Inspirar-Poesia, um segundo sopro

capita, verba, vinum...

Por Sueli Maia (Mai) em 3/04/2010
Sinais de perigo em fobia visceral. Estímulos aversivos e as mãos frias e suadas despem as sísmicas urgências em um líquido corpo nu. Músculos afrouxam descongelando a luta contra a esfinge. Olhos de espanto e na penumbra, uma palida face em fuga. Incólume a bailarina anuncia o espetáculo. E um corpo cataléptico sem esfincter ocupa-se em morrer frente à TV. Eis a - Panis et circenses...
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Imagem Google
Música - Marisa Monte - Panis et circenses
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24 comentários:

Monday disse... @ 5 de abril de 2009 22:50

Maizita, o mais incrível é que Roma já caiu há séculos, mas o Coliseu ainda é atualíssimo, não?

Ígor Andrade disse... @ 6 de abril de 2009 01:45

Também gostei do que andei lendo por aqui. Abraço!

Maria Dias disse... @ 6 de abril de 2009 07:55

Um viva a arte,a dança, a musica!

Um viva ao fino do fino da MPB(marisa Montes!)

Beijos e boa semana Mai!

Sam disse... @ 6 de abril de 2009 09:48

Pés que embalam os pisos e sapatilhas
Mãos livres e ritmadas num som em tom de voz, toque e delicadeza.

A dança e música, além de tudo... são poesias.

A bailarina pluma em seus movimentos
E pousa em nossos sorrisos, todos os aplausos e o desejo de pedir biss.

(Olá Mai, querida. Obrigada pelo carinho e pela sua tão agradável visita lá em casa.
Como pedistes, o meu e-1/2 é shimariah@gmail.com
Será um prazer e uma honra receber os teus carinhos e sua admiração.

Beijos em tua alma poeta de mulher menina... esperança em todos os teus dias)

Germano Xavier disse... @ 6 de abril de 2009 11:24

Pois, pois... por que paramos, se havemos de continuar?

Um carinho.

Troll disse... @ 6 de abril de 2009 12:13

Sabe q sempre q leio "panis et circenses" penso em alguma calamidade? Me faz pensar em Pânico no Circo, como algum filminho de quinta, mesmo.

De qualquer forma, todos os espetáculos da vida moderna nos trazem um circo e tanto. E o jornal, como se impresso no papel de pão.

Tatiana disse... @ 6 de abril de 2009 13:23

Mai...
vamos vivendo o que há para viver!
*
Saiba que é muito bom abrir minha
página de recados e lá encontrar
as suas palavras.
Obrigada por seu carinho!
Tenha uma excelente semana!
Beijos

Fabiano Rabelo disse... @ 6 de abril de 2009 14:10

não há lugar no mundo que compreenda a alma de um verdadeiro poeta, minha querida! a suas insatisfações são lírios pra mim!
sempre bom voltar aqui!

Multiolhares disse... @ 6 de abril de 2009 14:53

Mas a vida é isso mesmo. um circo, onde vamos interpretando vários
personagens, muitas das vezes é a luta contra nós mesmos, entre o querer e o que é certo fazer, algumas vezes vivemos morrendo, outras pensamos viver mas já morremos á muito, mas quem escreve o que tu escreves, sabe o que quer para onde vai,está bem viva mesmo que por vezes vislumbre pensamentos moribundos
beijokas

Erica Maria disse... @ 6 de abril de 2009 16:38

Nossa, que texto bonito!

Vc é mt boa querida!

aDORO!

bJOS!

€ster disse... @ 6 de abril de 2009 16:39

"As palavras... cheias de tanto tudo."


só vc.

Letícia disse... @ 6 de abril de 2009 17:40

Mai,

Você escreve tanto e eu sou lerda pra acompanhar. Mas leio sempre e prestigio o seu trabalho. Esse texto é bem o que senti quando achei que sofresse de síndrome do pânico, mas foi só um ataque de ansiedade. =)

Bjos.

Oliver Pickwick disse... @ 6 de abril de 2009 18:07

Poesia gótica dos tempos de TV. Tem até suspense. Bem vinda à galeria dos melhores poetas de cemitério.
Um beijo!

tossan disse... @ 6 de abril de 2009 18:09

E o espetálulo continua...alguém há de faze-lo e morrer... Beijo

Cris Animal disse... @ 6 de abril de 2009 18:43

Essa dança que parece feliz, colorida, mas é solitária. Como toda a arte. Talvez, pelo fato de toda arte exigir a luta e a dedicação na sua totalidade.

Seu texto me retratou essa entrega entre o prazer e o inferno.

Lindo, né........como sempre, né............rsrsrsrsrsrs

beijo grande
...............Cris Animal

Oliver Pickwick disse... @ 6 de abril de 2009 20:39

Comentário do post abaixo:

Einstein dizia que, entre duas teorias para explicar o mesmo fenômeno, provavelmente a mais simples era a correta. Desconfio que este conceito também se aplica à vida.
Um beijo!

P.S.: Não consegui escrever o comentário no post anterior.

Elcio Tuiribepi disse... @ 6 de abril de 2009 21:26

Ah...esse estado cataléptico ao qual você se refere, sei lá, mas está parecendo aquele monólogo corporal, em que a morte é coisa boa, se não estou falando abobrinha e nem viajando na maionese, acho que é isso, se estou, tarde demais...viajei...rsrs
Um abraço na alma...quanto a música, sem comentários...show de bola...boa semana para você Mai...

L&L-Arte de pensar e expressar disse... @ 7 de abril de 2009 00:33

QUE BOM QUE GOSTOU,TAMBEM COLOCAMOS SEU LINK EM NOSSO BLOG

paula barros disse... @ 7 de abril de 2009 00:41

Eu só sei que não sei comentar.

Mas sei que sente muito, pensa muito, e por isso escreve muito.

Me parece algo forte e intenso.

beijos

Mateus Araujo disse... @ 7 de abril de 2009 00:49

A Mai tem uma criatividade fora do sério.
Ainda de ser sempre.
És sublime e original!
Grande beijo

Leo Mandoki, Jr. disse... @ 7 de abril de 2009 08:50

eu gosto de bailarinas....qnd eu tinha 16 anos namorei uma bailarina mulata...chamada Cristina...e tenho ainda hj um desejo enorme de me envolver com uma trapezista de circo.
...é bastante agradável escrever e ouvir essa música aqui do seu blog...
tomei nota do tal livro..conheço apenas um tal de Conde de Lautréamont...cujo nome era Isidore Ducasse...e escreveu Os Cantos de Maldoror...
fica bem e não alopra mto!

Lara Amaral disse... @ 4 de março de 2010 16:24

Uma loucura, só!

Adorei isso.

Abração para ti!

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 5 de março de 2010 21:36

Que foto mais ilustrativa dessa atuação moto contínua do artista, onde a maior arte é permanecer vivo.

Assis Freitas disse... @ 6 de março de 2010 15:25

quem tem fome de quê: o que se dá para comer: pão, circo, vinho/; o capital. abraço

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