Inspirar-Poesia, um segundo sopro

inexatos

Por Sueli Maia (Mai) em 9/02/2009
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Um é quase pouco, mas é o início da contagem dos meus dias, a cada dia em que te espero. Um é par de uma – tua - gueixa que é santa e profana. Um me é bastante para amar, sem medo algum. Um é interjeição do gozo imenso que me dás e que te dou. Um? É uma pergunta que te quer saber inteiro. Hum... É um gemido que te pede muito mais... Um, é o artigo definido de um amor sem fim. Um, és tu que és todo, meio e inteiro, és ímpar.
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Dois é dupla, é múltiplo é plural. Dois é mais que - UM mais UM, é parceria. Dois é o segundo que se segue na contagem progressiva de um ato. Dois, é o numeral que representa o ser e estar de cada UM, em uma vida conjugal. Dois, é duo, dos, due, deux, two, tua, zwei e em várias línguas, tu e eu e eu, sou tua. Dois é gêmeo, quase igual, mas cada UM, em si é ímpar, é diferente. Dois é condição primordial para o amor que dá prazer e reproduz. Dois é comunhão e união de UM alguém com outro UM. Dois é para sempre, se cada UM souber amar o outro UM em liberdade. Dois é divisível na prisão e possessão. Dois é mais que um, é ambos e ambos, possibilidade. Dois é um casal e cada um é singular, em si. Dois é passo e dança, quando um move ritmado com outro, para lá e para cá. Dois é infinito no amor se eu souber, que o UM que eu amo é diferente e conseguir amá-lo livremente, para que esse UM consiga ser quem ele é. Dois, é eternidade se UM pensar que o outro UM que a ele soma, é singular. Dois, é par e sendo um par, é sempre ímpar.
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19 comentários:

Paulo Tamburro disse... @ 3 de setembro de 2009 02:17

Um lindo texto!

E você grande Mai é dez, nota dez.

Mil abraços cariocas !

Elcio Tuiribepi disse... @ 3 de setembro de 2009 07:03

OI Mai, hoje um coemnts sério, pois um mais um é sempre mais que dois como já explica na música do kleiton e Kledir e que voc~e coloca aqui de forma tão bacana. Portanto digo que se essa liberdade souber ser usada é o que faz a diferença para que as pessoas possam ser elas mesmos, sem máscaras, sem todos esses dedos que inventamos para completar os que nos faltam nas mãos, nos pés e sei lá mais onde, mas é difícil atingir este patamar, saber onde mora a linha que divide uma coisa da outra, saber onde termina você e o onde começa o início do outro...chega, estou dando nó na minha cabeça...Um abraço na alma...

Mirse Maria disse... @ 3 de setembro de 2009 09:03

Lindo, Mai!

Maravilhoso jogo de palavras em idiomas variados.

Texto rico como você, amiga!

Mas vá ver o que o Bardo respondeu para uma alemã!

Quase morri de rir. Pode ser que ele esteja até certo, Mas pelo pouco que entendo do idioma Liebe é amor... e ele kkkkkkkkkkkkk

Beijos
Mai

O Bardinho não bate bem mesmo!

Mirse

Mirse Maria disse... @ 3 de setembro de 2009 09:03

Lindo, Mai!

Maravilhoso jogo de palavras em idiomas variados.

Texto rico como você, amiga!

Mas vá ver o que o Bardo respondeu para uma alemã!

Quase morri de rir. Pode ser que ele esteja até certo, Mas pelo pouco que entendo do idioma Liebe é amor... e ele kkkkkkkkkkkkk

Beijos
Mai

O Bardinho não bate bem mesmo!

Mirse

Cris Animal disse... @ 3 de setembro de 2009 09:35

Bom dia, minha amaiga!

Comecei bem....rs

Um só será dois se dois continuarem sendo um. Maids ou menos isso senti.

Só posso me unir e comungar se for inteira e for singular.
Acho que nossos pensamentos andam pelas mesmas vias esses dias....rs
Meu post faz eco com o seu!
Jamais dois em no sentido simplesta. Preciso ser eu sempre, mas posso ser um no outro.

Mai, Mai...viaja pensamento!

Post profundo e que nos leva a viagem do mais secreto "eu".

Beijo pra vc e um dia abençoado!

Caio Fernandes disse... @ 3 de setembro de 2009 10:27

um par e sempre impar ....
entao pra que fazer um par ?
ahhhh.... ok .

Caio Fernandes disse... @ 3 de setembro de 2009 10:28

um par e sempre impar ....
entao pra que fazer um par ?
ahhhh.... ok .

tonhOliveira disse... @ 3 de setembro de 2009 12:20
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcos Satoru Kawanami disse... @ 3 de setembro de 2009 16:09

Mai,

boa reflexão em inegável prosa-poética.

se Lupicínio Rodrigues, em "Esses Moços" foi cético ao afirmar: "se soubessem o que eu sei, não amavam", ele mesmo teve de reconhecer em outra canção: "é melhor brigar juntos do que chorar separados!".

e... todo o mundo sabe: 1 é pouco, 2 é bom!


=D
Marcos

Sam disse... @ 3 de setembro de 2009 18:37

Bom, né... esse singular de dois?! rs

Beijo querida minha!

Macaires disse... @ 4 de setembro de 2009 00:41

Saber amar o outro em liberdade é o grande desafio, principalmmente, se houver insegurança,o que gera medo de perder, possessividade, ou seja, querer ter tudo, e não conseguir ter nada!

Lindo, seu texto!
Beijo!

Abraão Vitoriano disse... @ 4 de setembro de 2009 00:42

"Um, é o artigo definido de um amor sem fim."

Mai,
'como ser você, e como você me ser?'

somos diferentemente iguais, e captamos vida, e por juntarmos mãos lábios e crenças, nos tornamos um que se soma e continua ímpar, e no singular, sendo um algo... não se trata de egoísmo no amor, pois ele é substância, que forma, que alimenta, que felicita nossa passagem na terra...

beijos muitos,
e um carinho do tamanho do céu
e você me faz...!

do seu menino-homem-ocupado-com-o-porquê...

tonhOliveira disse... @ 4 de setembro de 2009 00:48

Inexatos é um texto exato.

Lindo!
Você é MAIs
que deMAIs!

UM beijo!

Ilaine disse... @ 4 de setembro de 2009 03:57

Um texto ímpar! Singular!
Você é plural, infinita... Admirável!

Beijo

TERE disse... @ 4 de setembro de 2009 11:05

Mai é uma mescla de tudo, no meu entender, multiplicando-se em seu saber!!!

Votos de bom fim de semana
e um abarço carinhoso


Mité

TERE disse... @ 4 de setembro de 2009 11:06

*abraço, entenda-se

Carolda disse... @ 4 de setembro de 2009 12:17

"Dois, é par e sendo um par, é sempre ímpar." É bem isso mesmo. Ser UM é essencial pra ser dois. Ou qualquer coisa do tipo.
Um beijo

Larissa disse... @ 4 de setembro de 2009 13:57

Eu não, prefiro assim, juntinho. Par. :)

Luísa disse... @ 4 de setembro de 2009 18:01

Lindo!Belo!Invulgar!Único!
Jogo de palavras, numa marcação cerrada á fusão dos pares...na dualidade do amor!
Belíssimo!
Beijinho atento

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