Inspirar-Poesia, um segundo sopro

estórias prá adormecer criança...

Por Sueli Maia (Mai) em 2/23/2009
..................................Medo é um susto de criança que pula, se espanta e se agarra dentro da cabeça. E se a criança tiver medo de crescer e ficar velha, o medo é prá sempre. Um punhado de medo e pele enrugada, estampava o rosto daquela mulher. Perdida na chuva por dentro e por fora, ela gritava silenciosamente e pedia ajuda. Estava assustada e faminta. Molhada de chuva e de pranto. Trêmula de frio e pavor. Tinha vontade de falar, se trocar, se aquecer, comer, chorar, dormir...Estava esgotada após um dia inteiro andando em círculos. Perdida na selva distante e estranha, achara naquela porta aberta, um abrigo prá criança adormecer. Finalmente a coragem venceu o temor e a timidez. E ela encontrou um abrigo naquela noite. Seu nome era mais e era grisalha. Saíra de casa em meio à saudade de um velho marido que trabalhava numa construção qualquer. O medo de ficar sozinha e de novo sentir medo, transformou dona Santa-criança numa andarilha solitária e medrosa, prá sempre.

...

Fotografia: Mai

9 comentários:

Luciene de Morais disse... @ 23 de fevereiro de 2009 17:40

Não me assuste!
Todos os medos são para sempre?
Porque para sempre?

Hoje postaste muito, amiga, li todos!
Beijo você!

Márcio Ahimsa disse... @ 23 de fevereiro de 2009 19:45

Ah, Mai, a criança sempre desperta o adulto para fugir do medo, tenho certeza disso.

Fique bem, querida.

Beijos.

poetaeusou . . . disse... @ 23 de fevereiro de 2009 20:35

*
a criança
que fomos, somos e seremos,
,
e as crianças, senhor ?
penso a todo o momento . . .
,
conchinhas,
da minha meninice,
ou seja de hoje, te deixo,
,
*

paula barros disse... @ 23 de fevereiro de 2009 20:55

hehehe aqui também tem andarilha. Mas andarilha não combina com medrosa, assim penso, tem que desbravar caminhos, se aventurar por novos mundos, conhecer todos os tipos de pessoas.

E se a andarilha for caminhante do próprio sentir então é que precisa mesmo de coragem.


Mas vamos em frente e nada de andar em círculos...

abraços carinhosos

Elcio Tuiribepi disse... @ 23 de fevereiro de 2009 21:40

Freud explica? Acho que sim, acho que todos nós carregamos para o resto de nossa vidas algumas ou muitas, ou todas as passagens de nossa infância...
Quanto ao outro poema o que marca além da temperatura...rs...são as frases curtas narrando cada ação, como se fossem culminar numa explosão, e foi o que realmente aconteceu...
Show de bola Mai, as fotos tamém...um abraço na alma...

Café da Madrugada® Lipp & Van. disse... @ 23 de fevereiro de 2009 22:18

Meus medos vêm e vão. Nascem, crescem, somem, aparecem, desaparecem e reaparecem.
Uns ñ voltam mais.
Tomara que todos eles não voltem.

Alma Nua disse... @ 24 de fevereiro de 2009 02:26

...morro de medo de um dia
não mais poder te ler.

mas enquanto posso,
beijo-lhe a alma.

ou do lado de lá tbm tem PC?
rssss

adoro você!

bju

Zira disse... @ 24 de fevereiro de 2009 05:04

Olá Mai!!
...Quem não tem medo...



"Uma criança um dia disse-me:

-Eu, se visse o mar engolindo a areia, tinha medo!

Se ouvisse um grito no escuro, também tinha!

E, ao ouvir o eco repetindo as vozes, toda eu tremia!

-Só há uma coisa de que eu não tenho medo. É do homem!

Eu, somente sorri! Sabem porquê!?

Porque, entre mim e a inocência desta criança

Existe uma grande contradição!

Eu, não tenho medo do mar

Não tenho medo do escuro

E, muito menos do eco!

Eu, somente tenho medo daquilo que esta criança, (se calhar) um dia, também terá...

Tenho medo de voces, de mim, de todos...

Dele...do homem!..."


Abraço
Zira

A Senhora disse... @ 24 de fevereiro de 2009 09:08

Curiosamente, não procura o frio da morte, mas o calor do abraço, de uma voz consoladora, de uma mão segura.

Esses andarilhos...

beijinhos, querida.

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