Inspirar-Poesia, um segundo sopro

Imenso...

Por Sueli Maia (Mai) em 12/14/2008
...
.......................................................................Eu fitava aquele corpo e perguntava: como amo? Quanto amo? O que eu faria? Quantas coisas te daria? E sem juízo nessas horas sei, não há qualquer resposta...Mas num desses domingos em que se acorda bem cedinho, enquanto o orvalho ainda se espreguiça sobre as folhas, e uma bruma se levanta bem mimosa... E mesmo o sol, inda indolente, boceja calor-brando. Um dia-branco... Fiquei ali parada, te cheirando e espiando... Com perguntas me rondando...Minha mão não te tocava, somente acompanhava teus contornos, tão perfeitos, como se quisesse ainda, decorar o que não mais teria...Lembrei dos abraços-ontem, dos afagos-tantos, dos meus dedos, desenhando em tua boca, dos sorrisos e dos corpos nus. E assim como um farol que joga lume aos navegantes, senti verão na primavera, e chorei. Era tão terno e fugidio aquele instante-fim... Aquilo era despedida? Tão desmedido aquele amor-havido! O quanto amei? Imenso-amor. Mil vezes a distância até o Sol ou ao planeta mais distante. Profundo como o fundo do mais fundo do oceano ou do meu mar... Não sei como explicar. Não há o que explicar ou entender, é só sentir. Simples assim... Porque minh’alma é que ama aquele quem, que o meu corpo, ainda clama. E não preciso nem saber do teu amor, porque esse meu tão descabido amor, é amor bastante a mais de um. Assim tão fundo, intenso e imenso, é o meu amor.
...
...

46 comentários:

Elcio Tuiribepi disse... @ 14 de dezembro de 2008 21:11

Oi Mai, obrigado pelo coments sempre profundos, costumo brincar com meu irmão que até para agradecer ele consegue versejar tecendo as palavras de forma diferente...você é assim...lendo seu poema vejo que o amar aqui se fez impar, providencialmente independente,ou não...de qualquer forma isso é importante, saber o quão desmedido é, sem perder a noção da hora e do perigo...boa semana...um abraço...valeuuu

Germano Xavier disse... @ 14 de dezembro de 2008 21:35

É "só sentir. Simples assim"...

Você escreve e você mesma dá a resposta, Mai. E é bom ver você de novo carteando lá no Clube.

Um carinho.
E continuemos, sim...

Elcio Tuiribepi disse... @ 14 de dezembro de 2008 21:36

Ah...sobre o livro, estou tendo uns problemas, mas te aviso ok...abraço

Eurico disse... @ 14 de dezembro de 2008 21:41

E a medida do amor, do descabido amor: imenso. E penso: se amo logo, existo. Existo em mim. Existo no amor. E sou bastante a mais de um.

FERNANDA & POEMAS disse... @ 14 de dezembro de 2008 21:55

Olá querida Mai, belíssima forma de escrever Texto-poético... Adorei... Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

Nuno de Sousa disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:04

Intenso, poético, sensual... tu sabes como fazer nos prender nos teus textos e eu adoro aqui estar amiga...
bjs grandes e obrigado por estes belos momentos,
Boas festas
Nuno

Serena Flor disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:17

Uau...que lindo minha amiga!
Nossa adorei de verdade tua forma de escrever.
"Porque minh’alma é que ama aquele quem, que o meu corpo, ainda clama."
Muito lindo mesmo...parabéns!
Beijo e ótima semana pra você.

Mai disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:49

Olá, Élcio.
Fico encantada com os comentários que escreves.
Tu, como tantos outros, inspiram-me a seguir escrevendo e “pelejando” um Ser Poeta.
Sobre o livro, tão logo tenhas, por favor me fala.
Teus poemas como outros tantos, me interessam.

Carinho.

Mai disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:50

Olá, Germano.
Minhas respostas?
É que de mim, Poeta-lindo, talvez, somente eu, saiba dizer.
E não prescindo do clube do carteado.
Lá tem poeta dos melhores.
Dois carinhos.
E, Sim. Continuemos...

Mai disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:50

Olá, Eurico.

Pois é.
São descabidos e incontidos os amores.

Carinho.

Mai disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:50

Olá, Fernanda.
Amiga-linda.
Mas os teus poemas, são os melhores.

Carinho.

Mai disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:51

Olá, Nuno.
Tão bom, receber-te, outra vez...
Não demores a voltar.
Este espaço, é teu também.

Carinho.

Mai disse... @ 14 de dezembro de 2008 22:52

Olá, Serena-linda.
Fico feliz por receber-te, novamente.
Adorei saber que te sentes bem aqui.
Pois é, e esse "quem" por vezes pff...
Ótima semana para ti, também.

Carinho.

Daniel disse... @ 14 de dezembro de 2008 23:35

Os teus poemas expressão tudo aquilo que realmente é amar... Não poderia ter título melhor para casar blog e texto, pois aqui, realmente, é um insipar verdadeiramente poesia... Te add no meu blog. Bjus e boa semana.

http://so-pensando.blogspot.com

paula barros disse... @ 14 de dezembro de 2008 23:50

Existem amores assim, imensos, itensos, profundos, extenso, avassaladores....parecem que nos tomam, e nos fazem refém.

Gosto dessa forma de escrever, exemplo:

afagos-tantos; imenso-amor, dia-branco....

abraços, e boa semana.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 01:37

Olá, daniel.

Feliz por teu retorno.
Grata, amigo.

Carinho.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 01:38

Olá, Paula.

Bom revê-la aqui.
Tens razão, novamente.
E assim, refém daquele "quem" , vamos amando...

Carinho.

joyce domingos disse... @ 15 de dezembro de 2008 06:34

amor...imesnso amor...estranho amor....

simplesmente amor....

que lindo mai.....

sabe que,lendo este (linnndo) texto,lembrei-me de uma canção do chico (buarque) que diz:

''o meu amor tem um jeito manso que é só seu...
que rouba os meus sentidos...
viola os meus ouvidos com tantos segredos
lindos e inocentes...
depois brinca comigo,ri do meu umbigo e me crava os dentes,ai...''

......

Já me sinto em casa,acolhida por este cantinho...que foi um dos melhores achados,entre taaantos nessa blogsfera.

bjossss

Márcio Ahimsa disse... @ 15 de dezembro de 2008 07:00

Oi minha querida, bom dia.

Ensimesmando fico sempre
quando pouso por aqui como
aquele pirilampo,
quando o quanto é medida de amor
em desmedida
que me convida a bailar
acompanhando o horizonte
da tua tão verde forma de amar...
verdade, verdade sempre...
tu já me fazes semente germinando
nesta tua vida tão fértil
de versos e de amor.

Um pouso em ti de carinho e gratidão, de alegria, de vida...

Beijos.

Flávia disse... @ 15 de dezembro de 2008 07:19

Amor num só peito, amor por dois... embora tanto amor, nunca basta, não é?

Beijos, querida :)

poetaeusou . . . disse... @ 15 de dezembro de 2008 08:29

*
sensualidade feita poesia,
poesia do pensamento,
interrogativa . . . corporal . . .
,
maresias matinais, envio,
,
*

D.Ramírez disse... @ 15 de dezembro de 2008 13:18

amor, bom e tudo, simples o amor.
Lindo demais!!!
Besos

Sue disse... @ 15 de dezembro de 2008 13:34

"...Não sei como explicar. Não há o que explicar ou entender, é só sentir. Simples assim... Porque minh’alma é que ama aquele quem, que o meu corpo, ainda clama. E não preciso nem saber do teu amor, porque esse meu tão descabido amor, é amor bastante a mais de um. Assim tão fundo, intenso e imenso, é o meu amor.
..."

Simples, lindo, direto e verdadeiro para alguns, e neles inclui-se eu! Vim aqui por recomendação e estarei sempre.

Beijos

Troll disse... @ 15 de dezembro de 2008 13:59

Acho q é assim, se perdendo nas memórias e nos momentos, que vamos descobrindo os sentimentos por baixo das máscaras nossas. Tudo dessa entrega está oculto, até que o espelho saiba mostrar mais que o aparente.

Sandices, delírios, o amor é feito disso. As lágrimas fugidias são uma conseqüência tantas vezes possível...

Jo Bittencourt disse... @ 15 de dezembro de 2008 15:34

Olá Mai,

que boa a sua visita, volte sim!

e do texto às desmesuras de sentir, hummm...rs

beijocas

A Senhora disse... @ 15 de dezembro de 2008 17:18

Quando o amor é bastante, e nem precisamos saber se o outro nos ama sequer um tiquinho... As lembranças nos vem com força, os toques quase os sentimos, os perfumes cheiramos e o amor... o amor é bastante, bastante...

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:52

Olá, Joyce.
É uma bela música, esta que o poema te fez lembrar.
Fico feliz que te sintas a vontade. Este espaço precisa, de fato, inspirar.

Volte sempre.

Carinho.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:53

Olá, Márcio.

O sentimento de admiração é recíproco, garanto.
A fertilidade, alegria, criatividade, advém das escolhas que fazemos, para que tudo germine, forte.
Fico plena em alegri, com os versos que nos presenteias.
E podes fazê-lo sempre.
Este espaço também é teu.

Muuito carinho, Márcio e, obrigada, sempre.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:54

Oi, Flá. Uma vez eu li uma coisa que escreveste, sobre dois corações...
Acho as vezes que somos “aberrações da espécie” porque, por vezes, quem é sensível assim é visto.
Como se fôssemos aqueles “bichinhos” expostos em aquários.
Mas há amor demasiado, sim. Amar, não é um problema. Para mim, é uma solução.
Beijos, Flávia.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:55

Olá, Poeta.

As questões da linguagem, me intrigam e instigam.
Neste caso, teres conseguido ver o que há de corporal neste texto

Abraços.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:56

Olá, Ramirez.Seja bem vindo!

Obrigada pela visita e comentário.
O amor é isto...
Tem todas as “caras”, as faces, os tons e os sons...
É sempre muito...
Volte sempre.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:57

Olá, Sue. Seja bem vinda.
Obrigada pela visita e comentário.
De fato o amor é tudo isto: simples e lindo.
Que amemos, sempre e muito.
Beijos

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:57

Olá, Troll.
Porque será que fazemos isto, não Troll.
Nos escondemos sob máscaras, ao amor?
Engraçado porque o amor é tão manso...
E, estranhamente o tememos tanto, não?
Grata, Troll por lembrares das facetas dos amantes medrosos.

Abraços.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:58

Olá, Jo.

Seja bem vinda.
Grata pela visita e comentário.
Tens razão. O amor é mesmo sem medida.

Beijos.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 20:59

Olá, Linda-senhora.

Gostei disto: “o amor é bastante, bastante...”
A minha capacidade de amar,É assim. Estrapola, estrapola, inunda...

Imenso carinho.

Márcio Ahimsa disse... @ 15 de dezembro de 2008 21:24

Mai, querida,

creio, é descoberta nova, que sou como um menino movido a pilha e doce de goiaba... Se me ligar, eu vou embora... Se me der doce, eu brinco até o amanhecer. Coisa de garoto crescido, acho. Ou homem que apenas deseja viver como um menino, sempre. Confesso que gostei da sugestão, num supetão, num estalo, eu vou, voo médio, sempre perto das ávores mas frondosas. És uma dessas ávores frondosas, Ipê, amarelo, roxo ou branco, dependendo do dia, da hora, do momento, mas sempre Ipê.
E eu, passarinho, pouso em você.

Beijos querida, obrigado sempre.

Quase Trinta disse... @ 15 de dezembro de 2008 21:46

Eu já fitei um corpo assim e pensei tudo isso, senti tudo isso... agora me restam apenas lembranças de tempos bons q não voltam...

beijos

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 22:13

Olá, Márcio.

E crê!
E escolhe!
E faz!
Você é, você quer, você pode.

Sucesso, amigo!

Carinho, sempre.

Mai disse... @ 15 de dezembro de 2008 22:15

Olá, Linda menina-quase trinta...
Não pareces, quase trinta...

Pois é, a poesia nos remete às nossas experiências, não?

Talvez estas experiências nos influenciem o olhar, o caminhar...

carinho.

tossan disse... @ 15 de dezembro de 2008 23:00

Logo chega o Mandoki aí vc vai ver!
Amando bastante, pode até não ser mas é difícil acreditar que não! Um poema belíssimo como este...ah, esqueci que vc é eclética. Gostei muito do seu comentário lá no klic ainda vou aprender a fazer isso. Bj

Mai disse... @ 16 de dezembro de 2008 06:12

Oi, Tossan.

Pois é, mesmo que a inspiração seja diversa ao que cada leitor refere pela via do seu olhar e experiência, é verdade o que dizes.
É mesmo incontida e desmesurada, a minha capacidade de amar...

Bj.
Mais uma vez, obrigada pelo "Pier".

iara disse... @ 17 de dezembro de 2008 00:16

porque o amor não se explica, se sente. se explicar ele perde o sabor.
e eu diria tudo isso que vc escreveu tão belamente a ele. se longe ele não estivesse...e ao te ler eu senti tudo de novo, e senti profundamente, como se deve sentir quando é amor. bj

Mai disse... @ 17 de dezembro de 2008 10:44

Oi, Iara.

Tens razão. Talvez não caiba razão, no amor.
Será, Iara, que também por isso, ou TALVEZ, por isto, os "cartesianos" temem o amor?
Será?
Porque o amor não se mede, não se explica, não se basta, não se teoriza, não se parametriza, não se replica, não se calcula, não se economiza?
O que achas tu, Iara? Pensei nisto, agora, lendo teu comentário.

Carinho, muito.

iara disse... @ 18 de dezembro de 2008 03:22

dependendo da mente racional, acho que sim, pode ser uma fuga ao amor. outras uma entrega diferente a ele. uma entrega onde não se anula, não se sucumbe, como no amor romântico.
mentes cartesianas fogem a ele ao tentar achar todas as explicações dele como racionais. outras até o explicam, mas a ele se entregam, sem fuga e sem sucumbir. não sei, acho que neste último caso se ama, mais, simplesmente pq se ama, e não se ama o amor.
que acha? vc tb me fez pensar...rs
bj

Mai disse... @ 18 de dezembro de 2008 18:29

Oi, Iara.

Penso dessa forma, que os atavismos conduzem a estas difíceis formas de existir, sem amor, querendo.
E, por ai vão as escolhas do Ser estando no mundo.

Carinho.

Delirius disse... @ 25 de agosto de 2009 17:24

Oh Mai!...

... que bom foi vir aqui HOJE, ler-te. É sempre muuuuuito bom, mas hoje foi especial!
É há amores descabidos mesmo, mas pior há quem nem consiga entender o que amor é. E eu tenho pena mesmo de quem não consegue aprender a amar.

Beijo, gosto de você.

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