Inspirar-Poesia, um segundo sopro

inverso - um conto real

Por Sueli Maia (Mai) em 12/28/2008

Minha rotina natalina é desapegada das tradições. Os homens que se vestem de papais-noéis, sempre me pareceram melhores, do que a lenda. Uma das poucas coisas que consegui manter neste natal que passou, foi o hábito que tenho de, a cada natal, pegar nos correios, uma carta, para atender os sonhos de uma criança. Escolhi como sempre, aleatoriamente, a de um garoto – Miguel. Ele pedia ao papai Noel, uma roupa e um par de tênis. Dizia que seus pais, lavradores simples, não poderiam dar. Faltava-lhe dentre muitas coisas, inclusive, comida. Miguel dizia, que só estava pedindo porque, tanto roupa como tênis, estavam furados. Um garoto de 9 anos, é Miguel. Antes de viajar entreguei o presente. Acrescentei três carrinhos. Criança sonha com brinquedos. Miguel não era diferente. Precisava de roupas mas sonhava com brinquedos.
Ontem, antes do embarque, fui até uma farmácia homeopática. E, enquanto aguardava, vi numa prateleira, medicamentos florais com as seguintes indicações: “baixa auto-estima”, “carência-agressividade”, carência-depressão”... (sintomas emocionais). Surpresa percebi, que eram medicamentos veterinários. Florais para cães. Achei interessante, ainda não conhecia. Mas fiquei pensando... - Finalmente terei que me debruçar sobre algo que jamais pensei estudar – “A Subjetividade Canina” – Aquela frase: “Cachorro também é gente” enfim, é algo real. Talvez, eu devesse estudar.
Gosto muito de animais. Tive três adoráveis cães. Cuidei, dei-lhes carinho, liberdade e Joguei bola com todos. Eles eram viciados em esporte. Ultimamente me questiono se fiz tudo o que deveria por: Portus, um Cocker, Quito, um Pastor e Bonsai, um Lhasa-Apso com pedigree e tudo... Eu nunca permiti que dormissem em minha cama e, jamais, os deixei lamber ou beijar minha boca. Admirava e recompensava seus feitos. Também gostava de assistir, atenta, às exibições e reações de cada um, em seus instintos animais.
Cheguei hoje de viagem, após 10 dias. Tentava dormir quando fui, “obrigada” a desistir do meu repouso. PRINCESA, uma minúscula cadela vira-latas corre e late, o dia inteiro, no terreno da casa vizinha. Aliás, Princesa (assim, com letra maiúscula) não late, ela fala. Princesa pensa. Mais que isto, Princesa “pensa” que é gente. Porque Regina, minha vizinha, “fala” fluentemente, um dialeto canino com o qual, se comunica, em tom amplificado e equalizado. A fofoca se dá em agudos que ferem os ouvidos e o direito do outro, ao sono. Regina e princesa conversam alto, um inacreditável diálogo onde, uma pergunta e a outra, imediatamente, responde.
Princesa não vai à escola, mas sai para passear todas as tardes, com sapatos novos e coloridos (quatro sapatos, óbvio). Hoje ela vestia, em seu passeio, um novo modelito. Talvez tenha sido a sua roupinha de natal - um modelo cor-de-rosa, que deixou princesa, fashion e sexy. Ela usava uma calcinha de babados. Lamentavelmente hoje, era perceptível nela, o incômodo uso de absorventes higiênicos – (coisas de mulher...) Uma mini-saia de babados, rosa, deixava faceira, princesa, para terror do labrador (cabeção) Maguila que, em vão, baba atrás de princesa. Os seios não estavam nus. Ela compunha o seu figurino, com um top. E, completando o seu look, dois lacinhos, denotavam a sua feminilidade. Uma cadela-perua, poderíamos dizer. Nada falta à Princesa. Eu não tenho qualquer dúvida, Princesa tem vontade própria e personalidade forte... Regina faz tudo o que ela quer.
Princesa, como eu disse, PENSA mesmo que é Gente e, mais que isto, ela É uma princesa.
Mas ocorre um problema sério, nesta relação emocional entre as duas. Regina trabalha e se ausenta, todas as quartas-feiras retornando, apenas aos sábados. Desde quarta até o sábado, princesa definha... gemendo em grunidos lancinantes, o seu sofrer... Me preocupo com os níveis de tristeza e depressão da cadela-real. Porque penso que ela, é uma vítima dos excessos. Mesmo assim, inevitavelmente me irrito. Sobretudo quando quero dormir, e não consigo.
Princesa geme alto, um sofrer tão compreensível, que quase traduzo. É algo meio assim: Aiaiaiaiai meu deus, como eu sofro de saudade...aiaiaiaiaiaiai.
Esta é a interpretação que faço, leigamente, porque eu sou ignorante neste idioma.
A questão que se configura como dramática é que, justo ali, na ausência da Regina, e, somente às quartas-feiras, Princesa se defronta e se conecta, com uma triste realidade: Ela É, uma cadela e não, uma pessoa. A partir das quartas-feiras, princesa, que tem copo e come em prato, passa a comer em uma tigela, e bebe água em uma bacia de alumínio, a triste vida animal.
Com sono, cansada e sem conseguir dormir, lembrei Miguel, os florais, e a inversão dos papéis – vida real e vida de cão.
Me perguntei... quantas garotas e garotos de nove anos, tem, na vida real, uma vida de príncipe ou “PRINCESA” com amor e atenção? E me lembrei que muitos, tem uma vida de cão.
Desisti de dormir. Princesa me fez escrever e pensar, apesar de cansada. Princesa é mesmo gente!
.

31 comentários:

Luciene de Morais disse... @ 28 de dezembro de 2008 19:19

Também gosto de animais. Mas antes de gritar "salvem as baleias", prefiro o "salvem as crianças". Acho que muitos atribuem aos animais as angústias dos seres humanos, essas sim, bem reais.
Carinho a você e um excelente ano novo!

Serena Flor disse... @ 28 de dezembro de 2008 19:56

Passagem de Ano

O último dia do ano
Não é o último dia do tempo
Outros dias virão
E novas coxas e ventres te
comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis

Carlos Drummond de Andrade.

Um 2009 maravilhoso
pra você.
Um grande beijo com todo o meu carinho!

FERNANDA & POEMAS disse... @ 28 de dezembro de 2008 20:22

Querida Mai, que hístoria mais comovente, se há muita gente a sofrer por carências de toda a espécie, também existem muitos animais mal tratados... Tudo isto deixa-me muito triste, mas que fazer???
Não se pode ajudar em todo o lado!!!
Um grande abraço de amizade,
Fernandinha

paula barros disse... @ 28 de dezembro de 2008 21:28

Oi, Mai
Me programei para conhecê-la no final de semana, conversar, e pensei até dar uma volta, mas não foi possível. Tanto que queria.

Sua mãe está melhor?

Achei ótimo o seu texto, a comparação entre o tratamento entre animais e gente, os comportamentos exagerados, os descasos...me fez lembrar outro itens.

abraços

iara disse... @ 28 de dezembro de 2008 21:40

já cantava o dusek, "troco seu cachorro por uma criaça pobre". a família aqui adora animais. vira-latas, ou como diz o veterinário, "brasileirinho", que ele chama a raça sem raça. mas sem esses exageros. cachorro, bichos precisam ser tratados com decência sim, bons tratos, mas nada de exageros. muito mais precisam seres humanos necessitados.
bj

Qualquer Um disse... @ 28 de dezembro de 2008 21:45

Cara,

Conto que dava um filme. Personagens complexos. Principalmente "Princesa":->
Ciclos de tristeza e alegria.
Um ab
Edu

Mai disse... @ 28 de dezembro de 2008 22:17

Olá, Luciene.

Eu sei que este é um tema polêmico. Há quem veja nos animais, uma via mais segura de amar.
Enfim, façamos aquilo que escolhermos.
Eu, tento exercitar de cada coisa, um pouco.
Que o novo ano seja muito especial para ti, nova-amiga, que possamos interagir mais.

Carinho, Luciene, sempre.

Mai disse... @ 28 de dezembro de 2008 22:17

Olá, Serena.
Eu te agradeço o carinho e atenção.
Que 2009 seja para ti, um ano bastante especial.

Carinho.

Mai disse... @ 28 de dezembro de 2008 22:19

Olá, Fernanda.

Sabe, eu também verifico que há animais que sofrem abandono. Tens razão.
Há excessos e falta de amor, em ambos os lados.
Que cada pessoa, encontre a justa medida naquilo que escolher fazer.

Carinho.

Mai disse... @ 28 de dezembro de 2008 22:20

Olá, paula.
Também lamentei não podermos nos abraçar, amiga.
Mas não tardará, nos encontraremos, e falaremos sobre tudo.
Ouvir-te, foi muito bom.

Carinho, paula, sempre.

Mai disse... @ 28 de dezembro de 2008 22:22

Olá, iara.

Sabe, o meu Cocker - Portus, era chamado pelo veterinário de Portus da Silva. Não sei o que ele pretendia com aquilo, porque Bonsai, tinha um sobrenome de peso...
Tinha pedigree..rss
De qualquer modo, de raça nobre ou vira-latas, precisam de cuidado.
Os excessos, também causam sofrimento.

Carinho.

Mai disse... @ 28 de dezembro de 2008 22:24

Olá, Edu.

Tens razão, amigo. É triste, sim.
Eu me importo com a Princesa. Porque, de fato, ela sofre com a separação da Regina.
Não há muito o que fazer...

Carinho, sempre.

Flávia disse... @ 28 de dezembro de 2008 23:43

oi, Mai, querida... hoje passei rapidinho para te desejar tudo de bom nesse 2009 que se iniciará em breve, para te deixar meus votos de paz, de amor, de alegria... para te desejar saúde e força; para dizer que espero, pra você, a mesma felicidade que almejo para mim. Brindemos a esse ano que nos aguarda; brindemos à vida que se estende diante de nós, cumprindo mais um ciclo e iniciando outro. Tim-tim!

Beijos, muitos!

Márcio Ahimsa disse... @ 29 de dezembro de 2008 06:51

Oi querida, estou por aqui, um pouco cansado, confesso, do trabalho extressante de fim de ano...
Bom, esse seu texto, bonito e reflexivo, sobre as inversões de papel da sociedade me faz pensar acerca dessas disparidades sociais. Certa vez, lembro, fiz um poema que colocava exatamente esta questão comparativa do homem com os animais, para ser mais preciso, com os ratos. Ou seja, há tantas famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, há tantas crianças perambulando pelas ruas e becos das grandes metrópoles e, numa proporção um pouco menor, nos pequenos municípios, que é um dos meus temas favoritos. E, tendo essas pessoas de viver em situações de risco, desconforto, convivendo literalemente com os ratos e demais pragas sociais, eu fiz essa reflexão sobre a condição dos ratos e das próprias pessoas.
Eu, cada vez que tenho de avaliar essas questões, fico extremamente perturbado, fico inconformado, fico fora da minha razão, que é quase pouco, quando se trata de vidas humanas. Nessas horas eu vejo que o ser mais racional é o mais tolo entre as espécies animais, o homem, pois se conseguimos conceber tantas coisas, conseguimos erguer pontes sobre rios imensos, conseguimos visitar outros planetas, conseguimos mapear a nossa própria essência, mas não conseguimos garantir uma vida digna para todos. Não conseguimos levar o pão que é tão abundante no mundo para todas as bocas. Sobre os bichos, eles são apenas vítimas das nossas vontades supérfluas, preenchem um vazio que, talvez, poderíamos preencher praticando bons atos para com nossos iguais. Eu amo as pessoas, amo os animais, amo a vida como um todo, mas ainda engatinhamos em relação a sermos uma sociedade justa, que convive com a natureza de forma justa, sem causar danos para as partes que se envolvem no processo de socialização da humanidade.
Ai eu pergunto, quem é o rato? O homem com sua falta de organização e consciência, ou o próprio roedor?
É uma dúvida constante...
Beijos querida, tenha boas festas, e veja sempre a vida com seus olhos de menina-maria, é o melhor a se fazer, perder a razão para não perder a consciência. Eu perco a minha razão todos os dias, pois assim consigo seguir adiante por essa estrada de pedras. Minha falta de razão é minha única razão.

Super beijo querida.

Elcio Tuiribepi disse... @ 29 de dezembro de 2008 08:12

Este é o problema, talvez falte em alguns o que as vezes sobra em outros. Há te se ter o equilibrio...
Gostei de seu coments lá...é extamente isso, aho que com todo mundo funciona dessa maneira.
Quanto a cartinha aí, bobeei, meu irmão fez e gostou muito...acho que faz mais bem para a gente do que para quem recebe..rsss...
Mai, um feliz viver novo para você e sua família, não só em 2009, mas em 2010...2011 e assim por diante em toda sua vida. Valeuuu...um abraço na alma

Mai disse... @ 29 de dezembro de 2008 09:05

Oi, Flá, tim-tim!
Amiga-linda, que encontres, de fato, o amor, com todos os detalhes que compõe a tua receita.Que todos os ingredientes da tua exata fórmula, sejam compatíveis contigo e que a química, a magia e a alquimia, conspirem a teu favor.
Muito carinho, poeta-médica.
Que a tua beleza, finalmente brilhe, em sua plenitude.

Te gosto, já sabes o quanto.

Mai disse... @ 29 de dezembro de 2008 09:16

Olá Márcio querido.

Descansa um pouco, mas não nos prives de tua companhia.
Maravilha este teu comentário. Na verdade, um capítulo à parte, na idéia de pensarmos a igualdade, o equilíbrio ou, os efeitos da desigualdade e dos excessos.
Vê a importância da contribuição de cada um, para as reflexões sociais. Talvez somente a partir deste teu comentário fabuloso, eu tenha conseguido clarificar um aspecto que vem ao encontro da filosofia que busco aplicar, em meus dias - o necessário e o supérfluo.
Veja, na verdade, todas as pessoas sensíveis, preocupam-se muito com os animais, o equilíbrio ecológico e tudo no entorno deste tema. A questão, como pensamos todos que aqui comentaram, é: os extremos de qualquer relacionamento, talvez, precise ser repensado. Porque não desejamos ver animais em penúria.
Do que precisam os animais para viverem bem? E as crianças? O que é, de fato necessário? O que é "invenção" e assim, supérfluo?
É nisto que tenho pensado - A Simplicidade e a Complexidade, "inventada".

Beijos, poeta-lindo.
Obrigada, sempre.

Mai disse... @ 29 de dezembro de 2008 09:21

Olá, Élcio.
Teus comentários são quase indispensáveis. O que falta e o que sobra. Desequilíbrios.
Não se discute a necessária atenção e assistência aos animais. Eu sou defensora de carteirinha, dos movimentos em defesa, de ambos, humanos e animais.
Tua proposição, é precisa. Equilíbrio.

Carinho e felicidades dobradas.

Germano Xavier disse... @ 29 de dezembro de 2008 09:23

O animal e o humano, tema daquele texto "O matador de touros", Mai, em sua cmoplexidade e feitios. E teu assunto é tão correto que hoje já se torna trivial falar em desigualdade social ou humana ou "animal". Poucos são os que se importam com a verdade dos fatos. E achei bonito o teu gesto de ir aos correios. Espelho.

Que continuemos, Mai.
Um carinho

lyani disse... @ 29 de dezembro de 2008 10:47

Mai,
Eu fico sem palavras ao ler as suas belíssimas palavras!
Um feliz natal (bem atrasado mas de coração)
E um lindo 2009 :)
bjos

Vivian disse... @ 29 de dezembro de 2008 12:22

...engraçado que no meu tempo
de criança, e isso já se faz
loooonnngeeeeeee, rs,
cachorro era cachorro,
e gente era gente mesmo.

florais, terapias alternativas,
piicólogos, sempre funcionaram
para humanos.

mas em nome da 'modernidade'
vamos humanizando a bicharada,
e...

apenas um adendo:
ADORO animais.

um bj, linda mulher pensadora,
minha mestra!

mateo disse... @ 29 de dezembro de 2008 15:37

Boa noite aqui e para ti!
Há cada Natal... De cadela ou de menino ou de mãe ou de.
E já está a chegar o "anovo" que tem terminação em 9 em vez de 8. No resto é velho.
E logo vem o Carnaval...
Como se a natureza fosse só humana e feita de festas e festinhas.
Dá um beijo ao "Miguel" por mim...
Beijos.

A Senhora disse... @ 29 de dezembro de 2008 15:54

Parece que nos conectamos quando resolvemos escrever o post... :) Cada uma a seu modo, claro. E nem venha com o papo de que eu sei escrever e você não! Só essa que faltava! kkk

Eu tenho uma pastora, a Pitty. Eu sou a dona dela. Eu sou gente e ela uma cadela. Simples assim. Essa mesma maneira de entender se repete com meu filho Davi e talvez com meu marido. Entretanto, ela e Arthur, meu filho mais novo, ainda não conseguiram se definir. Entretanto, a solidão a consome. Basta viajarmos e ela fica sem comer se quem a alimentar não ficar ao lado dela, coisa que não fazemos no dia-a-dia!

Quanto aos florais... Eu tive um basset hound. Ele tinha tres anos ou mais quando o ganhei. Ele era o dono da casa do "dono" anterior. Mudou totalmente de vida comigo. Então, tinha muitas dores de ouvido e, o veterinário não achando mais nada durante os exames, prescreveu floral. Como achamos que floral é "questão de fé", até compramos, mas esquecemos de dar. Bóris sarou. Então, olhamos, finalmente pra o floral, e concluimos que estávamos absolutamente certos: funciona e é questão de fé! :))

Apesar de termos os nossos bichinhos, eu ainda prefiro as crianças que podem transformar o mundo.

beijos e Feliz 2009 para você!!

Eurico disse... @ 29 de dezembro de 2008 19:23

Oi, Mai. Fez boa viagem? Faço minhas as palavras da Paula. Quando vc aqui estiver de novo, espero que com tua mãe já recuperada, vamos tentar de novo o encontro.
Abraçamigo e fraterno.

Mai disse... @ 3 de janeiro de 2009 09:42

Oi, Mano-Germano.

A história dos Correios é legal e, a cada pessoa que se estimula a, também, fazer algo, o que ouço, frequentemente é que sempre houve uma experiência em que algo que foi pedido, não foi atendido.

Se pensarmos que nós, ainda, tivemos, minimamente presentinhos, mimos ou espírito de natal, em nossos lares, faremos algo.
Miguéis ou Paulos ou Leonardos, ou Marias, ou qualquer nome as crianças tenham, elas, em seu pensamento mágico, crêem que somente um 'papai Noel' poderia dar-lhes o que desejam tanto.
Seus pais, não poderiam.
Além de 'confiarem' a carta. Torcem, a cada noite, até a entrega, para que 'papai noel' realmente exista.

Assim, nem custa tanto.
Em geral, menos do que gastamos com enfeites...inúteis, ou mesmo uma garrafa de um bom vinho.

Maninho.
Luz!

Mai disse... @ 3 de janeiro de 2009 09:43

Oi, Lyani.

Uma das coisas que aprendi a admirar em ti, é esta tua humildade transbordante.
Lyani, linda. Se há uma coisa que não te falta, é encontrar palavras.
Sempre encontras as mais belas...

Carinho, sempre.

Mai disse... @ 3 de janeiro de 2009 09:50

Oi, Vivian.

Gostei de reler 'cachorro era cachorro e gente era gente mesmo'

Mas, como eu, Também adoras os animais.
E acho que isto ficou claro.

A questão não é o devido cuidado e atenção que os animais, e todas as coisas que envolvem o cuidado a eles e a preservação de tantos.

O que proponho pensarmos, na verdade são, apenas, os excessos em ambos.
Crianças há com baixíssima tolerância à fristração, porque nada jamais lhes falta ou faltará. Os excessos vão aos lixos e lixões, onde outras 'catam' e saem felizes a brincar...
Ou animais abandonados - o que é um absurdo. Porque vira-latas sabem atravessar avenidas, sem serem arropelados. Cães domesticados quando abandonados, morrem porque não sabem atravessar, coisa alguma...
Bem amiga-linda, essas deformidades, quando causadas por nós humanos pensantes, me causam certa indignação.
Porque nós, Pensamos.
Nós, somos responsáveis. Os cães, não.
Mas sabes porque eu encerro o texto com a frase Princesa é mesmo gente?
Porque ela, em sua dor, me fez pensar e escrever sobre isto. Somente ela...

Beijos.

Mai disse... @ 3 de janeiro de 2009 09:52

Oi, Mateo.

Infelizmente eu não pude estar na entrega do presente do Miguel. Mas ele o recebeu. Mostraram-me as fotos.

Com o Miguel, pretendo estreitar laços.
Se desejares, te envio cópia da carta dele e o endereço para que possas te corresponder com Miguel.

Seria um belo presente pelo ano inteiro.
Miguel se saberia importante, como de facto é.

Carinho, mateo. e Feliz tido...

Mai disse... @ 3 de janeiro de 2009 09:57

Olá, Linda-senhora.

Eu adoro os teus relatos e as festas e brincadeiras de família, como naquele texto do 'lobo mau' e a 'vovozinha' que amei.

Mas o Arthur e a Pitty, chegarão ao entendimento de quem é, de fato, o dono...
Isto é interessante, porque os cachorros precisam mesmo ser bem cuidados. Mas precisam talvez, apenas, de abrigo, comida, água e carinho.
Digo talvez, porque há a escolha ai pelo meio.

Bem, como tu és pessoa sensata, sei que como teu marido e o davi, o Arthur também o será.
E a Pitty terá uma bela vida de cachorro bem cuidado e feliz.


Pitty deve saber que é cachorro ...

Abraços para Davi e Arthur.

E outros para ti.

Mai disse... @ 3 de janeiro de 2009 09:59

Olá, Eurico.

Amigo, mas eu te disse que não faltarão oportunidades...
E já sabes quando voltarei à 'terrinha'...


Vamos pensar em um encontro de poetas e blogueiros ai em Recife, em Setembro.
E Quem sabe, aquele desejo de que os amigos se multipliquem, se torne real?


Abraços.

☆ Sandra C. disse... @ 17 de maio de 2009 23:05

cheguei a uma conclusão:

PRINCESA É A NOVA GISELE.

Postar um comentário

 

Seguidores

Links Inspirados