Inspirar-Poesia, um segundo sopro

asas da vaca voadora...

Por Sueli Maia (Mai) em 5/13/2009

Imagem: Google

Porque o vazio pode ser preenchido com um bom livro ou um bom vinho maduro. Em tempos de crise, pessoas e bares sempre podem tomar novos rumos, criar asas ou procurar outra marca de bebida. O fato é que se as vacas voassem, choveria muito leite sobre a terra. E há coisas que se escolhe e outras, não. Há separações que acontecem e que não se explica. Dependendo do tempo de convívio, você pode, até, se ver sem rumo. Foi assim que eu constatei que o Bar do Arnaldo havia fechado. Separação dolorosa e repentina, aquela. Bem difícil do sujeito aceitar. É que no Arnaldo a mesa, já era cativa. Arnaldo servia bons petiscos e a inédita ‘batida de whisky’ (quem beber será feliz mas, não terá fígado por muito tempo). Separações são difíceis para todos e sem aviso, o choque é certo. Você chega, a porta está fechada e a casa vazia. Olha o drama! Um Bar onde há anos você bebia, comia, chorava e sorria... Há homem que chora e até se pergunta: - será que não foi uma fase ruim ou, não teria sido um simples defeito no freezer? São tempos ruins mas estou certa de que o Arnaldo não voltará atrás. Agora é tentar superar o vazio e a falta do Arnaldo. Porque afinal, um vazio pode ser preenchido com um bom livro, ou mesmo, com um bom vinho.


Fotografia: Tossan

8 comentários:

©tossan disse... @ 13 de maio de 2009 02:46

Se freqüentado por homens e mulheres o bar do Arnaldo não irá fechar nunca! Não façamos uma tempestade um simples copo d'água. Batida de whisky só pela a fama do bar,(marketing talvez) mas nunca se deve beber deste veneno..Eu nunca bebi, ninguém bebe só os maus informados, deve ser só para dar fama ao bar, o veneno deve ser outro mais espumante e sadios...Leite é que eu não tomo! Como também não viram separações e nem a mesa vazia, é cativa. O convívio continua, ainda serve um belos petiscos (que eu não comeria nem a pau e só bebo vinho em casa e cerveja na praia e mais nada além de água, nem Wiskey bebo mais).O freezer já foi recondicionado e ficou como novo, assim que os temerosos voltem a taverna diurna! É por isso que eu digo, lamparina que ilumina à direita, há de clarear à esquerda. Belo texto Mai, belo! Beijo

☆ Sandra C. disse... @ 13 de maio de 2009 06:30

recentemente eu estive um tempo pensando como eu iria preencher o meu vazio.
engraçado, como todo mundo tem uma maneira de fazer isso.
bebida.. livro.. internet.. música.. balada.. droga..
com tudo isso, só fiz perder dinheiro!
mas o vazio.. continua aqui.

but now, the question is..


COMO OS OUTROS IRÃO PREENCHER O PRÓPRIO VAZIO?

mal posso esperar para assistir a tudo isso de longe.

mude o foco, baby.
perguntar-se isso não dói..
não custa..
é um alívio, pois você não precisa responder.

Eurico disse... @ 13 de maio de 2009 07:59

Buda diz:
"Tudo o que acontece no tempo está condenado a morrer."
Então aceite - essa é a natureza das coisas.

Retirei esse fragmento do blog abaixo:

http://palavrasdeosho.blogspot.com/

Acho que vem bem a calhar pro dia de hoje. O Bar do Arnaldo não é a única possibilidade na vida das pessoas. As pessoas quando passam muito tempo presas a um certo tipo de ambiente perdem as próprias asas. Creio que o Arnaldo vai sentir falta da freguesia dele, mas vai abrir um outro tipo de negócio. Quem sabe ele vá vender seguros, ou planos de saúde. O Arnaldo vai seguir o seu rumo e os frequentadores do bar devem cuidar das próprias asas amputadas, pensá-las, fazê-las crescer outra vez e voar, pois as vacas não tem asas, mas as pessoas, sim. Voa, Poeta.

Anônimo disse... @ 13 de maio de 2009 10:27

ah!poeta!poeta!

isso machuca......


mesmo assim,
um beijo pra voce.

Letícia disse... @ 13 de maio de 2009 10:51

Esse bar existe? ¬¬

Tenho lido com atenção seus textos, Mai. Você mistura de tudo e vai seguindo. Tem dias que você está romântica e apelativa. Outros, você cai na rede da poética. Em outros mais, você se veste de mãe e dá até conselho. Esse texto me saiu como uma ironia. Sim. Porque o vazio pode ser vazio pra você e, no entanto, o que você chama de vazio, para mim pode ser o preenchimento.

E tive essa sensação de Bar Fechado ontem. Meu cachorro fugiu e eu vi a minha vida passar diante dos meus olhos. Ainda bem que encontrei o Jerry.

Bjos, Mai. =)

Leo Mandoki, Jr. disse... @ 13 de maio de 2009 11:23

eu morro de rir por aqui!! até o cachorro da Let fugiu!! ehehehehe
...
não há nada mais triste do que bar fechado...ou vc querer beber mais o dono quer fecha-lo. Não bebo batida de whisky...mas bebo com whisky com leite...por volta das 4h, 5h da manhã antes de dormir.
Santo Agostinho é q costumava ver vacas a voarem....Ah! olha só! livro não preenche vazio algum sabia!!?? nem livro, nem musica, nem vinho...é tdo paliativo..tipo bandaid...
se comporta viu!
(não entendi patavina dos teus comentário no meu blog...vc deve estar tomando algum tarja preta)
bjs
LMk

paula barros disse... @ 13 de maio de 2009 21:08

Tem vazio que não se preenche com livro, até porque não se tem concentração. Mas cada um é cada um.

E separação também cada um lida de uma forma.

Temas bons para pensar.

abraços

©tossan disse... @ 13 de maio de 2009 22:24

Arnaldo, Mai, fantástico! Se o cara vê isso ele não dorme por uma semana e ainda vai fazer poesia pra vc...rssss... Beijo

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