Inspirar-Poesia, um segundo sopro

estigma

Por Sueli Maia (Mai) em 2/02/2009

A solidão é uma criança estigmata, nas mãos suas chagas. Medo é a palavra que escapa e num abraço se contém ou esvazia. Então escrevo e assim não morro de silêncio ou do meu medo de um dia morrer só. Porque a palavra é o tempo e todo tempo tem seu tempo que não sei...
E se a memória me faltar?
Morro de medo!
A solidão é uma criança estigmata com chagas nas mãos.
E se o medo é a palavra que escapa e a solidão, então escrevo e assim não morro de silêncio ou do meu medo de estar só ou morrer esquecida.
A beleza dos vitrais está na luz, nos vidros ou no olhar?
E a beleza está dentro ou fora das grutas e das catedrais?
...Imagens Google

17 comentários:

Marcos Miorinni disse... @ 2 de fevereiro de 2009 19:40

Clarice disse certa vez: Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Adorei o post e os vitrais falam por si mesmos.
... na palavra que escrevo, inscrevo silêncios, mentiras e as verdades dos meus dias... Lindo, parabéns.

abraço das letras
Marcos

Luciene de Morais disse... @ 2 de fevereiro de 2009 19:40

Eu acho que é no olhar, minha linda... e esse medo, todos sentimos.
E se olhar bem de perto, esta solidão, também.
Beijo

Márcio Ahimsa disse... @ 2 de fevereiro de 2009 19:56

Escreva, querida, escreva o que a palavra pode apenas vestir de seu imenso, de seu intenso jeito, de seu constante avassalar, voraz menina, que de dia rima poesia com sorriso, de noite verseja qualquer coisa de seus silêncios. A beleza, querida, está na junção de tudo, dos vitrais, da luz e do olhar. Ambos complemento de retina, ambos são a porta, que não se restringe a oferecer a beleza para dentro ou para fora, mas sim, ali, onde puder enxergar. Ela está aí no ar esperando qualquer sorriso, qualquer olhar achá-la em desembrulho, e espalhá-la ao vento das emoções. Eu, não sei se vejo de dentro ou de fora, apenas sei que vejo, aqui, em ti, muita beleza. E, inteira assim, em silêncio ou em palavra, se revela sempre em coisa boa, pessoa virtuosa, que enche de embevecimento esse rascunho de poeta.

E aqui vou te seguindo, sorrindo e chorando, por vezes, e saciando minha sede de beleza.

Beijos em ti, sempre.

A Senhora disse... @ 2 de fevereiro de 2009 20:16

Interessante, porque me senti num baile de idéias, todas conhecidas de um lugar e outro, rostos conhecidos... E por um momento a solidão passou a ser simplesmente um rosto conhecido, sorridente, neste baile. O que faz o olhar, não é? ;)

beijinhos

Vanessa disse... @ 2 de fevereiro de 2009 21:24

Achei a primeira frase tão forte que tive dificuldade de ler o resto do texto. Faz pensar bastante seu escrito, e isso é poesia.

Letícia disse... @ 2 de fevereiro de 2009 22:01

Gostei das imagens, Mai. Elas trazem algo mais ao texto. E falar em estigma é falar de dor, eu acho. Porque envolve sofrimento, penitência e serenidade. Esse texto é quase religioso.

Bjs, Mai.

Lipe M.T disse... @ 2 de fevereiro de 2009 22:43

quem viu a cruz ?

quem viu seu rosto ?

um sofrer de não aguentar a dor de suportar os pecados do mundo...

eu vi, menti, fingi não crer...

achando que perdi, só não encontro a razão...

pra que serve o sentido se tudo se perdo com o tempo...

as vezes o sentido só vem pra confundir...

e a confusão, quando boa, vem pra te guiar...

completo hoje 20 anos...e não quero mais seguir na sombra da escuridão...

quero luz...a luz da lua...que me ilumina quando a noite cai...

Mai...

Te amo...e é um amor diferente...

eu nem ao menos te conheço...
mas posso te sentir a cada palavra, a cada rasgo de dor, a cada doce e imaginario sorriso, a cada lamento, a gada "gaze" formada por letras...

Que coisa é essa que sinto quando te leio...?

Diz-me...salva-me...ajuda-me...leva-me com voce pra mais clara de todas as escudirões...

Me faz confundir todas as razões...
Make me crazy...

Aperta meu coração e crava teu link nele...

Tantos dias foram esses que me fiz longe daqui...que me fiz longe de ti...

Doi, fato.

Abraços...

Te "tudo".

Eurico disse... @ 2 de fevereiro de 2009 22:48

Mergulhados no transformismo fenomenico, tentamos palpar o instante que passa, que passou. Impossível. Nós mesmo já passamos com aquele instante, com aquele tempo ido. Somos apenas lembrança, tal a velocidade com que passamos. Daí o medo do esquecimento. O esquecimento é o não-ser. Roguemos, pois, à Mneme, a sua proteção, pois Cronos é um deus traiçoeiro e impiedoso.

Abraçamigo.

paula barros disse... @ 2 de fevereiro de 2009 23:15

Querida

Todos tem medo de algo. Mesmo que não digam.

Os vitrais tem sua beleza. A luz ajuda. Mas acho fundamental o olhar. O olhar que vem de dentro. Do momento.

Quando estamos bem os vitrais ficam mais lindos. Acredito.

beijos

FERNANDA-ASTROFLAX disse... @ 3 de fevereiro de 2009 11:08

QUERIDA MAI, BELAS FOTOS E TEXTO A ACOMPANHAR, COM O QUAL EU CONCORDO... A BELEZA ESTÁ NA LUZ DE QUEM OLHA PARA FORA... UM GRANDE ABRAÇO DE CARINHO...
FERNANDINHA

Germano Xavier disse... @ 3 de fevereiro de 2009 11:34

Não sei o porquê, mas após ler o texto, Mai, fui levado diretamente ao poema "O mar vem do mar", do uruguaio Mario Benedetti. Um texto que me fez relembrar de outro, de supetão.

Um carinho.
Continuemos...

"vem do mar o mar
mar de si mesmo
deserto sem memória
e sem esquecimento"...

Multiolhares disse... @ 3 de fevereiro de 2009 12:26

A maior solidão é a que sentimos no meio da multidão,
Temos de aprender a viver com o que somos a aceitar o que somos, a modificar os estados internos, adoro vitrais e esses são lindos, mas os vitrais simbolizam
o nosso trabalho inverno, as cores são ilusórias, só quando conseguimos ver através
da janela da existência pelos vidro cintilantes os véus de Maia caem.
beijinhos

poetaeusou . . . disse... @ 3 de fevereiro de 2009 15:35

*
a solidão
dilui-se na beleza de um vitral,
medo ?
é o desnudar da vida , quanta
solidão existe no meio a multidão,
sabes Mai,
a forma como escrevo,
é porque considero a morte,
a sublime libertação, total . . .
,
em conchinhas de simpatia,
te envolvo,
,
*

Sue disse... @ 3 de fevereiro de 2009 16:22

A beleza está nos olhos de que vê, e nas entrelinhas do teu texto.

Beijos

mateo disse... @ 3 de fevereiro de 2009 16:26

Na Páscoa, a "Sofia" te dirá que as Catedrais são rendas em pedra, por dentro e por fora. E a luz é sempre interior e de paz.
Vem e verás!
Bjs

Jo Bittencourt disse... @ 3 de fevereiro de 2009 16:59

certamente no olhar, no seu olhar que torna mais palavra a palavra. sonoridade mais sonoridade.

beijo grande, Mai!

Afonso disse... @ 3 de fevereiro de 2009 22:47

A beleza está nos olhos de quem a vê...

Beijinho*

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