FOLIA DE ESPERANÇA...
Por Sueli Maia (Mai) em Das alegrias de Natal.... 12/23/2008...
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.............................................................................No caos-folia do meu dia, inteira ordem, lá, havia. Eu, um quase-Zen, atento-calma, estava pronta para agir e urgir, o necessário àquela vida. Da janela, Veneza eu via. Alumbramento, ela era linda! Casas mínimas brilhavam longe, pirilampos. Carros ágeis, minúsculos, cruzavam o espelho de um rio, como mísseis traçantes no céu. Rio dos meus dias-ontem, aquele leito atraía meu olhar. Madrugada de dezembro, um carnaval-natal sem frevo, sem graça, sem festa. Alegorias, fantasias e adereços de fios, tubos, máscaras, de uma ala, colorida de enfermeiros. O enredo ritmado numa tela, controlava em sincronia, toda métrica-assimétrica de uma vida. Ela, não podia me ouvir ou falar. Seus olhos falavam tudo, em linguagem alfabeto-dor, de um corpo já cansado e velho. Estudar semiótica serve muito, nessas horas.
– Medo, mãe?
– Eu? Medo algum nessa vida tão medonha... Eu, só evito morrer, porque ‘inda tenho muita coisa prá fazer.
– Envelhecer, mãe?
– Todo mundo vai um dia, minha filha. A juventude, sempre passa. Da velhice, ninguém veio... Nenhum vivente vai passar da justa hora, no dia que chegar.
– Reage, mãe!
– Eu vou. Claro que eu vou. Vou sair daqui com vida, porque eu mesma, me proíbo de morrer.
Lá fora - luzes da cidade. Aqui – uma luz de esperança. Naquele instante percebi, que renascia. Seus olhos brilhando, sorriram prá mim. Eu, um Zen-feliz, também sorri prá nova vida. Enfim, o meu sorriso e coração, eram folia de esperança. Neon, piscava longe e me lembrava que é natal. Natal, feliz!
– Medo, mãe?
– Eu? Medo algum nessa vida tão medonha... Eu, só evito morrer, porque ‘inda tenho muita coisa prá fazer.
– Envelhecer, mãe?
– Todo mundo vai um dia, minha filha. A juventude, sempre passa. Da velhice, ninguém veio... Nenhum vivente vai passar da justa hora, no dia que chegar.
– Reage, mãe!
– Eu vou. Claro que eu vou. Vou sair daqui com vida, porque eu mesma, me proíbo de morrer.
Lá fora - luzes da cidade. Aqui – uma luz de esperança. Naquele instante percebi, que renascia. Seus olhos brilhando, sorriram prá mim. Eu, um Zen-feliz, também sorri prá nova vida. Enfim, o meu sorriso e coração, eram folia de esperança. Neon, piscava longe e me lembrava que é natal. Natal, feliz!
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