Inspirar-Poesia, um segundo sopro

fomes...

Por Sueli Maia (Mai) em 2/04/2009

.....................................................................................Banalidades são epifanias populares. Eu me divirto com cotidianidades e micos leões dourados acontecem em toda mata atlântica e na blogosfera também são preservados. Hoje eu li em sitio amigo que “dedo no olho não pode e que isto é uma regra política”. Se ‘uma língua acima de tudo é um ouvido’ e sabe o tom da palavra, que tom ou som tem:
G O I A B A? (Eu sei lá!) Goiaba para mim tem cheiro. Assim eu resolvi que uma língua acima de tudo é um nariz. O meu nariz tem um ouvido e agora também tem uma língua. Golpe baixo é nostalgia gastronômica com cheiro de comida penetrando os sentidos. Fome que se sente e não se aplaca tem mil setecentos e oitenta e três calorias por salivada. Desperdício é coisa de gente irresponsável e eu era uma irresponsável com fome nostálgica de carne enferrujada. É uma carne que leva cerveja preta e tem um molho de ferrugem que ‘aii’ que coisa mais imoral é essa memória olfativa e gustativa que eu tenho com nariz e língua cerebrados, sei lá... Papilas são fundamentais à digestão e minha memória é à flor da língua. Qualquer coisa ou qualquer-quem com leite condensado é bom à beça. Mas lembrei do cheiro da tal carne ao molho de ferrugem que é um dos sete pecados capitais. Meu nariz tem memória em Gigabites e a carne enferrujada é bem simples e o cheiro dela é uma praga. Come-se o cheiro assim com pão e a fome passa. Mas eu estava era com saudade das frutas dos lugares por onde andei. Do Oiapoque ao Chuí o pé que dá, tem fruta boa de chupar ou só o cheiro já é Brasil. Feng Shui leva o cheiro e o caroço na mala e registra a biodiversidade tupiniquim e o cupuaçu no Japão com arigatô e banana para o Brasil... Mangas do Pará são doces e cheirosas, não tão doces quanto as mangas-rosas. E tem bacaba, graviola, sapoti, pitanga, cajú, murici, uxi, mangaba, bacuri, açaí, taperebá, abacaxi, ingá, pitomba(aii! Minha boca está salivando, outra vez...) Agora essa palavra pitomba não tem nariz nem cheiro tem ouvido... Fala alto: PI_TOM_BA, de novo PI_TOM_BA ...
...
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fotografia:
S.Maia

15 comentários:

Carlos Barros disse... @ 4 de fevereiro de 2009 23:11

Deixando de lado a profundidade: Li, reli e me diverti! PITOMBA! Acho que já ouvi mais do que comi.

Excelente texto.
Abraços.

Márcio Ahimsa disse... @ 4 de fevereiro de 2009 23:36

Oi, minha querida!

Sabe, eu estou por aqui, não beijando tanto, rs, mas estou aqui, meio sumido, mas, porém, entrentanto, o trabalho me toma meu tempo precioso. Gostaria muito, em todas as épocas, dedicar-me intensamente como assim sou, intenso. Meu trabalho não permite, e quando vejo, já se foram mais de um texto maravilhoso como esse com gosto de frutas. Mas não deixarei escapar os anteriores. Voltarei com mais calma e lerei esses imensos teus.

Beijos, minha querida, em ti.

Vivian disse... @ 5 de fevereiro de 2009 00:22

...então vem cá, minha lindeza!
façamos assim:
deixemos de lado esta salada de fruta, este embroglio suculento,
e falemos de coisas simples assim
do tipo...

"Eugenia luschnathiana Talisia esculenta caruiri, luschnathiana", da família Myrtaceae,
PITOMBA para os mais íntimos.

pra quê complicar se filosofar
não vale uma pitomba?

smackssss

adoro

paula barros disse... @ 5 de fevereiro de 2009 01:00

Querida tenho lido mais ando tão atrapalhada nos horários e tarefas que a cabeça não tem deixado ler como gosto.
Fico de voltar e não volto direito.

E nossas frutas, sinto o aroma, o gosto bom.

abraços

A Senhora disse... @ 5 de fevereiro de 2009 06:34

Eu me lembrei do tempo em que morei em Belém e o meu menor, na época com 3 anos, amava sorvete de taperebá. Então, pedia: eu quelo de supelebá.
Eu desconfio que ele pedia esse porque era difícll de falar! :)

Mas... lembrar de um cheiro bom... dá até um frio na barriga se o pecado é bom... :)

bjs

Elcio Tuiribepi disse... @ 5 de fevereiro de 2009 07:28

Senti cheiro de amora...já a pitomba, sei lá...a pronuncia me significa outras coisas, a lembrança que dá é de algo estranho, difícil, sei lá, fico com essa impressão...de qualquer forma a salada ficou pereita...só faltou a amora...rs
Um abraço na alma...

Jacinta Dantas disse... @ 5 de fevereiro de 2009 07:58

Menina, salivei umas quinhentas vezes. Carnívora que sou, vejo a carne enferrujada aqui, bem aqui na minha frente. Ai que gostoso.
Bj

Carla disse... @ 5 de fevereiro de 2009 10:54

que linda esta brincadeira com os sentidos
beijos

iaiá disse... @ 5 de fevereiro de 2009 15:07

cheiros são marcantas e tem sabor mesmo..

mas , ainad bem que vim aqui só depois do almoço! rssss

ai que fome! rsss

Jo Bittencourt disse... @ 5 de fevereiro de 2009 15:26

Mai, amoreco, disse tudo! Mas sou o tormento aqui de casa por causa dos cheiros, falo e invento cheiro pra tudo e mamys fica brava comigo pq acabo sendo chata, rsrs

mas essa carne com cerveja preta... humm q malvada, Mai!


rsrs


beijoca!

Sue disse... @ 5 de fevereiro de 2009 15:52

Cheiro! esse final me cheirou a sala de casa, quer dizer cozinha. Como uma boa paraense que sou.

Murici ai, ai, ai...minha perdição.

Cecília disse... @ 5 de fevereiro de 2009 16:54

Oi!
Passando pra dizer que tem um selinho pra você lá no Happiness!

Depois venho aqui com mais calma pra ler.

Beijinhosss

Jo Bittencourt disse... @ 5 de fevereiro de 2009 17:19

hummm... ah "e os outros cheiros e outras fomes" ah esses Mai... esses deixo para os poemas... rsrsrs


beijocas

mateo disse... @ 7 de fevereiro de 2009 20:18

Sabes que tantos sentidos me deixaram meio tonto... sem saber onde pôr a língua.
Bjs

Delirius disse... @ 4 de outubro de 2009 11:08

Loll....
Mai, que vontade me deu de pecar menina, não me livrava do inferno, não....
Puxa vida, mas que sentidas fomes, memórias de narizes e linguas...

Fantástico texto!...
Beijos.

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