Inspirar-Poesia, um segundo sopro

cerquilhas e sustenidos

Por Sueli Maia (Mai) em 3/24/2010
.
No cartaz em cores, três fotografias detalhavam o instrumento. A madeira era imbuia em alto brilho e o móvel parecia em bom estado. Olhando friamente pensei: - um piano não é mais que isto, é apenas um instrumento a serviço da música. A tomar pelo modo como a vi tocá-lo foi possível supor que eu poderia estar enganada. Mais que um piano a negociar, aquele móvel parecia ser um ente. Como se os dedos fossem olhos a mirar um corpo com desvelo, seu toque deslizante trazia bem perto uma garganta ou uma voz. Algo mais sutil que a melodia soou numa linguagem corporal silenciosa. Sem pressa pôs-se de pé frente à banqueta, estendeu o feltro e após mais um afago ao teclado, fechou o instrumento. Assim restou e após um suspiro debruçou sobre o piano, numa espécie de abraço que não abarca, todavia. Mas algo foi contido enquanto um casal examinava com minúcias o instrumento. E entre bemóis e sustenidos os potenciais compradores apreciavam a melodia, segurando uma cópia do anúncio: - vendo piano Fritz Dobbert.



.

86 comentários:

Rafael Belo disse... @ 24 de março de 2010 16:22

Sempre quis aprender piano... QUe som fantástico. Bela harmonia, querida. beijos majestosos.

Lara Amaral disse... @ 24 de março de 2010 16:50

Meu instrumento favorito, um dia voltarei às aulas.
Lindo conto, Mai.

Tem desafio para vc lá no Teatro =).

Beijo!

Saulo Nunes disse... @ 24 de março de 2010 17:06

Esses dias eu estava meio enforcadão aqi, ai me veio a mente empenha minha semi-acústica
Quando peguei ela para refletir melhor... fui pedi dinheiro emprestado pra minha irmã =)
não vendo por nada nem ela nem meu violão

Me veio a mente o filme do Pianista uma parte em que eles estão vendendo o piano do rapaz lá ... esqueci o nome dele, e que filme triste rsrs

Fernanda disse... @ 24 de março de 2010 17:29

e de repente,não mais que de repente,o piano e quem o toca se tornam um só ser...

Dauri Batisti disse... @ 24 de março de 2010 17:34

Não sei, mas penso que nessa nova fase da sua escrita vc simplificou para melhor. Seus escritos estão densos e bonitos. Dá prazer de ler.

reltih disse... @ 24 de março de 2010 18:08

ese instrumento es de sentimientos glamours. excelente post .
besos

Dani Pedroza disse... @ 24 de março de 2010 18:29

Quando eu tinha uns 7 anos, num final de tarde de verão, deixei o par de tênis verde em cima de uma pedra enquanto brincávamos de descobrir conchas coloridas na beira da praia. Olhando pro chão branco repleto de conchas, cores e descobertas, acabei me distraindo, a maré subiu e o mar levou um dos pés do meu tênis. Chorei por horas e até hoje essa história vira e mexe volta a minha cabeça pelos motivos mais variados. Agora me veio a constatação de que foi meu primeiro contato com a dor da perda. E hoje, depois de ter vivido muitas outras perdas, de vários tipos, sei que aquela dor não foi por uma perda material. Teve mais a ver com saudade, teve mais a ver com impotência. Teve tudo a ver com uma forma de morte. Tênis, pianos, pessoas. A vida (e a morte) são tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais.

Lau Milesi disse... @ 24 de março de 2010 18:34

Olá Mai, comecei com ele, fui para o violão e ultimamente migrei para o difícil cavaquinho.[rs]
Mas a poesia está no tom e no seu texto. Adorei!!

Beijoss

Wanderley Elian Lima disse... @ 24 de março de 2010 19:13

Olá Mia
E possivelmente com o piano, foi também a sua alma.
Um abraço

Macaires disse... @ 24 de março de 2010 19:19

Deve ser difícil se desfazer de algo que toca intrinsecamnete o ser, a alma...

Mai, saudades em ler-te!
Beijos amiga!

ney disse... @ 24 de março de 2010 19:43

A alma e a essência de tudo. Muito bom! Abraço/ney.

Sylvia Araujo disse... @ 24 de março de 2010 19:44

É bem isso que eles são, talvez mais. Minha mãe é pianista, e o amor por aquele pedaço de madeira e marfim aperta o peito. Eles têm alma e carregam consigo além das suas próprias, muitas outras.
Lindíssimo texto.

beijoca

Vitor Chuva disse... @ 24 de março de 2010 19:52

Olá Mai!

Perder um ente muito querido e muito próximo, mesmo quando este não tem vida própria , é sempre doloroso.
Lindamente escrito!

Um abraço.
Vitor

Lisa Alves disse... @ 24 de março de 2010 20:21

o instrumento musical é um medium, um portal que conecta o homem ao universo sonoro da arte. Perde-lo não é apenas dolorido é fechar um caminho.

Ribeiro Pedreira disse... @ 24 de março de 2010 20:33

Um conto cheio de imagens e muita cadência. Uma nostalgia que remete ao "Noturno Opus 9" de Chopin.

paula barros disse... @ 24 de março de 2010 20:53

Mai,

Lembrei de uma casa aconchegante, de um dona forte, bonita por dentro e por fora, abraço gostoso e de um piano na sala.

Fico sempre pensando nessa sua forma de escrever, tão própria, tão construída de sentimentos e que expressa sempre muito mais que o leitor possa captar.

beijo no seu coração.

Assis Freitas disse... @ 24 de março de 2010 20:59

Me levaste a uma outra narrativa de Aníbal Machado sobre uma família e o destino de um piano que não mais cabia. Cheiro.

claudete disse... @ 24 de março de 2010 21:41

Não é fácil desapegar-se do que inseriu-se na nossa vida. O intrumento musical é para nós uma verdadeira extensão nossa. Linda forma de despedida.Abraços.

Mikaele Tavares disse... @ 24 de março de 2010 22:06

E o piano surpreendeu pela bela harmonia. É bom assim: quando surpreende.

Adoro seus textos.

Beijos

J. disse... @ 24 de março de 2010 22:20

É bonito quando algo passa a fazer parte de alguém. Ainda que seja um instrumento musica ou uma câmera fotográfica.
Mai, te adoro!
Beijos.

tossan disse... @ 24 de março de 2010 23:36

É só pra quem tem talento. Como você com as letras. Entende? Beijo

Delirius disse... @ 24 de março de 2010 23:44

... e de repente é como um pedaço de nós que nos levam..., são outras perdas!

Beijo Mai

Léo Santos disse... @ 25 de março de 2010 02:33

Não é meu instrumento de paixão, mas, até que eu toco um pouco de piano. Gosto muito desse teu estilo de texto, é o legítimo: falou pouco, mas, falou tudo!

Um abraço!

Fernanda Toledo disse... @ 25 de março de 2010 04:00

Hey! Adorei a visitinha!
Belo blog. Adorei o espaço.
Beijos!

Ilaine disse... @ 25 de março de 2010 05:17

Um piano...mais que um instrumeto musical: um amigo, um companheiro. Uma voz.

Uma mão que toca as palavras. E que soam "entre bemóis e sustenidos", como uma música. As suas, Mai!

Beijo

Djabal disse... @ 25 de março de 2010 08:07

"O silêncio gostava de escutar a música; ouvia até a última ressonância e depois ficava pensando no que tinha escutado. Suas opiniões tardavam. Mas quando já era de confiança, o silêncio intervinha na música; passava entre os sons como um gato com sua grande cauda negra e os deixava cheios de intenções."

Você tem uma cadência parecida com o Felisberto Hernandez, um escritor do Uruguai, professor de piano e que se dedicou também a escrever. Coisas muito belas, assim como as suas. Ritmo seria, talvez, melhor que cadência. Em ambos os casos, meus parabéns. Beijos.

Luciano Fraga disse... @ 25 de março de 2010 10:24

Mai, existem inumeras coisas inesquecíveis, momentos, pessoas e também objetos, que são inseparáveis companheiros e de inestimável valor, tenho um exemplo, minha mãe perdeu um piano há vários anos e até hoje lamenta a perda, belo texto, abraço.

Eurico disse... @ 25 de março de 2010 10:29

Também são cordas, as vocais. E en/cantam tanto, quanto mais se cordiais.
Um abraço na alma abraça a tua voz...
Vende-se o Fritz,
mas o instrumento, na verdade, fica em nós...

Caio Fernandes disse... @ 25 de março de 2010 10:31

eu nao conheço ninguem que nao se refira ao piano como um membro da familia . na maior parte das vezes , o membro mais ilustre .

tonhOliveira disse... @ 25 de março de 2010 14:57



# ← isto SER!
...

Ela perDEU-Se do Fritz!

perdas necessárias!
...

Abracei...

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 25 de março de 2010 18:10

Que charme nesse momento fugidio dentro desse fato concreto: compra e venda de piano!

Mai, sua atenção e delicadeza pra vida, sempre me encantam.

Ah, deixei no dia 22, uma prenda pra vc lá no blog. Com carinho!

Elcio Tuiribepi disse... @ 25 de março de 2010 21:02

Oi Mai...isso tá me parecendo história verídica...não teve como não associar...vou contar uma historinha...
Minha mãe tinha um piano e lá pelo idos dos anos cinquenta e poucos a situação financeira de meu avô se complicou, perdeu seus dois açougues para o contador ( já imaginou como né...rs)
Minha vó então trocou o piano por uma modernissima máquina de costura Singer...e ficou com o tro para equilibras as finanças...
Minha mãe até hoje fala sobre isso...
Guardava as partituras, mas numa das mudanças elas se perderam...
É a arte imitando a vida...li o comnts agora do Luciano..coincidências...será que a mãe dele também trocou por uma Singer? rsrsrs...

Vamos a parte colada...rs

Olá Mai...venha participar da Blogagem Coletiva em homenagem ao Dia Internacional do Homem, a ser realizada no dia primeiro de abril de 2010.
Confirme sua presença no blog Verseiro do Elcio (eu)...rsrs...ou no blog Bom, ruim, assim assim do intrépido Wilson Hardy.
Não deixem de participar, pois a importância da presença de vocês neste evento é a única verdade verdadeiramente verdadeira disso tudo...rsrs
Vamos rir, brincar e quem quiser pode descer a lenha, chutar o balde, afogar as mágoas, arrebentar a boca do balão...enfim...fiquem a vontade...mas não vamos deixar de brincar e sorrir
Um abraço na alma...espero você por lá...bjo

Abraão Vitoriano disse... @ 25 de março de 2010 21:02

piano, vida
quão poucas as notas musicais... "mas tambem sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa"

beijos,

do homem-que-menino-te-gosta-mais

Abraão Vitoriano disse... @ 25 de março de 2010 21:03

boa é você!

dade amorim disse... @ 25 de março de 2010 23:11

Conheci uma pianista que teve que vender seu piano. É isso mesmo. O texto está perfeito.

Beijo, Mai.

Juliana Lira disse... @ 26 de março de 2010 00:18

Disso estou certa um piano não é só um piano...Como é belo não? E se encontra a alma capaz de o despertar, torna-se mensageiro da beleza e da paz...

Milhões de beijos

Daiana Costa disse... @ 26 de março de 2010 02:10

Quando ela toca, poderá entreter-se com os arrepios. E ao fechar os olhos, não pensar em mais outra coisa, do que aquele momento. Uma a uma, sentirá em suas teclas, a paz entorpecer.

Lindo demais.

guru martins disse... @ 26 de março de 2010 11:12

...dispor de um instrumento
pra prover subsistência
dilacera a existência
daquele que faz dele meio
entre superfície e profundo
é como amputação de um membro
que faz conexão com os canais
da sutil percepção
caminhar com o vazio é pior
que a sensação de perda...

bj

Mirse Maria disse... @ 27 de março de 2010 02:49

Lindo conto, Mai!

Chega a emocionar! Quantas lembranças de momentos, do aprendizado ao amadurecimento marcados na memória de um ente-móvel tão querido e que precisa ser suprimido de uma vida.

Maravilhoso!

Beijos, querida amiga!

Mirse

Márcio Vandré disse... @ 27 de março de 2010 12:42

Eu tentei tocar piano um tempo atrás.
Mas me interessava mais pelo sorvete na geladeira.
E desisti.
Hoje arrependo-me.
Só o batuque da bateria pode expressar a ira que às vezes sinto! :)
Um beijo, Mai!

Saulo Nunes disse... @ 27 de março de 2010 13:55

oi Mai gostou do disco do Andres Segóvia?
bjo

Tatiana disse... @ 27 de março de 2010 15:32

Que a voz não se cale...que os dedos possam dar vida as notas que vão compor a canção da vida!
Passei por aqui para além de apreciar... Deixar o meu carinho... E desejar que o seu final de semana seja muito especial!
Beijinhos mil

Luis Eustáquio Soares disse... @ 27 de março de 2010 19:08

bela prosa, mai, uma música dedilhada no teclado do piano dos sonhos.
b
luis de la mancha

Cadinho RoCo disse... @ 27 de março de 2010 20:32

Não é simples ter que se desfazer de um instrumento musical quando seu(ua)dono(a) tem vasto histórico de convívio com ele.
Cadinho RoCo

Nydia Bonetti disse... @ 28 de março de 2010 00:15

Mai, este é o segundo texto que leio hoje, que me causa um aperto no peito. Sei tão bem deste sentimento... Beijos.

Multiolhares disse... @ 28 de março de 2010 12:13

Um objecto, seja uma mesa, seja musical,uma pétala de flor,seja...quando tem um valor emotivo para nós e por alguma razão temos de nos depreender fica sempre um vazio , um vazio irreparável
beijitos

Primeira Pessoa disse... @ 28 de março de 2010 12:25

um piano no meio da minha tarde.
ou, no final da minha manhã.

belo, mai.
belo!

jefhcardoso disse... @ 28 de março de 2010 13:13

Olá! Sou Jefhcardoso e sigo o “Quando era pequeno acreditava que podia voar, cresci descobri a música!”, que é do músico poeta Mateus Araujo. Ali encontrei o seu contato no quadro de seguidores e achei que seria uma oportunidade de divulgar o meu http://jefhcardoso.blogspot.com onde publico os meus poemas, crônicas e contos.
Espero não estar incomodando com este convite de divulgação, se acaso desagradar queira desconsiderar, porém, se acaso interessar faça-me uma visita e terei prazer em retribuir.

Abraço: Jefhcardoso.

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 28 de março de 2010 15:02

Oi Mai
:) boa semana

Gerana Damulakis disse... @ 28 de março de 2010 19:48

Muito gostoso ler seus textos. O fundo musical veio a calhar.

Felipe Braga disse... @ 28 de março de 2010 23:20

Poético.

Uma lira deliciosa de ser lida, de ser acompanhada. E digna de ser aplaudida, sem dúvida.
Belo demais!

Beijos.

Anne Lieri disse... @ 29 de março de 2010 18:32

Muito lindo e surpreendente seu texto!Bom demais ler algo assim tão bonito e comovente!Bjs,

Ricardo Valente disse... @ 29 de março de 2010 22:10

Fantasiar faz bem, quando está em nível consciente.

Vc está bem mais explícita que antigamente... e melhor!

Beijo!!!

Hana disse... @ 30 de março de 2010 13:30

Eu simplesmetne amei aki, aki vou ficar te lendo e sentindo seu coração, ele pulsa aki, obrigada por um lugar fantastico...adoro
com carinho
Hana

líria porto disse... @ 30 de março de 2010 14:05

pensas que é fácil? descasarmo-nos de um instrumento é mais difícil que um divórcio! já vi violeiro chorar por uma viola, abrir mão do casamento!!! piano, violão - são seres encantados...

besos

Jefferson Bessa disse... @ 30 de março de 2010 14:18

O instrumento na experiência do ser da música - sonoridades de vida.
Abraços.

Jefferson.

Jacinta Dantas disse... @ 30 de março de 2010 17:44

É Mai,
entre tons e semitons, entre o tom maior e o tom menor... na escala de qualquer tom, o que prá mim está posto, é o sentimento de quem faz o tom e de quem o executa. E aqui ouso utilizar o gerúndio para dizer que: Um piano não é um instrumento. Um piano está sendo instrumento nas mãos que o revelam sentimentos.
Seu "novo jeito" de escrever me encanta.
Grande abraço

PS: Você conseguiu ler meu último texto logo abaixo da imagem da flor ou foi no espaço dos comentários. Não sei o que está acontecendo com a minha edição.

Ilaine disse... @ 31 de março de 2010 08:21

Amiga Mai!

Ouco música aqui com você...
Estou passando para lhe desejar uma Boa Páscoa e para lhe deixar um abraço. Com carinho, Ila.

Amauri Jr! disse... @ 31 de março de 2010 11:58

Belo texto, apesar de não conhecer o Autor dele queria iniciar um econtro poético entre eu e você, olhe meu blog, e trocaremso nossos conhecimentos literários! Abraços!

Zélia disse... @ 31 de março de 2010 14:54

"abraço que não abarca"

Os últimos tempos teem me dado essa sensação. Em pessoas, sentimentos, lugares, abraços que não abarcam...

Te deixo o desejo de uma Feliz Pascoa e um "abraço que não abarca" pois ficará no plano virtual. :(

Bjo!

Lou Vilela disse... @ 31 de março de 2010 20:50

Bela e sensível narrativa, Mai! Gostei bastante!

Bjs

Delirius disse... @ 31 de março de 2010 23:56

Mai...
Muita paz para sua Pascoa
Beijos

Batom e poesias disse... @ 1 de abril de 2010 09:34

O instrumentista é o servo da música, e o intrumento é a oração.

Todo instrumento adquire alma e identidade.
Adorei seu texto.

Um beijão grandão.
Rossana

Elis disse... @ 1 de abril de 2010 11:03

Olá ... vim dar uma espiadinha e retribuir a visita ao meu blog! Mas gostei demais daqui! Amo música tanto quanto as letras!
Belíssimo espaço, letra e som, de fato!
Abraço
Elis

Fábio disse... @ 1 de abril de 2010 21:13

É dificil de desfazer dos sentimentos... Principalmente quando estão ligados a algo físico, tão pouco inanimado quanto um piano.

Abraços.

Mateus Araujo disse... @ 2 de abril de 2010 11:39

Pra mim o mesmo que ver a Nayara tocando XD
KSOAKSOAKSAKSKA
Eu AMO esse instrumento, absurdamente!

Saudades de vc lá em casa Mai...
Feliz páscoa!
<3

Hana disse... @ 3 de abril de 2010 00:56

Vim desejar uma Páscoa maravilhosa a vc, eu adorei seu blog. e amei seu carinho e afeto em meu blog, muito obrigada,
com carinho
Hana

Wevertton disse... @ 3 de abril de 2010 09:05

Ola. Achei seu blog, gostei e estou seguindo! Segue o meu tambem? Beijos

Maria Dias disse... @ 3 de abril de 2010 11:40

Mai,

Vc parece me ler mesmo quando tento me fechar...Sim, a persistência é uma característica minha.Talvez seja qualidade.Talvez defeito...Um dia eu descubro.Ah, sim e o tempo voa não Mai?rs...A vida escorre mesmo. Por isso e por tudo mais, vou tentar neste tempo longe do meu Avesso,ler as pessoas olhando mais nos olhos delas.Escrever mais com minhas canetas preferidas stabilus.Ler os livros q me esperam...Enfim preciso sim deste tempo pra mim q pode durar uns dias ou uns meses.Querida, uma excelente Páscoa para vc e todos os seus.

Beijão!

Maria

Márcio Ahimsa disse... @ 3 de abril de 2010 15:16

mas é melhor não se desfazer dos móveis, nem das cortinas,
pois, de dentro da sala,
pela janela, bate um vento quase brando cantando uma saudade de volta...

nessa canção é que moram
as memórias elas são
como edificações do futuro...

Beijo meu bem, saudade demais de ti...

A páscoa está aí, um desejo:

que Mai permaneça em mim, sempre,
como essa reticência em forma de poesia...

Marie disse... @ 3 de abril de 2010 19:36

Nossa. Quase pude sentir as teclas daqui e no final me surpreendi com o anúncio.
Muito bom.

Jorge Sader Filho disse... @ 4 de abril de 2010 11:34

Sim, um piano fala nas mãos de quem os conhece a alma. Fritz Dobbert. Quantos nele começaram e estudaram e hoje dão concertos nos William and Sons?
Muito sutil. E o blog está uma elegância!

Abraços
Jorge

Walkyria Rennó Suleiman, disse... @ 4 de abril de 2010 21:54

Mai
querida Mai
Boa passagem pra vc nesse outono.

Que anjos nos iluminem!
Obrigada por tua amizade e carinho.

Marcia Barbieri disse... @ 5 de abril de 2010 22:14

Fantástico texto, os objetos possuem essa estranha alma herdada de seus donos, fazendo-os quase humanos.

beijos e obrigada pelas leituras

Rafael disse... @ 6 de abril de 2010 16:38

Meu piano é como um filho pra mim. É uma graça, e se comporta muito bem.
Bjs

C@urosa disse... @ 6 de abril de 2010 18:43

Olá minha cara Mai, a agradeço sua gentil visita e comentário em meu pequeno espaço de reflexão, seja sempre bem vinda.

Paz e harmonia,

forte abraço,

C@urosa

Hercília Fernandes disse... @ 6 de abril de 2010 20:21

"[...] mais que um piano a negociar, aquele móvel parecia ser um ente".

Belas imagens poéticas, Mai.
Com certeza há muitas coisas além das aparências explicitadas no cartaz.

Gostei muito de seu espaço, de suas escritas. Virei mais vezes!

Um abraço,
H.F.

OÓCIO disse... @ 6 de abril de 2010 21:42

Oi, Mai,
Estou muito feliz em conhecer seu espaço, muito inspirador, cada texto, palavras muitíssimo bem pensadas. Parabéns e obrigado pela visita especial no meu blog.

Luanne Araujo disse... @ 6 de abril de 2010 22:19

Que lindo, Mai. Só quem toca sabe o vínculo que se pode ter com um instrumento. Tem músico que faz parecer que ele, o instrumento, é uma extensão do seu próprio corpo.

A. Reiffer disse... @ 6 de abril de 2010 23:14

Teu blog é belíssimo, em todos os sentidos, parabéns! Abraços!

Vivian disse... @ 7 de abril de 2010 01:14

...imagino a dor de quem
perde o seu elo com aquilo
que lhe faz feliz.
sejam coisas, sejam pessoas.

você é uma linda!

Luís Delgado disse... @ 8 de abril de 2010 13:46

Oi minha querida,

Como nos apegamos às coisas, não é mesmo?

Mas um piano é muito mais do que uma coisa, porque ele canta em uníssuno com o pianista...

Um piano é um tapete voador de emoções. Ele voa para onde o pianista o quer levar... Ele é dócil porque se deixa levar, mas ao mesmo tempo é vigoroso quanto o pianista o exige...

Um piano é afinal um companheiro de aventuras e de emoções, capaz até de emitir um som das lágrimas escorrendo pelo rosto do pianista mesmo que não esteja sendo tocado...

Um piano é...

Beijos carinhosos
Luís

Luís Delgado disse... @ 8 de abril de 2010 14:14

Oi Mai, :-)

As fotos dos corais não são da minha autoria, mas sim retiradas do site que aparece indicado no fim daquela minha publicação. Por isso, se deres créditos não serão meus... rsrsrs

Beijinhos
Luís

reltih disse... @ 8 de abril de 2010 15:19

bueno, no entendí casi nada, sin embargo te saludo con mucho cariño.
besos

Daniela Delias disse... @ 2 de setembro de 2010 16:40
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniela Delias disse... @ 2 de setembro de 2010 16:41

Que bonito, Mai. Há tempos nos vejo circulando entre os mesmos amigos, e hoje chego aqui, grata por te encontrar! Bjos, lindo texto...

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