Inspirar-Poesia, um segundo sopro

fora de mim...

Por Sueli Maia (Mai) em 2/16/2009
Meu desgoverno e eu perplexa queria ficar, a outra querendo ir. Uma desordem em si era eu fora de mim. Tentando esquecer bebi em vinho tua memória irrespirada. Inalei o adentro do humano e achei a louca e a santa habitando lá dentro. Da janela e entre a fresta olhei as duas que nuas estavam eu, a sós. À distância espreitava o ser ambíguo. Inteiro e na falta, o teu cheiro, nem sequer sentira. Distinguia sabores, encantos, paixões e guardava o gozo e o gosto, na lingua. Dormir fêmea porque a fome e a sede não basta num dia. Mas é breve e dispersa mansinha até um novo sol chegar. Fora de mim dava prá ver que era eu, era sim.
...

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8 comentários:

Luciene de Morais disse... @ 16 de fevereiro de 2009 19:36

Gostei muito!
Só me veho, também, quando assumo essa postura, de expectadora!
Beijo, querida amiga

DOCETERE disse... @ 16 de fevereiro de 2009 20:14

Mai!

Continuação de boa inspiração.

Doce carinho.

Tere

Café da Madrugada® Lipp & Van. disse... @ 16 de fevereiro de 2009 20:42

Pra se entender ou compreender o que se passa ou se vê de fora, ou se busca lá dentro. O mais difícil, mas eficaz... é aprofundar-se em si mesmo.

Van.

Vieira Calado disse... @ 16 de fevereiro de 2009 21:08

Interessante.

É o que apraz dizer nesta 1ª visita.


Bem haja

Monday disse... @ 16 de fevereiro de 2009 22:00

estou imaginando as duas se abraçando, na hora da saudade ... a cena ia ficar engraçada ...

paula barros disse... @ 16 de fevereiro de 2009 22:29

Acredito que todos temos o louco e o santo, porém alguns lidam melhor com ambos, outros encobrem mais um, e liberam o outro.

Gosto quando a minha porção louca se solta de mim. Porque por vezes a santa insisti em sufocar a louca.

Dá para pensar bastante.

abraços

AC Rangel disse... @ 17 de fevereiro de 2009 08:24

A louca e a santa. Sempre a contrapartida, as diferenças e as semelhanças se tocando. Sem saber que, à espreita, sentimos prazer. Talvez tendo havido um ponto final antes.
Outro beijo.

mateo disse... @ 17 de fevereiro de 2009 15:21

Tu e a outra de ti!
Bjs.

PS: Que ritmo no poema!

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