Imenso...
Por Sueli Maia (Mai) em Da métrica do amor 12/14/2008...
.......................................................................Eu fitava aquele corpo e perguntava: como amo? Quanto amo? O que eu faria? Quantas coisas te daria? E sem juízo nessas horas sei, não há qualquer resposta...Mas num desses domingos em que se acorda bem cedinho, enquanto o orvalho ainda se espreguiça sobre as folhas, e uma bruma se levanta bem mimosa... E mesmo o sol, inda indolente, boceja calor-brando. Um dia-branco... Fiquei ali parada, te cheirando e espiando... Com perguntas me rondando...Minha mão não te tocava, somente acompanhava teus contornos, tão perfeitos, como se quisesse ainda, decorar o que não mais teria...Lembrei dos abraços-ontem, dos afagos-tantos, dos meus dedos, desenhando em tua boca, dos sorrisos e dos corpos nus. E assim como um farol que joga lume aos navegantes, senti verão na primavera, e chorei. Era tão terno e fugidio aquele instante-fim... Aquilo era despedida? Tão desmedido aquele amor-havido! O quanto amei? Imenso-amor. Mil vezes a distância até o Sol ou ao planeta mais distante. Profundo como o fundo do mais fundo do oceano ou do meu mar... Não sei como explicar. Não há o que explicar ou entender, é só sentir. Simples assim... Porque minh’alma é que ama aquele quem, que o meu corpo, ainda clama. E não preciso nem saber do teu amor, porque esse meu tão descabido amor, é amor bastante a mais de um. Assim tão fundo, intenso e imenso, é o meu amor.
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