Inspirar-Poesia, um segundo sopro

agrícolas

Por Sueli Maia (Mai) em 3/17/2010

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Em sulcos, a terra se entregou ao lavrador. Como um deus a semear canteiros, o jardineiro soprou esporos, deitou sementes e cruzou espécies em variados tons de lilás. A vida se engendra e fervilha em meio ao humus.
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59 comentários:

Lucão disse... @ 17 de março de 2010 22:58

Mai!
Você é muito graciosa com as palavras. Uma cadência mto característica.
Gosto mto
;)

Márcio Vandré disse... @ 17 de março de 2010 23:34

Somos nós, que aramos a terra e esperamos florescer.
Passam dias.
Caem chuvas.
Está o amor para nascer?
Sentimento...

Um beijo, Mai!

Rafael Belo disse... @ 18 de março de 2010 00:16

É chafurdar na terra se vestir de solo e transitar as raízes pelo barro... Ah, graciosa leveza de Mai, a Magnífica :D beijos querida. ótima quinta pra ti.

tossan disse... @ 18 de março de 2010 00:19

É o cio da terra! Gostei. Beijo

reltih disse... @ 18 de março de 2010 00:20

una naturalidad tan consciente la de tu escrito. me encanto.
beijos.

tonhOliveira disse... @ 18 de março de 2010 00:41



Em sulcos,
a terra se entregou ao lavrador.
No final colhe o alimento AMOR!

Beij♥!

Lara Amaral disse... @ 18 de março de 2010 02:55

Fervilhou em minha mente essa imagem incrível que fez com suas palavras. Vc é rainha em fazer isso comigo!

Beijo.

Rafael disse... @ 18 de março de 2010 03:08

Acho que vou mergulhar no humus, e virar árvore.
bjs

Elcio Tuiribepi disse... @ 18 de março de 2010 06:57

Que bonito Mai...semear para depois ver brotar, ai então colher e dividir...fazer a partilha...
Um abraço na alma amiga...bjo

BAR DO BARDO disse... @ 18 de março de 2010 09:13

O melhor vem depois...

Lelli Ramz disse... @ 18 de março de 2010 09:22

A entrega sempre é feita...
da terra ao lavrador

da areia ao mar..

mas a individualidade é tb sempre mantida

bjos Lelli

Beto Canales disse... @ 18 de março de 2010 09:26

Pequeno e bom.

Assis Freitas disse... @ 18 de março de 2010 10:42

a terra nos devolve à condição original. Cheiro

Ianê Mello disse... @ 18 de março de 2010 10:47

Bonito em sua simplicidade; dá pra sentir o cheirinho da terra.

Bjs

Renata Luciana disse... @ 18 de março de 2010 10:59

movimento que engendra a vida, o nascer.

Maria Fernanda Probst disse... @ 18 de março de 2010 13:18

E você vem dizer que eu quem narro com poesia...

Abraão Vitoriano disse... @ 18 de março de 2010 13:19

ser é mais que inchada e peneira na mão, é receber chuva e sol, é ser terra... pois no miolo moro o fundo do mistério, e lá nasce o bom do melhor...

beijos,
do seu homem-mais-menino

J. disse... @ 18 de março de 2010 14:37

E brota, linda. Nos teus versos e nos meus olhos.

Beijos, querida.

Mirse Maria disse... @ 18 de março de 2010 14:54

Maravilhoso, Mai!

Como sempre você diz tudo em tão poucas palavras.

"o jardineiro soprou esporos, deitou sementes e cruzou espécies em variados tons de lilás"

Deitar sementes e cruzar espécies e a cor lilás que tanto diz e é tão rara.

Beijos, amiga!

Mirse

Vitor Chuva disse... @ 18 de março de 2010 15:08

Olá Mai!

Obrigado pela sua visita, e por se ter feito minha seguidora. Eu, com muito gosto, retribuo o gesto - e passarei a ser visita da casa.
No sentido literal ou figurado, o que mais tarde se colhe depende sempre do que semearmos, e da forma como o fizermos - e o seu lavrador fá-lo lindamente.

Um abraço.
Vitor

Fábio disse... @ 18 de março de 2010 17:54

No seu esquema só faltou regar as sementes. Além do humus a vida precisa de sol e água para florescer.

Abraços.

Márcio Ahimsa disse... @ 18 de março de 2010 19:07
Este comentário foi removido pelo autor.
Márcio Ahimsa disse... @ 18 de março de 2010 19:14

se engendra a vida
tenra vida que em nós engendra
o tempo o sol mais verdadeiro
a sombra aberta
a pele crua
a noite densa
o olhar da lua
se prontifica
em nós o berço
o arco enverga
a flecha aponta
surdo é o mundo
que não ouve
os carnavais
a terra úmida
os olhos secos
a boca ávida
a fome descendo
os degraus
da incerteza
procurando abrigo
para se esconder
do oco
o toco espetando
a fé
a fé desconfiando
da descrença
a bênção vence
o verbo abutre
ótimo estado
obstinado ateu
vencendo o ferro
ferrugem carcomida
essa ida
desenfreada vida
que engendra a terra
o ventre livre
hélice e a faca cega
haste decepando
em despedida
essa desmedida ira
vinha do absurdo
cálice de vento
se derramando sobre
o meu ser
se engendra a vida
cólica em cólera
desembuchando
a metade ao quadrado
dessa vontade múltipla
de viver

Beijos Mai, querida

Saudade de estar aqui.

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 18 de março de 2010 20:46

Mai, mudou o visual, ficou chique. Me perdi mas me achei.

Olha, que coisa, começa no sulco, que machuca e fere. E me pergunto, se sempre é assim a entrega.....tão dolorosa.

Como sempre, te leio e penso tanta coisa.....

Katrina disse... @ 18 de março de 2010 22:32

É a vida que nasce sob nossos pés. Que pisam sempre nela.

Macaires disse... @ 18 de março de 2010 23:03

Proporcionar a vida é um dom e a mulher não é a única a dar à luz!
Beijo, amiga!

Léo Santos disse... @ 19 de março de 2010 04:05

Bacana esse teu poema hein, cheio de vida, mais até que cheio de vida, cheio das sementes que geram a vida! E só uma poetiza que entende do babado pra captar esse momento e trazer até mim...

Um abraço!

Wanderley Elian Lima disse... @ 19 de março de 2010 06:30

Texto tão suave quanto a brisa que sopra sobre a relva.
Beijos

continuando assim... disse... @ 19 de março de 2010 14:51

Convite para ler

O livro "Continuando assim...", foi maltratado...

Resolvi por isso, e porque tanta gente não encontra o livro onde deveria estar (nas livrarias), recontar a história , lá no
…. Continuando assim…

Vamos em metade da história, o livro reescrito , não está igual (nem podia) ao que foi editado.
Um obrigada especial a quem segue a história (pois só vale a pena assim).
A quem chega de novo, umas boas vindas sinceras. E outro obrigada .

Mais uma reflexão em relação a todo este assunto, e um conselho, se é que me é permitido:

--- quando vos pedirem dinheiro para editar as vossas palavras, simplesmente digam que não ---
Bj
Teresa

Delirius disse... @ 19 de março de 2010 19:44

... e o cheiro da terra húmida, lavrada
... nas mãos as sementes brotando, germinadas

e você me fazendo inveja de saber dizer tanto com meia duzia de letras

abraço grande, Mai.

guru martins disse... @ 20 de março de 2010 11:09

...e a vida
que finda
retorna à pira
da cova...

bj

Ribeiro Pedreira disse... @ 20 de março de 2010 12:48

plantar versos no coração do ser humano é dar vida aos sonhos

Geraldo de Barros disse... @ 20 de março de 2010 13:06

fértil poema: cheio de significados, cores e imagens!

gostei =)

Saulo Nunes disse... @ 20 de março de 2010 13:13

Afagar a terra
"Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, a propícia estação
E fecundar o chão"

errem saudade da terrinha di onde lá eu vim oxê!

aqui é Fantastico =) a Mai é maravilhosa! adoroo..
bjo amiga!

Lou Vilela disse... @ 20 de março de 2010 13:43

A época é propícia. O texto, um semear.

Bjs

Erica Maria disse... @ 20 de março de 2010 17:13

Mai, minha querida!

Estava com saudades daqui!

Belo texto!!!

Bjos em teu coração!

Osvaldo disse... @ 20 de março de 2010 19:04

Mai;
A natureza nada mais faz que seguir um ciclo de vida eterna em que a finalidade é procriar para eternizar.
Pena que o animal homem siga no caminho inverso...

bjs, Mai.
Osvaldo

Ricardo Valente disse... @ 20 de março de 2010 19:19

Acarinhar, sublimar, transar, amar, erotizar o meio ambiente, para se ter prazer. Válvula de escape da panela de pressão.
Boa noite de sábado, beijão! (rimou)

Sylvia Araujo disse... @ 20 de março de 2010 22:29

E eu sinto o cheiro, como se a chuva tivesse acabado de beijar a terra...

Que delícia isso aqui.

Uma beijoca

Multiolhares disse... @ 21 de março de 2010 14:01

Se a terra for lavrada com ternura, regada com cuidado, o fruto vai nascer com amor
beijinhos

Eurico disse... @ 21 de março de 2010 15:35

Terra fértil/árvore frondosa e inspirada em poesia.
Um beijo d'amigo.

Eurico disse... @ 21 de março de 2010 15:35

Terra fértil/árvore frondosa e inspirada em poesia.
Um beijo d'amigo.

Juliana Lira disse... @ 21 de março de 2010 17:23

Feliz dia do poeta pra vc querida, que consegue fazer poesia até mesmo do semear...

Milhões de beijos

Gerana Damulakis disse... @ 21 de março de 2010 22:36

Duas linhas e fiquei tão tocada.

***MissUniversoPróprio*** disse... @ 22 de março de 2010 14:29

É preciso semear, mesmo quando o tempo parece seco demais, mesmo quando o solo se encontra árido.


Obrigada pelo carinho. Fica com Deus. =**

Jefferson Bessa disse... @ 22 de março de 2010 15:47

o cultivo na superfície, palavras que semeiam.
abraços.
Jefferson.

betina moraes disse... @ 22 de março de 2010 15:59

mai,

o que mais tenho admirado em sua escrita é a capacidade que você tem de construir imagens. caramba! que coisa bonita é a textura das palavras arrumadas por você.

belíssima descrição do mínimo grandioso o teu texto sobre os detalhes.


um beijo!

Le Vautour disse... @ 22 de março de 2010 20:13

Nossa! Li umas 10 vezes, ou mais, e estou arrepiado até agora. Que poder é esse, que você tem, de resumir a vida em duas linhas??
Amei, amei intensamente.
Abraços de duas asas, beeeem apertaaados!

devaneiosviscerais disse... @ 22 de março de 2010 23:05

A vida brota e há de brotar sempre, sempre que houver disposição, nossa ou força infinita da natureza.

Como brotam sempre lindas ideias e reflexões em suas palavras.

Adoro.

=)

Genny Xavier disse... @ 22 de março de 2010 23:08

Querida Mai,
Seus escritos me causam sensações sinestésicas...os sentidos se misturam para sentir os tons, os cheiros, as imagens, as vozes internas e os sons das coisas, da natureza, da vida...prosa-poética da melhor qualidade...
É sempre bom visitar seu espaço e ler teus pensamentos...
Beijos,
Genny

Fernanda Leturiondo disse... @ 22 de março de 2010 23:54

Nossa, Mai, que bom que vim agradecer sua visita e cheguei aqui. É mesmo inspirador.
Obrigada.

um abraço

Nydia Bonetti disse... @ 23 de março de 2010 01:17

É preciso regar. É preciso cuidar. É preciso que haja sol. Terra e Jardineiro - E a vida brota. Bonito, Mai! Demais. Beijo.

Ilaine disse... @ 23 de março de 2010 04:40

"E a vida se engendra e fervilha em meio ao humus." Palavras como sementes, que brotam e que iluminam.
Amei!
Beijo

poetaeusou . . . disse... @ 23 de março de 2010 11:49

*
as palavras feitas terra,
lavrada com dor e amor !
,
brisas serenas, deixo,
,
*

iaiá disse... @ 23 de março de 2010 16:10

e aí que hoje estou musical e resolvi responder assim

http://www.youtube.com/watch?v=n1HpNOx6lbo

bjs

B disse... @ 24 de março de 2010 07:49

_humus_
A vida se engendra e fervilha até nestes humus que falam....só que poucos fazem lilazes.

Ir acompanhando as imagens que tal texto constrói - um alento.

Por que você faz poema? disse... @ 24 de março de 2010 10:30

Imagem vibrante, verde (mesmo que lilás).

Noé disse... @ 6 de abril de 2010 10:49

Como encontrar inspiração onde só se semeou desolação?

Marcelo Novaes disse... @ 6 de abril de 2010 17:03

Mai,



Terno e manso, como o cair da semente jogada por mão boa.





Beijo.

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