Inspirar-Poesia, um segundo sopro

retrato calado

Por Sueli Maia (Mai) em 1/07/2010
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Se do acaso chuva fêmea fez ocaso, macho é o crepúsculo de uma dor. Há os que não seguem com a vida há os que ficam e não mais sentem e há os que vão e são eternos. Mas mesmo assim a vida segue porque certeza é que o sol sempre virá. Porém do verbo uma poesia espreguiçou, um sol em noite deu a luz e um olhar acabou por sorrir. Mãos trazem vida, laço quer fita e mãe de letra é mão e do lácio da flor derradeira escrevo e retrato feição. E tez de verso é voz de uma aurora delicada e o colosso de um parto é o colostro que boca em seio a sugar faz poesia e leite dá vida e é linda! Tão linda é Lavínia! E portanto eu canto este dia ou por tanto eu apenas gaguejo poesia e goteja um sorriso que se abriu com a luz que neste dia acendeu. E tudo freme e unto-me em fio de azeite e a chama flamba e deixa aroma e o sabor desta língua que - bruta, escrevo em retrato calado.

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49 comentários:

A Senhora disse... @ 7 de janeiro de 2010 20:43

Linda Lavínia! Tem seus olhos? ;)

beijinhos

☆ Sandra C. disse... @ 7 de janeiro de 2010 20:45

não sei se são as energias do momento, ou a vontade de amor que já me bate há dias, mas sabias tu que eu poderia chorar lendo isso, vó?

^^

adoro-te.

Beto Canales disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:00

Difícil... E belo. Com ritmo

Maria Fernanda Probst disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:14

Parece melodia.

Ricardo Valente disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:20

Bem vinda, Lavínia! Do amor.
Abraço

Elcio Tuiribepi disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:26

Mais um presente? Não acredito...ou é um presente de alguém de seu convívio...Ahh..é um presente, isso que importa, daqueles que chegam meio amassadinhos, sem abrir as cortinas dos olhos e cheios de dobrinhas sujinhas e que sugam até a alma...rs
Tia, avó, mãe?????? rsrs...
Um abraço na alma...bjo

lagrima disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:29

Encanta-me ler-te Mai.
Gostei deste retrato calado.
Beijo

Dauri Batisti disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:35

O retrato calado fala. O retrato calado fala de Lavínia. E ela é tão linda, tão recém chegada que
ainda está a sugar o colostro. Sim, o dia, é preciso cantar o dia
em que chegou Lavínia, em que nasceu, poesia.

Beijo, parabéns pelo texto, tão amor, tão carinho.

Ribeiro Pedreira disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:42

Um retrato de primorosa resolução. Legiões de megapixels se fundem em poucas palavras num jogo limpo e aprazível.

La vida
la bienvenida
Lavínia

tossan disse... @ 7 de janeiro de 2010 21:47

Muito difícil Mai, mas lendo e relendo consegui ver um pouquinho da tua alma. Lindo! Beijo

paula barros disse... @ 7 de janeiro de 2010 22:39

Mai, você é magnífica como pessoa, com a escrita.

Conseguiu transformar um momento (sempre belo e emocionante)em um texto cheio de figuras, sons, cheiros...fantástico.


(Amiga, o comentário de Dauri está um supapo na alma. Uma vez eu disse que você, ele e Élcio são demais e juntos, valha-me Deus! rsrs)

beijos e abraços carinhosos

Assis Freitas disse... @ 7 de janeiro de 2010 23:04

Que bonito Mai, tuas palavras se acenderam. Beijo.

Kanauã Kaluanã disse... @ 7 de janeiro de 2010 23:54

Encantador, Mai.
Que a ternura seja dos olhos a luz.
Que esta dádiva te seja flor feita para sorrir em orvalhos à vida.

Parabéns!

Um carinho, e laço de fitas!

Abraão Vitoriano disse... @ 8 de janeiro de 2010 00:06

"Há os que não seguem com a vida há os que ficam e não mais sentem e há os que vão e são eternos."

Há os que são e não no sofá. Tem os que não pedem, mas reclama. E ainda os pobres e ricos. Os conformados, os artitas e a vida é fácil pra quem não sabe descobrir, que acha peca, quem sabe morre... O barato é viver de lascas, de peças, pra que não se chegem ao fim...!

beijos,
e amo e gosto!

do homem-menino.

Pâmela Marques. disse... @ 8 de janeiro de 2010 00:11

A primeira vez que acesso teu blog aqui de casa, no trabalho não dá para ouvir a música. E enquanto eu lia via pura música em tudo. Ah, que doce.

Devo te confessar que tu escreves tão intenso e belo que por vezes me intimida te comentar. Adoro o que tu dizes sempre.

Sempre tem gosto bom. Doce.

Macaires disse... @ 8 de janeiro de 2010 00:11

A chegada de uma nova vida caracteriza um momento tão singular e singelo, de uma beleza tão pura, que parece inenarrável, mas a sua transmissão é de uma perfeição, que podemos sentir todo o sentimento, que circunda tais instantes e não tem como não se emocionar com essa escrita!

Mai, lindo o seu texto, já estava com saudades de ler-te!!!
Beijos, amiga!

Lara Amaral disse... @ 8 de janeiro de 2010 02:47

Vc retratou lindamente o amor que está sempre pronto para nascer.

Sua neta nasceu?

Beijos.

Mirse Maria disse... @ 8 de janeiro de 2010 06:17

Belíssimo, Mai!

Como tudo que escreve, há sempre a luz de sua alma, que você pensa que é do sol.

Escrever em retrato calado, é que dói.

Beijos, querida amiga!

Mirse

Marcela disse... @ 8 de janeiro de 2010 09:26

tiaaa! ou vó? heheheuahaieh textos como sempre cheios cheios tão cheios esborram! beijão e parabéns pra a família! =****

Daniel Hiver disse... @ 8 de janeiro de 2010 09:51

Parabéns pelos sentimentos e palavras nesse post.
Você faz da confusão das palavras um jeito original de escrever. Usa palavras inusitadas, que a maioria das pessoas usaria em outros contextos. Mas esse é seu jeito singular de escrever. E ter um estilo é difícil.
Parabéns pela Lavínia. Gaste seus olhares nela e quando puder não se esqueça dos beijos. Dê muitos beijos nela e continue... continue.... escrevendo!

BAR DO BARDO disse... @ 8 de janeiro de 2010 10:20

Todo retrato calado é tonitruante - pois delineia a alma do silêncio!

Mariah disse... @ 8 de janeiro de 2010 12:31

é bom demais esta sensação que nasce junto com o amanhecer...de ter sempre uma nova chance!

reltih disse... @ 8 de janeiro de 2010 12:57

un significativo e interesante escrito, me encantó. gusto en visitarte.
un abrazo

Ianê Mello disse... @ 8 de janeiro de 2010 13:07

É sempre um prazer ler-te.

Lindo texto!

Fiz umas mudanças no blog e criei mais dois.
Dá uma passadinha por lá.

Beijos.

Carmem L Vilanova disse... @ 8 de janeiro de 2010 14:23

Gostei e vou seguindo... :o)
Beijos, flores e muitos sorrisos!

Dany Ziroldo disse... @ 8 de janeiro de 2010 14:39

Cada dia mais encantadora suas palavras...

Beijos!

Dany Ziroldo

Mikaele Tavares disse... @ 8 de janeiro de 2010 15:30

Um retrato calado que escreveu belas palavras.
Beijos

Desmanche de Celebridades disse... @ 8 de janeiro de 2010 17:13

Oi Mai,
Lembro dessa música, ela tocava no Globo Rural.
Combinou com a poesia, deu ritmo aos que vão, aos que ficam, aos que voltam, aos tornam a ir, e aos que sempre estão lá.

Abraços.

Braulio Pereira disse... @ 8 de janeiro de 2010 17:56

cada palavra é de uma intensidade

me deixas em siencio...

nasce um sol
uma flor.
no berço lençol..
de AMOR.

beijo....

Jacinta Dantas disse... @ 8 de janeiro de 2010 20:38

É preciso festejar a vida. E festa é poesia, poesia que se faz na linda chegada. É poesia, é festa... é Lavínia, o ser criança que pode abrir caminhos, purificar nosso olhar no olhar futuro. É purificação... É esperança... É vida que se renova e nos renova.
Lindo demais!
Bjs

Lou Vilela disse... @ 8 de janeiro de 2010 21:08

É sempre um prazer ler teus textos, Mai! ;)

Beijos

Zélia disse... @ 8 de janeiro de 2010 21:35

Mai, FELIZ 2010!!!!!!!!!!!

"Mãos trazem vida, laço quer fita e mãe de letra é mão..."

Perfeito! Gosto de muita coisa que vc escreve, Mai, mas não tenho dúvida em dizer que esse trecho é o meu preferido (até agora). Especialmente a parte do "laço quer fita". Me faz lembrar da minha vozinha adorada que morria de satisfação em me ver com laços de fita nos cabelos e nos vestidos. Até hoje sinto a sua mão no meu peito refazendo laços de fita de uma maneira que só ela sabia fazer...

Vc salvou meu dia! Bjos!

devaneiosviscerais disse... @ 8 de janeiro de 2010 23:33

"um olhar acabou por sorrir"... AMO seus textos, Mai, sou apaixonado por eles.

Lindo de mais.

Que revigorante passei por suas belas palavras.

Katrina disse... @ 9 de janeiro de 2010 11:26

Sinto isso escorrer em mim

MADRUGADA... disse... @ 9 de janeiro de 2010 14:18

belo texto!

Cadinho RoCo disse... @ 9 de janeiro de 2010 17:08

Que delícias sentir em cada palavra a passagem de sentir tão íntimo quanto intenso.
Cadinho RoCo

Delirius disse... @ 9 de janeiro de 2010 17:44

Você teve um presente lindo, né?!
E não diz nada p'ra mim :((

Beijo, amiga.

Vivian disse... @ 9 de janeiro de 2010 22:50

...e chega Lavínia "alma pura"
despertando poesia, trazendo
alegria.

um bem haja, pequena menina!"

Paulo disse... @ 9 de janeiro de 2010 23:14

Cara Mai!

Que ela traga consigo todas a felicidades possíveis!

Já é uma privilegiada!

Parabéns!

iaiá disse... @ 10 de janeiro de 2010 00:33

que lindo nome, Lavínia! parabéns. te adoro. beijão.

Talita Prates disse... @ 10 de janeiro de 2010 00:34

Nossa,
muito, muito bom!

Bjo, Mai.

E parabéns!

Patrícia disse... @ 10 de janeiro de 2010 14:30
Este comentário foi removido pelo autor.
Ilaine disse... @ 10 de janeiro de 2010 15:04

Mai amiga!

Estava com saudades de seus escritos. E este, menina, que belo que é... Você escreve cada dia melhor. É poesia!

Mai, venho lhe desejar um 2010 cheio de realizações. Que a felicidade se faça presente em todos os momentos. Obrigada pelas palavras tão especiais que deixas em meu blog. O que seria de mim sem elas? Que maravilhoso compartilhar.
Beijo

Abraço

Mari Amorim disse... @ 10 de janeiro de 2010 18:06

AS INDAGAÇÕES
A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
Mário Quintana
Saudades
Boas energias
Mari

guru martins disse... @ 10 de janeiro de 2010 18:37

...mas que faz
o maior esporro
aqui dentro!!!!

e eu te bj

Márcio Vandré disse... @ 11 de janeiro de 2010 14:47

Dizem que o sol já vem.
Mas é verdade?
Ou ele também se perdeu em vaidades como nós humanos?
Quero ouvir a opera com mil sopranos.
Quebrar os vidros onde há milhares de anos, esconderam a sensatez.

tonhOliveira disse... @ 11 de janeiro de 2010 15:09



Emudeci!

Abraços!

Troll disse... @ 11 de janeiro de 2010 15:44

Ser tanto, tão grande, em tão poucas palavras. É justo, com essa sua mente que não vê limites para crescer e assim envolve a quem a lê, ainda que distante.

Oliver Pickwick disse... @ 13 de janeiro de 2010 11:58

Escutei daqui, o som do retrato calado. Se não me engano, é um nome originário do antigo Lácio - apesar de muito usado nos países eslavos - e que significa "a que se purifica". Portanto, eis a última flor do Lácio. Vida longa para ela.
Um beijo!

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