Inspirar-Poesia, um segundo sopro

escafandrista do aluvião

Por Sueli Maia (Mai) em 5/17/2009
Destinos e secção das fibras de uma poesia. Ossos e traumas esgarçaram o músculo. No aluvião, tudo que havia estava submerso. Cardumes e palavras retraíram-se em seus indizíveis sentires. Mas a poesia e o amor jamais se deixam aprisionar. Por dias ela esperou a sua hora de voltar. Mergulhou e esgueirou-se de versos vazios. Um escafandrista escavou-lhe o amor. Reservas em cilindros de argônio e no silêncio subaquático, a essência de todos os sons. Pistas da poesia percebidas no pulsar. Das ostras as pérolas do olhar alumbraram o escafandrista. No retorno a descompressão havida. Em ambos o perigo de embolia obstruiria artérias, cérebro, coração. Sítios arqueológicos e tesouros ficaram ao fundo no aluvião que inundou os espaços. Um escafandrista restaurou-lhe o coração trazendo de volta, aquela poesia.
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Arte : Guapuruvu - Elevation
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24 comentários:

☆ Sandra C. disse... @ 17 de maio de 2009 02:41

aaaahhh, Mai.. tá simples comentar...

eu raramente uso escafandros mentais, sabe. o que é u-óh. eu simplesmente prendo a respiração, vomito o que tenho de vomitar, e quando volto à tona tá tudo legal. pra mim sempre. pra quem recebe meu vômito, são outros 500.

é que eu perdi meu escafandro.. e é caro comprar um novo. me custa a vida.

engraçado que o que de mais terrível eu vomito, muitas vezes ninguém percebe.. vira poesia.. vira piada.. mas, pra mim, vira ridículo.

ah, não! quero meu escafandro de volta!

ah, não.. não quero não..

e, sobre o teu post.. apenas digo que escrever é um ato de depuração! dos melhores!

sabe qual meu sonho na escrita? abstrair-me. ser imparcial. colocar menos de mim nos meus textos. mas aí.. são ooooutros 500...


bjs, Mai ;**

Eurico disse... @ 17 de maio de 2009 06:47

Força!
Muita paz pra vc.

paula barros disse... @ 17 de maio de 2009 10:24

Querida, depois você não quer que eu diga que estou pensando, é muita informação para meus neurônios fazerem conexão com o sentir. Estou rindo, pode crer.

Frases lindas, muitas, mas só um exemplo - "Das ostras as pérolas do olhar"

Dei um novo título - A mente (tudo que havia estava submerso). O sentir, os pensamentos, o amor, a vida....que se transformam em palavras.


Poderia ficar aqui dissecando o seu texto-poético-que veio a tona-num fantástico filme (que vejo).


beijos, e se cuida.

PALAVRAS AO VENTO disse... @ 17 de maio de 2009 10:57

Se ar comprimido traz de volta as palavras, eu estou precisando!
Mas de fato, me sinto bem na minha quietude. Poucas palavras, praticamente nenhuma dúvida. Estou vivendo!

Beijo grande!

Tatiana disse... @ 17 de maio de 2009 11:33

Mai...

Ler as suas palavras é um convite a um mergulho interior!
Onde a essência vai sendo explorada e vem a tona o que muitas vezes eu tinha medo de enxergar!

Obrigada por sua visita e palavras...

Sua presença é um grande presente!

Beijos commeu carinho

Dauri Batisti disse... @ 17 de maio de 2009 14:49

Essa pulsão, essa ânsia de música, de dizer. Esse impulso de emergir e respirar novas praias e continentes. A poesia de muitos desejos condensados num único: VIVER.

Bejo.

Sam disse... @ 17 de maio de 2009 15:06

Ah Mai, acho que ando assim...
Nem fui quase, e ando esperando a hora de voltar pra mim, em mim, pro mundo. Pra ele. Praquele, Esse, aquele...mergulhar no todo, no tudo que na impermanência dos dias, amanhecer como nada.

Sinto essa embolia nos pulmões onde um respirar é assim, quase um tormento.
E o coração, anda cheio de algo que não tem nome. Buscando fé e dizendo palavras que eu jamais pensei que diria.

Meu carinho sempre a ti, amiga da minha alma.

Abraços, flores e estrelas...

FERNANDA & POEMAS disse... @ 17 de maio de 2009 18:48

QUERIDA MAI, BELÍSSIMAS PALAVRAS AMIGA!!!
VOTOS DE UMA BOA SEMANA... ABRAÇOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

Judô e Poesia disse... @ 17 de maio de 2009 19:13

Oi Mai,

Queria te dizer primeiro algo que não é simples: "a sua presença me faz sentir melhor comigo, mais qualificado, em quase toda a extensão deste significante. Então, obrigado".
Depois gostaria de te perguntar com posso fazer para adquirir os livros seus. Gostaria de tê-los.
Zanzo por milhares de blogs (hoje mesmo achei um que se chama "Sininho" em que uma moça muito perdida com seus "recursos de blog" faz belos poemas, lindos mesmo, mas em uma confusão até engraçada para postá-los). Mai você é minha favorita, mesmo.
Não é o talento, a naturalidade, a forma como a técnica refinada se dissipa até quase não poder ser vista, a cultura clássica junto a modernidade, acho que você amadureceu o próprio estilo, adorável.
Neste mundo curioso da poesia, você pode caminhar como uma personagem importante e genuína, espero que ouse, porque muitas pessoas trocariam os dois braços por isto. Um grande beijo.
PS.: Eu não gosto do que você ecreve. Sinto orgulho. Domingos.

Elcio Tuiribepi disse... @ 17 de maio de 2009 20:22

Oi Mai, mais um belo texto poema, acompanhado do Chico, eita cara bom, sou fã dele de carteirinha, pois suas letras são qualquer coisa de muito bom e caiu muito bem dentro dessa sua postagem, onde as palavras sempre são bem trabalhadas em prol do pretendido...muito bom...
Boa semana, um abraço na alma...

©tossan disse... @ 17 de maio de 2009 21:28

Lindo texto, palavras cantando assim, mesmo quando estás falando grego pra mim, talvez os poetas cegos enxergam no escuro e vão até o fundo mesmo como sonhassem outro sonho...
Não tinha entendido nada, mas li 5 vezes e aumentei o som e ouvi o Chico e entendi só um pouco, mas é bonito!
Comecei a fazer um curso de mergulhador e quase me afoguei como agora com a música atual do Chico...Já foi melhor! Não foi?
Quado eu te falei que a música piorou, eis a prova aqui. Beijo

Márcio Vandré disse... @ 17 de maio de 2009 21:47

E como é complexo esse nosso corpo humano.
Milhares e milhares de reações em um segundo...
Somos nós seres fantásticos.
Mas não sabemos disso.

Escrevi sobre a poesia. "O último romântico". A qualquer tempo te mostro.
Um beijo e boa semana!
=*

☆ Sandra C. disse... @ 17 de maio de 2009 21:54

já quero ver essa poesia do Vandré...

Erica Maria disse... @ 17 de maio de 2009 23:28

"Mas a poesia e o amor jamais se deixam aprisionar"

Verdadeiro, poético e lindo demais amiga Mai!!!

Amo seus textos, são puro encantamento...


Bjos em teu coração...

Mateus Araujo disse... @ 17 de maio de 2009 23:29

Esse, desconfio que é o seu processo, pois impressiona a profundidade que tem suas palavras.
...
Mai, não to recebendo seus emails! =/

Nenhum até agora. Deve estar acontecendo alguma coisa.
Bjoo♥

isacdias disse... @ 18 de maio de 2009 01:45

Estava de passagem, vi esse texto resolvi para para ler... que maravilha. Adorei a sitaxe também...

posso voltar mais vezes?

Abraços
Isac Dias

Luis Eustáquio Soares disse... @ 18 de maio de 2009 13:16

salve, mai, belo poema tranzendo de volta ao atracadouro, a poesia, com suas pistas de tinos de des-tinos alumbrando o aluvião de cheios louvores, nos versos vazios dos amores.
b
luis de la mancha.
ps. sem problema por linkar-me em seu blog... te agradeço

grota pálida disse... @ 18 de maio de 2009 14:02

Mai,
Fiz uma coisinha no Grota Pálida e queria que você olhasse. Para fins de segurança antropológico- cultural. Você vai entender. Beijos. Domingos.

CelyLua - O blog das Letras disse... @ 18 de maio de 2009 16:09

Olá, Princesinha!

Eu gostei muito de conhecer o teu blog!
Tudo aqui é belíssimo...
Texto com amplitude profunda...
Palavras caçando a própria razão de se revelar através da conexão dos olhos da mente.
Ou seja, tua brilhante inspiração desperta os olhos da mente.
E, as palavras voam...
Querendo pousar nos olhos da vida, em outras palavras, tua mente é repleta de sabedoria...
Poesia e amor é a perfeição para a mente se revelar...
Enfim, tu és uma Escritora deslumbrante!!
Parabéns e aplausos...
Deus te abençoe.
Beijos perfumados de poesias...
Com ternura,
CelyLua, Amiga e fã da tua inspiração...

Muito obrigada!

Paulo disse... @ 18 de maio de 2009 22:19

Olá, Mai!

A cada vez que venho aqui me surpreendo, você respira poesia e expira sentimentos!

Restaura meu coração!

Nuno de Sousa disse... @ 19 de maio de 2009 10:52

O meu destino é estar bem a ler o que tão bem escreves amiga... belos textos bela a forma como nos fazer sonhar por aqui... sempre bom estar aqui presente.
Bjs grandes em ti Mai,
Nuno

Troll disse... @ 19 de maio de 2009 11:38

E que outra maneira teria de sentir o fluxo e mergulhar nas palavras, sem se sufocar por completo?

Por vezes são tantas e tão ferozes que ferem a pele. Distender o peito, no entanto, é um sintoma do qual não se pode escapar. Quem escreve, de verdade, se não abre-se na sinceridade?

Tudo a seu tempo, mas as palavras não esperarão, mesmo assim.

Danielle Macena disse... @ 19 de maio de 2009 14:31

Muitoo lindo esse teu post...
adoreii
bjus

Aline Dias disse... @ 19 de maio de 2009 17:10

queria apenas um sopro do teu talento. quanto mais as horas passam pra mim, sinto que algo morre, não consigo mais colocar isso pra fora e hoje, escreveste exatamente o que eu sinto, o que queria dizer, escrever... é um pedaço que vou ter como meu, o de hoje, aqui.. ;~

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