Inspirar-Poesia, um segundo sopro

pássaro negro...

Por Sueli Maia (Mai) em 2/21/2009

Lábia, palavra e o assombro nas lápides das vilas populares. Labiar vidas e esgarçar peles eis o sombrio dos homens. Pássaros negros espreitam lares e covas abertas em valas. Labirinto de gente e fome. Sentença de morte do lábil que labuta e sangra. Mãos calejadas em cárcere e o ouro é dos abutres. Pássaros negros sobrevoam as lápides e pousam na indiferença das pedras. Lábios selam beijos e espalham medo e dor. Vai e voa prá longe! Some e te espanta!

...
Imagem Google
Música : Black Bird - Alter Bridge

7 comentários:

Márcio Ahimsa disse... @ 21 de fevereiro de 2009 18:14

Ah, Mai, esses black birds são os fantasmas nossos que nos rondam. São apenas nós mesmos com nossos medos, nossos sonhos aprisonados, nossa história mal contada por nós. Nossa ilusão por desilusão, nossa desilusão por coisas que não atrevemos a fazer, não atrevemos a ter não atrevemos a sentir. Pássaros negros também são pássaros, no negrume fica por conta da nossa visão, nosso entendimento.

Querida, que essas lápides não sejam nossa carne trêmula de vazio.

Beijos em ti.

FERNANDA-ASTROFLAX disse... @ 21 de fevereiro de 2009 20:30

OLÁ QUERIDA MAI, NÃO GOSTEI DI PÁSSARO, TEM UM ASPECTO ASSUSTADOR... UM GRANDE ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

mundo azul disse... @ 21 de fevereiro de 2009 21:22

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...assim é! Infelizmente, os abutres estão soltos, esperando pela fraqueza do corpo e da alma...


Gostei muito do seu reflexivo texto!

Beijos de luz e um domingo feliz...

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tossan disse... @ 21 de fevereiro de 2009 21:27

TERRA FÚNEBRE
(Augusto dos Anjos)

Aqui morreram tantos poetas! Tanta
Guitarra morta este lugar encerra!...
Aqui é o Campo-Santo, aqui é a Terra!
Em que a alma chora e em que a Saudade canta!

O caminheiro que o Pesar desterra,
Pare chorando nesta Terra Santa,
E se cantar como a Saudade canta,
O caminheiro fique nesta Terra!

À noute aqui um trovador eterno
Chora, abraçado às campas dos poetas,
- Esse sombrio trovador é o Inverno!

Aqui é a Terra, onde, ao noturno açoute,
Carpem na sombra pássaros ascetas,
Gemem poetas - pássaros da Noute!
Beijo e bons feriados

Letícia disse... @ 21 de fevereiro de 2009 21:53

Quem está um brejo hoje sou eu. Cansada em pleno carnaval. Seus comentários são importantes, Mai. Mas, antes de comentário no blog, quero que você fique bem. =)

E quem escreve os males espanta.

Bjs, Mai.

Love u 2.

Café da Madrugada® Lipp & Van. disse... @ 21 de fevereiro de 2009 22:30

Sim, espanta todos os pássaros negros; eles tiram a beleza da tranquilidade, a beleza da paz, a beleza do amor.

Adriana disse... @ 22 de fevereiro de 2009 00:04

é (t) denso!

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