inexatos
Por Sueli Maia (Mai) em poemando números 9/02/2009.
Um é quase pouco, mas é o início da contagem dos meus dias, a cada dia em que te espero. Um é par de uma – tua - gueixa que é santa e profana. Um me é bastante para amar, sem medo algum. Um é interjeição do gozo imenso que me dás e que te dou. Um? É uma pergunta que te quer saber inteiro. Hum... É um gemido que te pede muito mais... Um, é o artigo definido de um amor sem fim. Um, és tu que és todo, meio e inteiro, és ímpar.
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Dois é dupla, é múltiplo é plural. Dois é mais que - UM mais UM, é parceria. Dois é o segundo que se segue na contagem progressiva de um ato. Dois, é o numeral que representa o ser e estar de cada UM, em uma vida conjugal. Dois, é duo, dos, due, deux, two, tua, zwei e em várias línguas, tu e eu e eu, sou tua. Dois é gêmeo, quase igual, mas cada UM, em si é ímpar, é diferente. Dois é condição primordial para o amor que dá prazer e reproduz. Dois é comunhão e união de UM alguém com outro UM. Dois é para sempre, se cada UM souber amar o outro UM em liberdade. Dois é divisível na prisão e possessão. Dois é mais que um, é ambos e ambos, possibilidade. Dois é um casal e cada um é singular, em si. Dois é passo e dança, quando um move ritmado com outro, para lá e para cá. Dois é infinito no amor se eu souber, que o UM que eu amo é diferente e conseguir amá-lo livremente, para que esse UM consiga ser quem ele é. Dois, é eternidade se UM pensar que o outro UM que a ele soma, é singular. Dois, é par e sendo um par, é sempre ímpar.
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