, eu, tu, nós, que queremos paz, escrevamos poesia ou tentemos fazê-las...
Ou façamos amigos num mundo onde não há fronteiras bastante, para nos segregar...
Ou amermos a humanidade iinteira, o mais que possamos amar...
Me rsta pensar o que fazer com a minha impotência e, pensar mais ainda, nas Grandes Potências que talvez NADA possam fazer, agora...

carinho, Paula.

Mai disse... @ 6 de janeiro de 2009 21:26

Olá, mundo azul.

Seja bem vinda!

Grata pela visita e comentário.

Um triste lamento de um lamentável e triste equívoco...

Volte sempre e, sinta-se em 'casa'...

Abraços.

Filipe Garcia disse... @ 6 de janeiro de 2009 23:12

Oi Mai,

bonito é esse seu sentimento de compaixão para com os que estão envolvidos nessa guerra tão mostruosa. A morte do povo de lá pode não doer em nós, mas causa revolta, comichão, impaciência. Esse sentimento, que muitas vezes fica estancado no peito, você fez virar flor, por meio desses versos tristes. Diria Rubem Alves que toda tristeza tem sua beleza. E eu concordo. Você, aqui fez algo triste, verdade. Mas igualmente belo. Você é sem igual, Mai.

Um beijo!

tossan disse... @ 6 de janeiro de 2009 23:57

A guerra é política!!! A guerra pertence aos políticos, a destruição e mortes também... não a vc e nem a mim. Gostei. Beijos

Qualquer Um disse... @ 6 de janeiro de 2009 23:58

Cara Mai,

Quem sabe a poesia possa ajudar a resolver o que a política e a racionalidade não consegue.
Conflitos como este têm dois lados. O dos senhores da guerra e das vítimas.
A poesia mostra o avesso
Bela poesia
Um ab
Edu

Átila Siqueira. disse... @ 7 de janeiro de 2009 01:21

Sabe, esse assunto me dói muito, porque o que os Israelenses estão fazendo é uma crueldade que não tem nome. Quanta covardia. Hoje o exército Israelense atingiu uma escola da ONU e matou quase trinta crianças.

E segundo eles, a guerra é contra os terroristas, mas essa coisa de chamar os grupos árabes de terroristas somente porque eles usam táticas de batalhas diferentes, isso não passa de preconceito, e os únicos terroristas que eu tenho visto são aqueles que usam tanques de guerra e aviões e bombas contra uma população pobre. Isso chama-se covardia.

Eu sou contra as guerras, mas se vai fazer guerra, então que se faça contra um inimigo a altura, e não contra os mais fracos.

Um grande abraço,
Átila Siqueira.

Colibri disse... @ 7 de janeiro de 2009 12:02

Cara amiga,

A vida de Gandhi é tão rica em ensinamentos que poderiam ser aproveitados noutras partes do mundo, através de uma estratégia de não violência.

Que inteligência demonstrou ele e bons resultados conseguiu na sua amada Índia.

Violência só gera violência, é um processo destrutivo que se alimenta a si próprio e contamina tudo à sua volta, como se fosse um vírus avivado por um rastilho de pólvora...

A violência apenas retira legitimidade às queixas legítimas e nada constrói...

O preço é sempre muito alto e começa por ser pago pelos inocentes, designadamente as crianças que, mortas, representam a essência da vida futura, estupidamente destruída e reflectida na frieza dos homens perdidos, mas que serão justa e indubitavelmente julgados.

Obrigado pela tua carinhosa visita.

Um beijinho especial e excelente 2009!

Colibri
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O meu último sentir…
A grande revelação é acreditar… (Novo blog: Eis-me aqui).
Brevemente terei um novo post em Traços de Angola.

Germano Xavier disse... @ 7 de janeiro de 2009 13:22

Meu irmão trouxe dois jornais de Salvador para mi, Mai. E três criancinhas mortas estampam as manchetes da capa.

É doloroso.

Um carinho.
Continuemos...

lyani disse... @ 7 de janeiro de 2009 17:10

Nossa Mai, que... doloroso!
Que triste, mas você expressou tudo com sua costumeira serenidade e delicadeza e acertou bem o alvo.
Emocionou.
Parabéns!
Adoro vir aqui.
Feliz 2009 :)
bjos

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:28

Oi, Filipe
Nem estamos tão distante de Gaza. Talvez haja gazas em nós, amigo querido.
Há pouco li uma estatística dos crimes no Brasil. Absurdo. Não há e há uma guerra aqui e em outros tantos lugares do mundo e, dentro de nós.
Eu sempre agradecerei à Flávia por ter te posto em meu caminho.
És lindo, Filipe.

Abraços.

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:31

Oi, Tossan.

Compreendo a tua indignação.
Conversamos sobre este tema outro dia e tens motivos e muitos para tal opinião.
Em parte concordo contigo, amigo. As guerras, também são políticas, Tossan, mas não só...

Porque há outras guerras, tantas que nem sabemos...
É fato. Nem eu nem tu fomos responsáveis por estas guerras que ai estão. Mas ainda assim, me importo...

Abraços.

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:33

Oi, Edu.

Não creio que poesias exerçam qualquer efeito pacífico em um cenário de Guerra, amigo.

Meu intento é apenas escrever, pensar, refletir. Isto é pouco, muito pouco, eu sei mas é o que me resta...
Não há muito o que fazer...
Mas, enquanto bombas caem, seguirei escrevendo...

Abraços.

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:35

Oi, Átila

Preocupo-me em não generalizar a culpabilidade ou
[i]responsabilidade dessa Guerra. Porque penso que há árabes, Judeus, Palestinos, Mulçumanos, Israelenses, em muitos Países e, como nós, desejam a paz.

Mas, sem dúvida, é lastimável tudo isto.
Abraços, querido.

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:37

Olá, Colibri.

Gostei muito de revisitar teu novo espaço.
Me comovi com tua mensagem e testemunho.
O novo blog está bonito, como o ‘colibrir emoções’ também era...

Sou estudiosa de Gandhi e concordo contigo.
A não violência é algo a ser refletido.
Abraços.

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:38

Olá, Germano.

A imprensa tem veiculado a face sangrenta desta guerra...
Talvez precisássemos acompanhar o que está sendo feito pelo cessar fogo.

É triste, amigo. Façamos poesia...
Dois carinhos.
Continuemos...

Mai disse... @ 7 de janeiro de 2009 20:38

Oi, Lyani.

A guerra é triste, e o poema nos incita reflexão.
Grata por vires.

Abraços.

Flávia disse... @ 8 de janeiro de 2009 00:25

Eu tinha lido esse texto. E não havia comentado porque, no mesmo dia, havia visto uma notícia de 6 irmãs entre 6 e 17 anos assassinadas em nome dessa insanidade, e isso realmente me partiu em duas. Eu não posso nada, além de me indignar, e isso é de certa forma um sofrimento, ser mais uma anônima e impotente indignada no meio do tiroteio. Mas eu ianda posso me indignar. E talvez, apenas talvez, não perder a capacidade de me indignar seja um caminho... para onde eu não sei, mas um caminho.

Um beijo, querida.

Águas de Março disse... @ 8 de janeiro de 2009 18:49

Vir aqui sempre vale a pena...e a música me acompanha enquanto finco meus olhos febris aqui.
beijos

Mai disse... @ 9 de janeiro de 2009 00:17

Olá, Flávia.

Me sinto como tu.

E não há muito o que escrever. Não há palavras.

Abraço-te.

Mai disse... @ 9 de janeiro de 2009 00:19

Olá, Belas águas.

Seja bem vinda.

Obrigada pela visita, comentário e adesão ao 'inspirar'.
Desejo que te sintas à vontade.
Este espaço é para os amigos. Para que todos se inspirem.

Volte sempre!

Abraços.

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